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PETRODIN DESENVOLVE NO BRASIL SISTEMA DE RISER PARA CAMPOS MARGINAIS

matsA companhia Petrodin Offshore está apostando suas fichas no desenvolvimento de um sistema submarino de riser voltado aos campos marginais. Alguma das vantagens prometidas com a nova tecnologia são a antecipação a baixo custo e aceleração da obtenção do primeiro óleo. A nova solução, de acordo com a companhia, pode ser aplicada em campos abandonados por grandes empresas. “O sistema já tem certificação da classificadora DNV. Nos últimos tempos, ele está sendo desenvolvido no Brasil pela Petrodin com participação de parceiros na África Ocidental”, afirmou o diretor da Petrodin, Mats Rosengren. A companhia primeiro pretende oferecer o produto, chamado de Self Standing Riser (SSR), na África Ocidental, onde a empresa tem parcerias já firmadas. Depois, a ideia é ofertar também na América do Sul, incluindo Brasil, e na África Oriental. Rosengren acrescenta ainda que a Petrodin quer atuar no mercado brasileiro com o desenvolvimento de tecnologias inovadoras voltadas para as áreas naval e offshore.

Qual tem sido o foco de atuação da companhia?

Em 2019, a Petrodin está focando em oportunidades de produção futura, em campos marginais junto com parceiros em países de Gana e Costa de Marfim, ao mesmo tempo desenvolvendo um sistema submarino “riser” não convencional para ser usado nestas oportunidades.

Poderia detalhar um pouco mais esse novo sistema?

Além deste sistema sendo desenvolvido na petrolífera Anadarko com a participação da Petrodin, o desenvolvimento dele foi depois patrocinado por 4 anos pelo Departamento de Energia do Estados Unidos através do programa RPSEA (Research Partnership to Secure Energy for America).

O sistema já tem certificação da classificadora DNV. Nos últimos tempos, ele está sendo desenvolvido no Brasil pela Petrodin com participação dos parceiros na África Ocidental.

Quais as vantagens que ele oferece?

Algumas das vantagens são: produção antecipada a baixo custo; tempo e custo reduzidos para produção e intervenção; o sistema é construido e instalado entre 6 e 12 meses e pode ser reinstalado em vários projetos com ajustes mínimos; e acelera o primeiro óleo (menos que um ano para o primeiro óleo ao invés dos usuais 4 a 10 anos.

Em quais países a Petrodin planeja oferecer este novo sistema?

Primeiramente na África Ocidental, onde a empresa tem parcerias firmadas. Depois na América do Sul, incluindo Brasil e também na África Oriental.

E em relação ao Brasil? Quais são os planos da empresa?

Continuar dar apoio às oportunidades de flotel (embarcação UMS da Petrobrás) nas operações offshore, e também na área de perfuração, para empresas estrangeiras. Desenvolver sistemas submarinos e embarcações voltadas a teste de poço de longa duração e também produção antecipada em campos marginais.

Como a empresa pretende ampliar sua presença no país?

Atuando no desenvolvimento de tecnologias inovadoras voltadas para a área naval (sistemas híbridos de geração e distribuição de energia) e offshore (desenvolvimento de sistemas teste de poço e produção antecipada).

Na nossa última entrevista, o senhor mencionou a estratégia de representar o estaleiro chinês Shanghai Shipbuilding Corporation, envolvendo sondas de perfuração. Poderia nos atualizar sobre esse assunto?

Em relação das sondas de perfuração, a situação em 2019 mudou bastante por causa das mudanças na China em relação as unidades offshore paradas naquele país. O nosso acordo com o estaleiro Shanghai Shipyard acabou em relação das sondas, quando as estas foram transferidas para uma nova entidade, na capital Pequim, que está assumindo um bom número de unidades paradas nos estaleiros da China. Esta empresa se chama Beijing Guohai Offshore Engineering Assets Management Company, hoje controlando todas as quatro sondas de perfuração Tiger.

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