APROVADO PLANO DE RECUPERAÇÃO DA CONSTELLATION, ANTIGA QGOG, QUE PREPARA MUDANÇAS EM SUA ADMINISTRAÇÃO

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

guilherme limaO momento é de desafios para a Constellation (antiga Queiroz Galvão Óleo e Gás). Mas a empresa vai dando novos passos para superar as dificuldades e avançar rumo a dias melhores. Nesta semana, a companhia conseguiu um importante feito neste sentido, com a aprovação de sua recuperação judicial. O plano recebeu o aval de aproximadamente 90% dos credores, em assembleia geral realizada no final do mês de junho. A recuperação também obteve a aprovação da Justiça, segundo informou a empresa, no início deste mês. Apesar do cenário de dificuldades, a direção da Constellation avaliou com bons olhos a aprovação com amplo apoio dos credores e espera passar por esta fase e conquistar novos negócios à medida que o mercado petrolífero se reaqueça.

Ter o plano aprovado com apoio esmagador de seus credores é um passo significativo à frente no caminho da companhia para completar sua reestruturação”, comemorou o CEO da Constellation, Guilherme Lima (foto). “O setor de perfuração offshore está mostrando novos sinais de recuperação a cada dia e alcançar este importante marco, combinado com o contínuo compromisso da Constellation com seus valores fundamentais de segurança, trabalho, qualidade e confiabilidade, vai certamente impulsionar as possibilidades comerciais da companhia”, complementou o executivo.

Enquanto trabalha para equacionar suas dívidas e melhorar a situação financeira, a Constellation também está com novidades em sua administração. Lima assumiu interinamente o comando da organização em meados de junho. Antes de chegar ao posto, o executivo estava na função de diretor financeiro da empresa. Com 27 anos de companhia, ele será o responsável por preparar o caminho para o novo CEO do grupo, o executivo Rodrigo Ribeiro, atual diretor de operações. Ele assumirá o cargo a partir de janeiro de 2020.

Ribeiro iniciou sua carreira na Constellation em 2000. Desde então, ocupou diversos cargos de liderança no grupo. De acordo com a Constellation, sua promoção ao cargo de CEO foi decidida pelo Conselho de Administração como parte do planejamento de sucessão da empresa. Estará nas mãos dele a responsabilidade de conduzir a companhia durante o processo de recuperação judicial.

Como se sabe, o pedido de recuperação do grupo foi protocolado no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no final do ano passado. Naquela época, a empresa alegou que a iniciativa fazia parte de seus esforços para reestruturar o perfil de dívida, que enfrentava desafios em razão das desacelerações no setor de petróleo e gás, bem como a situação macroeconômica do Brasil.

A Constellation tem mais de 39 de atuação no mercado de óleo e gás e atua no desenvolvimento da atividade petrolífera, operando navios e plataformas de perfuração offshore em lâmina d’água de até 12.000 pés, sondas terrestres e FPSOs. Neste ano, a empresa conquistou três novos clientes (Shell, Total e Enauta) para a operação de três navios-sondas para águas ultraprofundas (Amaralina Star, Laguna Star e Brava Star).

A frota da empresa conta ainda com duas sondas semissubmersíveis ancoradas para operação em lâmina d’água de até 1.100 metros e outras três de posicionamento dinâmico para operação em lâmina d’água de até 2.700 metros.

No final do ano passado, a empresa foi surpreendida com um incidente envolvendo uma de suas unidades semi-submersíveis – a Olinda Star. Conforme o Petronotícias informou, em primeira mão, a sonda sofreu um adernamento (inclinação) em virtude da tempestade tropical Phethai. A embarcação estava em operação na costa da Índia para a estatal Oil and Natural Gas Corporation Limited (ONGC). Cerca de 10 dias depois, a plataforma foi estabilizada novamente.

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