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ELETRONUCLEAR VAI USAR TODA SEMANA PARA DEFINIR O MODELO PARA RETOMADA DE ANGRA 3

Leonam Guimarães

Leonam Guimarães

A julgar pelas agendas dessa semana do Presidente da Eletronuclear, Leonam Guimarães (foto principal) e a do Diretor Técnico da empresa, Ricardo Luis Pereira dos Santos (foto abaixo), uma solução para escolha de negócios que será definida para a retomada das obras de Angra 3 está bem perto. Em uma reunião realizada na sede da empresa com as empresas associadas a ABDAN, estabeleceu-se a expectativa da escolha de um caminho para os próximos dias. Essa pesquisa começou neste mês, com o objetivo de ouvir as opiniões do mercado sobre qual modelo de negócio é mais adequado e atrativo para a retomada da construção da usina, paralisada desde 2015.

E as coisas parecem caminhar a passos largos. Somente esta semana, tanto Leonam quanto Ricardo trabalham principalmente em cima deste assunto. Veja a agenda: na segunda-feira (6), reuniões com a Framatome e depois com os executivos da Westinghouse; na terça-feira (7), reunião para tratar do assunto e depois com a INB; Nesta quarta (8), praticamente o dia estará dedicado a este tema: reunião com a SPIC e em seguida a norte-americana Westinghouse. Nesta reunião deverá ser tratada também a extensão de vida da Usina Nuclear Angra 1, a primeira construída no Brasil. O encontro com a empresa estatal russa Rosatom, em princípio marcada para hoje, foi transferido para o dia 20 de maio. A quinta-feira (9) estará dedicada a reuniões com a ricardo dos santos_diretor técnicochinesa CNNC e com a francesa EDF e, para finalizar, com o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, peça chave na retomada das obras de Angra 3, e que terá um panorama geral das empresas que decidiram participar das obras e em que condições.

O Presidente da ABDAN, Celso Cunha, que ajuda as empresas associadas nestes contatos e relacionamentos, acredita que as coisas estão próximas de uma definição:  “A Eletronuclear já apresentou tudo o que está fazendo, todos os procedimentos realizados para que a empresa chegue à fase de licitação, escolhendo um parceiro privado. A Eletronuclear está cumprindo os prazos que prometeu até agora. O próximo passo agora é definir o modelo, efetivamente”. O plano da estatal é decidir sobre o modelo de negócio até o mês de junho e lançar o edital para escolha do parceiro privado ainda no segundo semestre deste ano.

O primeiro deles é a finalização do Angra 3 no modo de Sociedade de Propósito Específico (SPE). Nessa possibilidade, o investidor privado concluiria a construção e seria um dos sócios minoritários da SPE, se restringindo à Angra 3. Um segundo modelo é o de formar parceira na Eletronuclear como um todo, se tornando acionista minoritário na empresa. E o último é a contratação de empresa para terminar Angra 3 sem ser acionista da Eletronuclear.

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