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USINAS DE CARVÃO PRODUZEM MAIS RADIAÇÃO DO QUE PLANTAS NUCLEARES

WhatsApp Image 2019-06-03 at 15.39.43Começou nesta segunda-feira (3) o seminário internacional “The World Nuclear Industry Today”, em Brasília. A abertura do evento foi marcada por uma expressiva quantidade de participantes, que terão acesso a diversas palestras sobre a indústria nuclear até a próxima quarta-feira (5), último dia do curso. Um dos debates neste primeiro dia do encontro foi acerca de um dado da ONU, que declarou que o CO2 emitido por usinas de carvão produz mais radiação do que qualquer planta nuclear.

Segundo os estudos, a maior parte da radiação incorrida pela humanidade devido à geração de eletricidade vem da combustão do carvão. O ciclo do carbono (mineração, combustão e cinzas) contribui com mais de 50% da exposição global à radiação causada pela produção mundial de eletricidade. O dado chama atenção e cria um alerta sobre a necessidade de trocar a geração por carvão por fontes mais limpas, como é o caso da nuclear.

WhatsApp Image 2019-06-03 at 14.10.34O seminário The World Nuclear Industry Today é fruto de uma junção de forças entre a World Nuclear University (WNU), da Eletronuclear, e a Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan). Estamos incentivando a busca pelo conhecimento, mantendo as pessoas atualizadas, com informações sobre o que está acontecendo no exterior”, declarou o presidente da Abdan, Celso Cunha, um dos organizadores do evento.

Temos um grande campo para crescermos nesse setor, gerando energia limpa, com segurança, como matriz de geração firme para suportar o desenvolvimento econômico do país no futuro”, complementou o presidente da associação. Neste primeiro dia de seminário, o Ministério de Minas e Energia foi representado por seu secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Reive Barros. Ele destacou em sua fala a previsão de aumento de 71% na capacidade de geração nuclear do Brasil a partir da entrada de Angra 3, prevista para 2026.

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Mesa de debatedores durante o primeiro dia do seminário, em Brasília

A abertura do seminário foi realizada pela diretora da WNU, Patrícia Wieland, e o presidente da ABDAN, Celso Cunha. Neste primeiro dia de evento, também estão programadas outras apresentações de representantes da indústria, da academia e do governo, como o diretor de pesquisa e desenvolvimento da CNEN, Orlando João Agostinho Gonçalves Filho; e o diretor do Departamento de Informação e Estudos Energéticos do MME, André Osório.

A última edição do evento no Brasil aconteceu no ano passado, no Rio de Janeiro, e também teve uma expressiva procura: foram 367 participantes cadastrados, comprovando o interesse pelo potencial do segmento nuclear no Brasil.

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[…] “The World Nuclear Industry Today”, realizado recentemente em Brasília, foi a informação que as usinas térmicas (a carvão), eólicas e solares produzem mais radiação para o meio ambiente do…. O dado faz parte de um estudo feito pela Unscear (comitê científico da ONU para estudo dos […]