CONSTRUTORA DA ODEBRECHT ESPERA POR RETOMADA DO MERCADO E BUSCA PARCERIAS PARA OFERECER TECNOLOGIAS INOVADORAS | PetroNotícias





CONSTRUTORA DA ODEBRECHT ESPERA POR RETOMADA DO MERCADO E BUSCA PARCERIAS PARA OFERECER TECNOLOGIAS INOVADORAS

Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

DSC_0038(1)-2Hoje é o último dia da feira Rio Pipeline 2019, um momento decisivo para as empresas participantes negociarem novos acordos e negócios. Uma das principais companhias expositoras desta edição é a OEC (Odebrecht Engenharia & Construção), que tem passado por um processo que é chamado internamente de “Jornada de Transformação”. Nessa caminhada, tentando deixar para trás as dificuldades do passado recente, a OEC tem usado a feira para se posicionar como um importante player de construção dentro do mercado de óleo e gás. É o que revela o Diretor de Desenvolvimento de Negócios Industriais, Marcelo Ferreira. “Nossa ideia é se posicionar nesse setor como um player competitivo, que agrega segurança, integridade e previsibilidade para os projetos”, declarou. Apesar de a economia brasileira, de modo geral, ainda apresentar sinais muito tímidos de recuperação, o executivo já enxerga um horizonte de retomada no médio prazo. “As coisas vêm se alinhando, tanto no cenário macroeconômico quanto na parte setorial de óleo e gás. Eu vejo um otimismo. Nos próximos dois ou três anos, nós devemos ter um crescimento significativo de encomendas”, opinou. Além disso, Ferreira destaca que a OEC está procurando parcerias com o objetivo de oferecer soluções inovadoras ao mercado. “Estamos fazendo intercâmbios. Conhecemos os problemas e desafios e estamos buscando essas empresas com tecnologias emergentes e soluções para tornar nossos projetos mais eficientes”, concluiu.

Quais são os objetivos da OEC ao participar da feira?

A OEC tem um extenso background na parte de dutos, com mais de 5 mil quilômetros instalados no Brasil e no exterior. Temos uma grande expertise e capacitação técnica para agregar valor para os investimentos que virão pela frente. Estamos na feira nos posicionando como um importante player para construir essa infraestrutura que esperamos em função do pré-sal e da abertura do mercado de gás. Nossa ideia é se posicionar nesse setor como um player competitivo, que agrega segurança, integridade e previsibilidade para os projetos.

E quais são as perspectivas para conquistar negócios dentro dessa área de dutos?

Como eu falei anteriormente, a abertura do mercado e desverticalização do setor do gás vão atrair players internacionais e investimentos. No curto prazo, acho que existem poucos projetos por aí. Mas com a perspectiva do gás do pré-sal, chegando na costa em 2025, acho que haverá muita demanda. Então, a ideia é se posicionar para esses projetos que virão. O gás natural vai aumentar cada vez mais na matriz energética do Brasil. Comparado a quantidade de gasodutos no Brasil com a Argentina, observamos uma disparidade muito grande. Temos muita oportunidade para crescer e espalhar o consumo de gás natural. Eu vejo o mercado de gás natural como muito promissor. 

E em relação ao petróleo?

O petróleo já é uma realidade. O pré-sal tem um papel muito importante na produção nacional. Vemos isso através dos investimentos das empresas estrangeiras no Brasil, como Shell, Equinor e ExxonMobil. Todas investindo pesado no pré-sal. E o gás natural é associado. Ou seja, com a exploração do petróleo, o gás vem junto. Então, estamos vendo a indústria se mobilizar para monetizar esse gás. Hoje, o Brasil importa gás da Bolívia, mas vemos que em um período de 4 a 5 anos, esse gás [do pré-sal] chegará à costa, com um preço muito mais competitivo do que o gás da Bolívia. Isso vai gerar oportunidades na parte de processamento de gás, logística, transporte, geração térmica, petroquímica e fertilizantes.

Qual será a estratégia para avançar dentro da área de dutos?

A estratégia é competitividade. O cliente de hoje é o privado, que precisa ter o retorno sobre o seu investimento. Precisamos agregar competitividade no retorno sobre investimento dele. Vamos agregar tecnologia e execução de projetos, refletida em eficiência e previsibilidade na entrega dos projetos. Essa é a nossa estratégia.

Hoje, o marco regulatório está em transformação. Estamos vendo novos agentes entrando no mercado. Não é algo de curto prazo. Mas eu acho que [a estratégia de atuação] é se posicionar como prestador de serviços para esses novos atores que estão chegando. Serão eles que farão investimentos e vão proporcionar o desenvolvimento de gás no Brasil.

Olhando para o mercado de óleo e gás como um todo, quais são as expectativas da empresa?

plataformaEu estou muito otimista com o futuro de óleo e gás no Brasil. Acho que a parte de upstream já é uma realidade, com vários investimentos já sendo feitos. Já as áreas de downstream e midstream serão os próximos passos. Precisamos estar preparados porque não só o gás natural vem para costa, mas como também o óleo de excelente qualidade. Vai chegar uma molécula mais competitiva e que vai proporcionar investimentos em energia, na parte de processamento de gás, transporte e petroquímica. Isso vai destravar n projetos que estavam engavetados, esperando por viabilidade financeira para sair.

O que a OEC vai apresentar ao mercado em termos de novidades?

Cada vez mais, novas tecnologias, agregando mais eficiência. Historicamente, a indústria da construção sempre teve muito pouco ganho de produtividade. Estamos em uma janela excepcional para ganho de produtividade. A OEC está atenta a isso, para transformar isso em serviço de melhor qualidade e preço para o cliente final. 

Hoje, a inovação é aberta. A empresa está aberta ao mercado. Dou o exemplo de startups que têm a solução, mas não possuem a solução de negócio. Estamos fazendo intercâmbios. Conhecemos os problemas e desafios e estamos buscando essas empresas com tecnologias emergentes e soluções para tornar nossos projetos mais eficientes. 

O senhor prevê quando deve ocorrer uma retomada dos negócios?

Estamos em uma jornada de transformação, assim como todo o mercado, visando um crescimento sustentável nos próximos anos. Uma preocupação que a empresa teve foi manter o conhecimento e a tecnologia em execução de projetos. Esse é um dos pilares da nossa retomada.

Estamos ansiosos para que o Brasil tenha demanda. O setor de infraestrutura, como um todo, vem sofrendo anos difíceis. Então, estamos otimistas. As coisas vêm se alinhando, tanto no cenário macroeconômico quanto na parte setorial de óleo e gás. Eu vejo um otimismo. Nos próximos dois ou três anos, nós devemos ter um crescimento significativo de encomendas.

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