PETROCITY RECEBERÁ AMANHÃ OS PROJETOS DE TECNOLOGIA E CONECTIVIDADE DO CENTRO PORTUÁRIO SÃO MATEUS

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

memorando-nexaO Centro Portuário São Mateus (CPSM) é um dos projetos mais aguardados pelo estado do Espírito Santo e também pelo país como um todo. O empreendimento, cujas obras devem gerar milhares de empregos na região, ainda aguarda a emissão da licença ambiental para o início de sua construção. A expectativa do diretor da Petrocity, José Roberto da Silva (na foto, à esquerda), é de conseguir o documento até o final do ano. Enquanto isso, estão sendo concretizados outros avanços referentes à estrutura do futuro centro portuário. Amanhã (4), a Petrocity receberá, da Nexa Tecnologia, os projetos técnicos de 21 pacotes de conectividade do CPSM. “Estamos falando de soluções de conectividade, servidores, wireless e segurança, como também o data center, Internet das Coisas e automação”, afirmou o vice-presidente de vendas globais da Nexa, Luciano Barcellos (à direita). O executivo explica que o porto terá um alto grau tecnológico, permitindo conectividade não apenas entre máquinas e equipamentos, mas também entre pessoas e materiais. Barcellos ainda ressalta o projeto “Petrocity Social”, que tem por objetivo oferecer formação para 3 mil jovens e adultos na área de tecnologia da informação, beneficiando São Mateus e a região ao redor do município.

Como funciona a parceria da Nexa com a Petrocity?

O que temos fechado com a Petrocity é o chamado pacote de tecnologia. Ele é composto por 21 pacotes tecnológicos que envolvem, principalmente, toda a parte de infraestrutura tecnológica para o porto. A Nexa é responsável pela construção e engenharia desses projetos de tecnologia que envolvem o porto. Estamos falando de soluções de conectividade, servidores, wireless e segurança, como também o data center, Internet das Coisas e automação.

Qual será o próximo passo dentro dessa parceria?

O memorando de entendimento entre as partes foi assinado em novembro do ano passado. Amanhã, vamos fazer a entrega técnica dos 21 projetos. Todos foram feitos a quatro mãos, em parceria com a Petrocity. Acredito que esta entrega técnica será bem sucedida.

Poderia destacar os detalhes mais interessantes dentro desses 21 projetos de tecnologia do porto?

Além de ser um porto totalmente diferenciado, o CPSM será totalmente sem papel (paperless) e totalmente sensorizado. Vamos conseguir identificar todas as pessoas, máquinas, materiais e equipamentos. As pessoas falam muito sobre inteligência artificial. Mas para se ter inteligência artificial, é preciso ter uma massa de dados crítica para que a máquina tome a decisão. Como eu disse, todas as pessoas, máquinas, materiais, e equipamentos estarão conectados. Com isso, usando a inteligência artificial, poderemos evitar acidentes dentro da planta. Além disso, vamos conseguir identificar uma possível colisão ou abarrotamento. Não é só tecnologia por tecnologia. Tem um sentido por de trás. E faz todo o sentido para o porto, onde teremos 5 mil pessoas circulando.

Hoje, além das câmeras serem usadas para identificação facial, serão essas mesmos equipamentos que identificarão, por exemplo, focos de incêndio. A própria câmera tem uma inteligência que consegue identificar um foco de incêndio. O operador não vai precisar olhar todas as 600 ou 800 câmeras espalhadas em um porto desse porte. 

Além das questões relacionadas à segurança, o senhor pode falar também das tecnologias ligadas à operação do porto?

O Centro de Controle Operacional (CCO) do CPSM terá a mesma tecnologia da Bolsa de Valores de Nova York. Será possível tomar decisões em tempo real. Ele terá esse viés de ser mais que um centro de controle. Ele terá salas de crise para que as empresas instaladas no porto tomem decisões. É um projeto totalmente redundante. O CPSM está em um lugar que ainda é deslocado. Por isso, precisamos ter uma dupla abordagem de telecomunicações e também uma dupla abordagem de energia elétrica. Não podemos depender de uma única fonte de energia. 

O porto terá o maior data center do estado. Isso porque ele vai atender às demandas não só do porto, mas também as da região. Para isso, ele precisar estar pronto e normatizado e certificado internacionalmente. Nenhum data center de porte no estado está preparado para isso. As normas são internacionais e específicas para a área portuária.

Esses são alguns dos pontos do nosso projeto, que não é específico de tecnologia. Tecnologia sem valor não adianta de nada. É preciso ter valor. Por isso, o CPSM será diferenciado no mercado.

É interessante que esta infraestrutura tecnológica não vai servir apenas para o porto, mas também para a região em seu entorno…

Foi bom você falar desse aspecto social. Temos uma parceria com a multinacional Cisco e criamos o projeto “Petrocity Social”. Já formamos a primeira turma, com 12 alunos em tecnologia da informação. Foi totalmente gratuito. E a ideia é formar 3 mil jovens e adultos nos próximos dois anos em tecnologia da informação.

Quais horizontes serão abertos para as pessoas beneficiadas por este programa?

Com as tecnologias de hoje, esse profissional não precisará sair da cidade de São Mateus para ser um analista de tecnologia. Eu posso manter essa pessoa na cidade como um analista que vai trabalhar remotamente para qualquer empresa do mundo. Não vamos criar um êxodo de pessoas da região. Não estamos criando um analista de sistema para sair de São Mateus. Ele poderá continuar trabalhando em sua cidade, desenvolvendo tecnologia e sistemas para o mundo inteiro. O projeto contemplará, ao todo, 28 municípios da região.

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[…] Enquanto avança em seus projetos de conectividade e tecnologia do Porto de São Mateus (ES), a Petrocity, responsável pelo complexo, também está se movimentado em outro aspecto fundamental para garantir a operação do empreendimento no futuro: a energia. Em uma parceria entre a Badin Energia (75%) e a Petrocity (25%), a ideia é criar um grande polo de geração para atender às necessidades do porto, além de disponibilizar energia para a rede elétrica do país. A Cidade da Energia, como será chamada a área destinada a receber os projetos de energia, contará com uma usina térmica a gás de 1,8… Read more »

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[…] Enquanto avança em seus projetos de conectividade e tecnologia do Porto de São Mateus (ES), a Petrocity, responsável pelo complexo, também está se movimentado em outro aspecto fundamental para garantir a operação do empreendimento no futuro: a energia. Em uma parceria entre a Badin Energia (75%) e a Petrocity (25%), a ideia é criar um grande polo de geração para atender às necessidades do porto, além de disponibilizar energia para a rede elétrica do país. A Cidade da Energia, como será chamada a área destinada a receber os projetos de energia, contará com uma usina térmica a gás de 1,8… Read more »