RIO PIPELINE ENCERRA O DIA COM MUITAS DISCUSSÕES PRIORIZANDO DUTOS OFFSHORE

ffffA 12ª Edição da Rio Pipeline, maior encontro da comunidade internacional de dutos, trouxe uma surpresa este ano. Originalmente, a feira se dedicava exclusivamente para o setor Onshore e  sempre foi focado em dutos terrestres, em parceria com o IPC, em Calgary, no Canadá. Mas o evento foi redirecionado à construção de dutos offshore e dutos para águas ultraprofundas. Estranhamente, porque há pelo menos quatro projetos de construção de novos gasodutos e duas novas grandes empresas no mercado vendidas recentemente pela Petrobrás: a TAG e a NTS.

O secretário-geral do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Milton Costa Filho, ressaltou a importância das discussões em torno do aperfeiçoamento do marco regulatório para que os investidores tenham segurança jurídica para fazer negócios no País e as oportunidades que virão com o plano de desinvestimento da Petrobrás: “Esse é um momento de muitas oportunidades para a indústria de dutos no Brasil, com a abertura do mercado de gás e o processo de venda de ativos pela Petrobrás. Tudo isso irá aumentar a competitividade do setor.”

Wong Loon (foto), um dos membros da comissão organizadora do evento e CEO da NTS, comentou sobre a malha de dutos xxzzzno Brasil, que “ainda é demasiadamente tímida” e, portanto, com muito espaço para crescer. Ele destacou, também, a importância de uma comunicação cada vez mais próxima com a sociedade para a redução de acidentes com terceiros. Na primeira plenária do dia, “Perspectiva para a Indústria Mundial de Dutos”, o CEO da TGN, Daniel Ridelener, ressaltou a relevância do imenso mercado chinês para os negócios de dutos nos próximos anos, bem como oportunidades no Brasil e no Cone Sul. Ele também frisou a importância da comunicação com as comunidades do entorno dos dutos, utilizando a tecnologia georeferencial  para o monitoramento das redes, com ênfase na proteção de vidas e do meio ambiente.

Em seguida, o CEO da Trapil, Patrice Brès, traçou o cenário de forte mudança vivido pelas empresas do setor de energia na França e no restante da Europa, onde as metas de redução de emissão de CO2 estão sendo impostas de forma rígida. Desta forma, os caminhos para o setor de dutos se abrem em direção às energias renováveis. O vice-presidente de Segurança e Desempenho da Cepa, Patrick Smyth, narrou os desafios do transporte de dutos pelo Canadá e comentou que as regras locais ainda necessitam de mais clareza para trazer maior segurança aos investidores. Após a plenária, o público pode compartilhar conhecimento assistindo ao workshop “Integridade de Dutos de distribuição de gás natural”, com os temas “Proteção Catódica” e “Gestão da Integridade”.

A Rio Pipeline  termina na quinta-feira (5). Ela está sendo realizada  no Centro de Convenções Sulamérica, na Cidade Nova. O evento tem como objetivo discutir as transformações nos mercados de mid e downstream e os desafios do setor, como as demandas por novas tecnologias para transporte de óleo e gás em águas ultraprofundas.

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