SPE PREPARA AGENDA DE PROPOSTAS SOBRE INDÚSTRIA 4.0 PARA O MERCADO SUBSEA | PetroNotícias





SPE PREPARA AGENDA DE PROPOSTAS SOBRE INDÚSTRIA 4.0 PARA O MERCADO SUBSEA

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

JoaoGuandalini3A indústria 4.0 é um dos temas mais em voga na atualidade dentro do setor mundial de óleo e gás. Em tempos onde as empresas buscam cada vez mais eficiência, as soluções digitais vão ao encontro desta demanda. A Society of Petroleum Engineers (SPE) está de olho nesse novo momento e resolveu organizar um simpósio, no Rio de Janeiro, sobre como o Brasil poderá desencadear o potencial 4.0 de sua indústria subsea. Um dos frutos do evento, realizado na última semana, será um conjunto de propostas a ser apresentado ao mercado em breve. “Tudo o que está sendo gerado nessas discussões será transformado em uma agenda propositiva da comunidade subsea, tanto para alimentar o programa técnico de outros eventos correlatos, como o Subsea Fórum Rio, quanto para servir como subsídio, caso seja de interesse, para planos de ação de entidades como o IBP, Abespetro ou a própria SPE”, afirmou João Guandalini, que foi chair do simpósio da SPE. Ele ainda acrescenta que a indústria brasileira já tem bons exemplos concretos para apresentar no que diz respeito à digitalização e que a tendência é de crescimento daqui para frente. “Em algum momento vamos reunir e divulgar esses exemplos, de forma a fomentar a reflexão e incentivar novas iniciativas”, acrescentou.

Qual o objetivo central da SPE ao realizar esse evento sobre o potencial 4.0 da indústria subsea?

A SPE, como uma entidade voltada para a engenharia de petróleo e que tem como um de seus principais focos disseminar conhecimento, de forma a contribuir para o desenvolvimento sustentável do setor de óleo e gás, entendeu que era preciso discutir o impacto do subsea 4.0 na indústria subsea. O comitê técnico também considerou que, no cenário atual e com um tema como esse, da indústria 4.0, não poderíamos fazer um evento típico: ou seja, palestras expositivas com interação restrita às sessões de perguntas e respostas. Nos comprometemos a fazer algo mais alinhado com a era digital.  Por isso, o Symposium foi estruturado de modo que favorecesse ao máximo a interatividade e o networking. Dessa forma, cada uma das quatro sessões teve uma parte expositiva e uma parte de workshop. Todas as questões direcionadas para a  sessão de perguntas e respostas da parte expositiva, bem como os subsídios para o workshop e a priorização das ações foram coletadas via aplicativo de interatividade. Tudo o que está sendo gerado nessas discussões será transformado em uma agenda propositiva da comunidade subsea, tanto para alimentar o programa técnico de outros eventos correlatos, como o Subsea Fórum Rio, quanto para servir como subsídio, caso seja de interesse, para planos de ação de entidades como o IBP, Abespetro ou a própria SPE.

Na visão da SPE, como está atualmente o envolvimento da indústria subsea do Brasil em relação à digitalização?

Felizmente já saímos do campo das ideias e temos exemplos concretos para apresentar, de implantações feitas no Brasil para resolver problemas locais. A tendência é de crescimento e, em breve, outros bons exemplos surgirão. Em algum momento vamos reunir e divulgar esses exemplos, de forma a fomentar a reflexão e incentivar novas iniciativas.

Como a cadeia fornecedora local poderá se beneficiar, em termos de novos negócios, com esta nova tendência de digitalização?

De uma maneira muito ampla, desde as universidades e instituições de pesquisa até os fornecedores de primeira linha. Mas talvez a grande diferença se dará quando conseguirmos ver as startups fazendo negócios com mais constância. Quando isso ocorrer, o ciclo da implantação da digitalização se fechará, já que a agilidade e permeabilidade das startups ao longo de toda a cadeia de suprimento poderão, de fato, fazer os desenvolvimentos em digitalização ocorrerem mais rapidamente.

O que ainda falta no setor de óleo e gás do Brasil para que este mercado se insira ainda mais no ambiente digital?

Esta foi a proposta do evento, de discutir coletivamente o que está faltando nesse sentido. Esperamos que a agenda propositiva que estamos nos dispondo a criar nos dê, ao menos, um norte de que rumo tomar.

Como a SPE avalia o momento da indústria de óleo e gás no Brasil?

Bem promissor, pois as atividades já voltaram a ocorrer com mais intensidade em diferentes frentes. Portanto, temos boas perspectivas para o futuro.

Quais são as perspectivas futuras da entidade em relação a este setor?

Tudo leva a crer que o Brasil será protagonista, tanto nos novos desenvolvimentos no pré-sal quanto em razão da nova dinâmica trazida pelas operadoras que estão com foco em campos maduros.

Quais serão as próximas atividades da SPE no Brasil ao longo do restante do ano?

A SPE sempre organiza eventos, seja sozinha ou em parceria com outras entidades, de interesse da comunidade de óleo & gás e sempre há novidades. Para os próximos meses, teremos dois eventos bem interessantes: o SPE Brazil Women in Energy Symposium, em julho, e a segunda edição do Seminário de Competitividade dos projetos offshore no Brasil em agosto. Ambos no Rio de Janeiro.

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