ANADARKO ANUNCIA INÍCIO DO PROJETO DE EXPLORAÇÃO DE GÁS NA BACIA DE ROVUMA, EM MOÇAMBIQUE | PetroNotícias





ANADARKO ANUNCIA INÍCIO DO PROJETO DE EXPLORAÇÃO DE GÁS NA BACIA DE ROVUMA, EM MOÇAMBIQUE

ZZA petroleira norte-americana Anadarko vai fazer um dos maiores investimentos em Moçambique para explorar o gás natural em Cabo Delgado, na Bacia de Rovuma. O plano de desenvolvimento da Área 1 da é na província mais a norte de Moçambique, está avaliado em 25 mil milhões de dólares – o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Um plano de dimensão semelhante já foi aprovado pelo Governo para outro consórcio, que vai explorar a Área 4, na mesma bacia, e cujo anúncio final pode acontecer até o fim do ano. Os projetos de gás natural devem entrar em produção dentro de aproximadamente cinco anos e colocar a economia do país crescendo em mais de 10% ao ano, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Para chegar lá, a Área 1 vai investir 25 bilhões de dólares que vão ser utilizados para explorar o gás natural através de 40 quilômetros de um gasoduto – que ligará uma nova fábrica em que o gás vai transformado em líquido, na península de Afungi, distrito de Palma. Ao lado desta fábrica vai ser construído um cais para navios cargueiros especiais poderem ser abastecidos com gás natural liquefeito (GNL), que vai ser vendido, sobretudo, para mercados asiáticos (China, Japão, Índia, Tailândia e Indonésia), mas também para o mercado  europeu, através da EDF, Shell ou a britânica Cêntrica. Haverá ainda uma parcela menor que vai ficar em Moçambique e que será canalizada para produção de eletricidade, transformação em combustíveis líquidos e adubos.

Tudo deve estar pronto em  2024.  O plano da Área 1 prevê inicialmente duas linhas de liquefação de gás com capacidade total de produção de 12,88 milhões de toneladas por ano, sendo que o empreendimento pode crescer para até oito linhas. A Anadarko considera as jazidas da sua Área 1 equivalentes ao dobro do gás e petróleo que há para explorar na área britânica do Mar do Norte e classifica a bacia do Rovuma como a próxima grande zona de exploração de hidrocarbonetos do mundo. Os trabalhos de engenharia e construção envolvem dezenas de empresas, algumas das quais portuguesas, e todas têm estado sob pressão devido aos ataques armados de grupos criminosos em Cabo Delgado. Um motorista moçambicano foi assassinado em fevereiro no primeiro ataque a atingir trabalhadores do empreendimento.

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