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PETROLEIRO IRANIANO APREENDIDO PELA MARINHA BRITÂNICA É LIBERADO PELA JUSTIÇA DE GIBRALTAR

aaO petroleiro iraniano apreendido pela Marinha Britânica no Estreito de Gibraltar foi liberado pela justiça local, apesar de um pedido dos Estados Unidos para que a embarcação continuasse retida. O pedido americano foi feito poucas horas antes da liberação do navio. Porém, o presidente da Suprema Corte de Gibraltar, Anthony Dudley, declarou não ter recebido qualquer solicitação por escrito. Para lembrar, o petroleiro iraniano estava carregando de combustível para a Síria e foi capturado pelo comando da Marinha britânica no início de julho, próximo à costa do território comandado pelo Reino Unido. Duas semanas depois, em represália, a Guarda Revolucionária do Irã apreendeu um petroleiro britânico, o Stena Impero, que estava carregado de petróleo no Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico.

Oficiais de defesa de Gibraltar escoltam petroleiro iraniano Grace 1 no estreito de Gibraltar, ao sul da Espanha. Enquanto Londres e Teerã negam o plano de trocar os navios um pelo outro, há a expectativa de que a embarcação de bandeira britânica não seja liberada até que o petroleiro iraniano o seja. Assim, a decisão desta quinta abre caminho para uma “troca” de embarcações retidas.  Os dois navios confiscados  são vistos como um ponto de discórdia no impasse entre o Irã e o Ocidente. O destino das embarcações está vinculado às diferenças diplomáticas entre as grandes potências da UE e os Estados Unidos.

Washington impôs sanções ao Irã com o objetivo de interromper totalmente suas exportações de petróleo. Já os países europeus suspenderam as sanções contra o Irã, que ainda é proibido de vender petróleo para a Síria, medida em vigor desde 2011. O Reino Unido, que insistiu que sua política em relação ao Irã, não vai mudar de orientação com o novo primeiro-ministro, Boris Johnson. Ele indicou diversas vezes que quer um acordo sobre o petroleiro. O almirante Hossein Khanzadi, comandante da Marinha iraniana, repetiu a exigência do Irã de que as marinhas ocidentais deixem o Golfo. Ele diz que a área só deve ser patrulhada  apenas pelos países da região. No entanto, navios americanos e ingleses, estão na região do Golfo para defender os petroleiros de possíveis ataques e apreensões indevidas.

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