APÓS INAUGURAR USINA EM BRASÍLIA, SHYZEN FECHA NOVO CONTRATO DE GERAÇÃO SOLAR

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

Bruno Suzart_1A startup japonesa Shizen, em parceria com a empresa brasileira de empreendimentos imobiliários Espaço Y, inaugurou recentemente, no Distrito Federal, a sua primeira usina de energia solar no país. O empreendimento tem 1,1 MW de potência e marca o início dos planos da companhia japonesa para o mercado nacional de geração. O country manager da Shizen no Brasil, Bruno Suzart, ressalta a visão otimista da empresa em relação ao potencial do país. “Estamos bem animados. Estamos planejando construir mais 20 MW até o final do próximo ano. Além disso, queremos construir mais 50 MW até o final de 2021 ou 2022”, afirmou o executivo. Suzart revelou ainda a assinatura de um novo contrato, também no Distrito Federal, para construção de um sistema de geração solar para uma rede de farmácias. As obras devem começar entre julho e agosto, com investimentos de R$ 5 milhões.

Como surgiu o interesse em desenvolver este projeto no Distrito Federal? Este foi o primeiro empreendimento no país?

Esse é sim o nosso primeiro projeto no país e escolhemos fazê-lo aqui no Distrito Federal. Existem vários estados no Brasil onde o nosso modelo de negócio funciona, que é esse modelo de locação de infraestrutura para uso de maior consumo de energia renovável. Somos parceiros da Espaço Y e também o custo de energia aqui em Brasília é bastante alto. Por isso, faz sentido começarmos por aqui.

Que características da usina o senhor gostaria de destacar?

São 3.100 placas, o que dá cerca de 1.1 MW de pico instalado. Temos duas subestações conectadas, uma com cerca de 600 kw e outra com mais ou menos 400 kw. Estamos fornecendo energia para a rede, mas também para clientes que vão compensar essa energia. Acho interessante dizer também que além de produzirmos energia solar, o grupo também produz tomate e pimenta orgânicos. A energia gerada, além de ser jogada na rede, vai melhorar muito a qualidade da energia na fazenda também.

Quando começou a despertar o interesse da empresa pelo mercado brasileiro?

A Shizen está no Brasil desde 2018, quando começamos as conversas por aqui. Fechamos uma parceria com a Espaço Y Engenharia, que é uma empresa com 50 anos em Brasília e que atua em vários setores. Nós criamos a FazSol Energias Renováveis, que é a marca que usamos para construir estes projetos.

Na realidade, o mercado de energia renovável é muito parecido em todo o mundo. Existe o momento de greenfield e brownfield. O Brasil é um dos poucos países em que o mercado está no momento de greenfield. Então, pensamos que se conseguíssemos passar por cima dos desafios regulatórios, teríamos uma vantagem competitiva em cima de outros investidores de energias renováveis, que é o caso. Existem muitos grandes players em energias renováveis, mas que não estão tão fortes [no Brasil] como estão em outros países. O fato de termos pessoas brasileiras no time também ajuda muito.

Qual o potencial do país nesse segmento de energia renovável?

Estamos bem animados. Estamos planejando construir mais 20 MW até o final do próximo ano. Além disso, queremos construir mais 50 MW até o final de 2021 ou 2022. Queremos também entrar no mercado livre. Vemos com bons olhos o mercado brasileiro. O país vai ter crescimento de demanda de energia elétrica. O preço de energia é alto e o Brasil não tem disponibilidade para nova geração hidrelétrica. Achamos que estamos no mercado certo. Estamos preparados, juntos com a Espaço Y, para investir em até 250 MW até 2023. Esse é o objetivo e provavelmente faremos isso com capital próprio.

A maior parte deste crescimento se dará pela energia solar. Mas isso não invalida a intenção de investir em outros tipos de fontes de geração também.

E quanto aos novos projetos no horizonte?

Fechamos com a DrogaFuji, que é uma rede de farmácias aqui do Distrito Federal. Temos um compromisso de torná-los 100% sustentáveis. Vamos começar a construir em julho ou agosto, com previsão de entrega no início de novembro. O investimento previsto é de R$ 5 milhões.

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