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CONSTRUÇÃO DAS CORVETAS COMEÇARÁ EM 2020 E THYSSENKRUPP PREVÊ AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS EM VÁRIOS ESTADOS

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

Christoph SchlumbomA acirrada licitação das quatro corvetas classe Tamandaré da Marinha terminou com a vitória do Consórcio Águas Azuis. Uma das empresas que compõe o grupo é a multinacional thyssenkrupp, que já planeja os próximos passos dentro desse importante contrato. A previsão para início das obras das embarcações é 2020. Segundo o vice-presidente de vendas para a América Latina da thyssenkrupp Marine Systems, Christoph Schlumbom, a construção estará concentrada no estaleiro Oceana, localizado em Itajaí (SC), com núcleos de desenvolvimento de engenharia no Rio de Janeiro e em São Paulo. Mas outras regiões do país também serão beneficiadas. “Haverá a aquisição de equipamentos e insumos também em outros Estados gerando impacto positivo para as economias locais”, afirmou Schlumbom. A estimativa é de que 2.000 empregos diretos serão gerados, além de 6.000 postos indiretos.

O que este contrato das corvetas significa para a empresa?

A escolha do Consórcio Águas Azuis pela Marinha do Brasil para a construção das Corvetas Classe Tamandaré é uma grande honra para nós. Fazer parte do Programa CCT reforça nossa posição de liderança; as tecnologias comprovadas que a thyssenkrupp Marine Systems oferece ao setor de defesa naval em todo o mundo há mais de um século, aliadas à parceria com o Grupo Embraer, geram muitas vantagens para o Programa.

Quantos empregos devem ser gerados ao longo da construção das quatro corvetas?

De acordo com comunicado oficial da Marinha do Brasil, o Programa Corvetas Classe Tamandaré tem potencial de gerar mais de 2.000 empregos diretos e aproximadamente 6.000 posições de trabalho indiretas. Além disso, é importante enfatizar que o programa contempla uma sólida transferência de tecnologia nas áreas de engenharia naval para construção de navios militares e de sistemas de gerenciamento de combate e de plataforma.

Em qual região do Brasil haverá maior concentração de empregados no projeto?

A construção das corvetas estará concentrada no estaleiro localizado em Itajaí (SC) e haverá núcleos de desenvolvimento de engenharia no Rio de Janeiro e em São Paulo. Além disso, haverá a aquisição de equipamentos e insumos também em outros Estados gerando impacto positivo para as economias locais.

Como se dará o processo de transferência de tecnologia prometido pelo consórcio?

Duas das principais áreas de transferência de tecnologia serão o Sistema de Gerenciamento de Combate e Sistema de Gerenciamento Integrado da Plataforma. Nos dois casos, a Atech terá um papel muito importante na nacionalização das tecnologias e fornecimento. Também haverá transferência de tecnologia de construção naval junto ao estaleiro Oceana (Itajaí/SC) em uma dimensão nova para o mercado brasileiro.

Pode detalhar o que será desenvolvido no Brasil e o que será desenvolvido no exterior?

A construção das Corvetas Classe Tamandaré se dará 100% no Brasil.  De acordo com comunicado oficial da Marinha do Brasil, o conteúdo local será de 31% para a primeira corveta e 41% para as demais.

O senhor pode nos dizer, se possível, qual será o cronograma de execução do contrato, após ser assinado?

A previsão para início das obras de construção das Corvetas é 2020 e a previsão da entrega definitiva está planejada para o período entre 2024 e 2028.

Quais as principais características da classe MEKO gostaria de destacar? Como elas se aplicam à Marinha do Brasil?

A proposta apresentada pelo Consórcio Águas Azuis à Marinha do Brasil é baseada no conceito da Classe MEKO, referência mundial em soluções comprovadas de construção naval. Seu design modular facilita a integração local e a transferência de tecnologia, ajudando a reduzir os custos de manutenção e modernização e permitindo maior flexibilidade operacional.  Combinando tecnologia de ponta, inovação e capacidades robustas de combate, a Classe MEKO é um autêntico navio escolta para águas azuis. Essas embarcações possuem qualidades excepcionais de autonomia e robustez. A Classe MEKO acumula os benefícios de cinco gerações de embarcações, graças à sua iteração de design, pela qual as melhores características de projeto de cada classe de navios evoluem para a próxima, garantindo que as novas gerações tenham maturidade, tecnologia, materiais e padrões sólidos e comprovados.

Desde 1982, 82 corvetas e fragatas da Classe MEKO foram entregues a Marinhas de 14 nações diferentes, 37 delas produzidas fora da Alemanha e todas ainda em plena operação – oferecendo ciclos de vida de mais de 40 anos.

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Como faço para cadastrar o meu currículo?
Moro em Pernambuco e tenho interesse em trabalhar neste empreendimento.