GOVERNO ALEMÃO ENFRENTA PRESSÃO DE EMPRESAS QUE QUEREM A VOLTA DA ENERGIA NUCLEAR NO PAÍS | PetroNotícias





GOVERNO ALEMÃO ENFRENTA PRESSÃO DE EMPRESAS QUE QUEREM A VOLTA DA ENERGIA NUCLEAR NO PAÍS

ffffA Alemanha está amargando hoje uma decisão precipitada do governo de Angela Merkel, que decdiu desligar as usinas nucleares do país,  levada pela emoção do acidente de Fukushima, no Japão, causado pelo maremoto.  O ministro das Relações Exteriores  alemão, Heiko Maas(foto), pediu por “soluções reais” para diminuir os riscos de segurança da mudança climática, inclusive envolvendo mais o Conselho de Segurança da ONU. Sua “chamada para ação” veio na sequência de comentários de vários industriais alemães argumentando que a decisão do governo de eliminar a energia nuclear, foi um erro. Em seu discurso de abertura em uma conferência de segurança climática, Maas disse que a mudança está agindo como um catalisador em todo o mundo para a seca, a quebra de safras, inundações, conflitos pelo uso da terra, novos fluxos migratórios: “Todos os esforços devem agora se concentrar na luta contra as mudanças climáticas,  até mesmo o Conselho de Segurança da ONU, que normalmente lida com conflitos armados, precisa se envolver. Aumentar a resposta da ONU à mudança climática é uma prioridade para a Alemanha durante seus dois anos como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU, que começou este ano”.

Para lembrar, Após o acidente de Fukushima-Daiichi, a Alemanha decidiu fechar suas usinas  nucleares até 2022. Existem sete usinas nucleares em operação comercial na Alemanha, contra 17 em 2011. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, 29 unidades foram desligadas permanentemente. Na semana passada, o presidente do Grupo Volkswagen, Herbert Diess, entrou no debate sobre as mudanças nucleares e climáticas, dizendo: “Se realmente quisermos realmente proteger o clima, as usinas nucleares devem funcionar por mais tempo”. Fechar a última usina a carvão da Alemanha em 2038,  como foi decidido em janeiro gggggpor uma comissão nomeada pelo governo,  é “muito tarde”, disse Diess.  “Deveríamos ter abandonado o carvão primeiro e depois nuclear”.

Wolfgang Reitzle, presidente da Continental AG, fornecedora de autopeças, também se pronunciou a favor da ampliação da vida útil das usinas nucleares da Alemanha. O bilionário da Fasthold, Reinhold Wuerth, disse que a velocidade da saída do sistema nuclear é um erro e que um retorno do nuclear deve ser uma opção. No mês passado, as empresas de energia alemãs alertaram para uma possível diferença entre a capacidade de eletricidade convencional e a demanda até 2023, devido à desativação da energia nuclear e do carvão.

As instalações solares e eólicas diminuíram ultimamente na Alemanha por causa de mudanças regulatórias e oposição local. O carvão e o linhito ainda são  35% do mix de gfffeletricidade da Alemanha. Por isso, o  país está longe de atingir suas metas climáticas. A Agência Internacional de Energia alertou na semana passada que se as economias avançadas continuarem a dar as costas à energia nuclear e, em parte, preencher a lacuna com os combustíveis fósseis, elas arriscam bilhões de toneladas de emissões adicionais de dióxido de carbono. A Nuclear fornece cerca de 10% da geração global de eletricidade, mas a AIE disse que dois terços disso podem ser perdidos até 2040, já que os reatores envelhecem e os preços de eletricidade no atacado caem. A agência quer, em vez disso, manter as usinas nucleares existentes operando pelo maior tempo possível e diz que os investimentos de capital necessários para alcançar isso podem ser competitivos quando comparados a outras novas fontes de energia limpa.

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