AUMENTO DA COMPETIÇÃO DO MERCADO ANIMA A ITAÚSA A DAR LANCE COM ÁGIO PELA LIQUIGÁS

LiquigasA expectativa do leilão A-6 de energia nova, que será realizado no mês de outubro, foi um bom sinalizador do preço futuro de gás. Isso animou ainda mais o  grupo liderado pela brasileira Itaúsa Investimentos, que está na bica de comprar a Liquigás, distribuidora de gás em botijão da Petrobrás,  já que sua oferta de R$ 3,5 bilhões deixou a concorrência desanimada. Mas o patrimônio da Liquigás é tão grande, que apenas os seus botijões, mesmo vazios, já chegam a valer quase o total que está sendo oferecido. O reflexo da liberação do mercado, dá outra sinalização para os investimentos. O fim dos subsídios do governo ao gás de cozinha, anunciado ontem (29) dá ainda mais ânimo.  Espera-se que o gás vai viabilizar a geração contínua de térmicas a custo competitivo, com  o leilão  permitindo o aparecimento de contratos de gás de longo prazo. Uma série de eventos vai fazer com que aumente a oferta de gás para o país, do gás da Bolívia até a chance de uso da reserva de Vaca Muerta, na Argentina, passando pelo pré-sal. Isso também vai levar à queda no preço.

O grupo liderado pelo Itaúsa Investimentos, tem a participação do  fundo Mubadala Investment, de Abu Dhabi, e da brasileira Consigaz Distribuidora de Gás. A Liquigás Distribuidora  fornece gás liquefeito de petróleo (gás de cozinha) para cerca de 35 milhões de lares no Brasil. E é apenas o mais recente ativo que a Petrobrás está vendendo para cortar dívidas e focar na exploração e produção de petróleo. A SHV Holdings, da Holanda, não fez oferta vinculante e já deixou o negócio, disseram duas pessoas.

A Petrobrás tinha planos de abrir uma segunda rodada de ofertas para dar aos interessados a oportunidade de aumentar seus preços depois de negociar os termos do contrato com o principal concorrente. A empresa já havia adotado esse modelo em vendas anteriores. A Petrobrás esperava que os lances chegassem a R$ 2,8 bilhões. Em 2016, ela concordou em vender a Liquigás por R$ 2,8 bilhões para a Ultrapar Participações, mas o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) rejeitou o acordo em 2018.

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