TOTAL VENDE 90% DA PRODUÇÃO DE GÁS EM MOÇAMBIQUE E VÊ INVESTIMENTOS LIVRE DE RISCOS

fggffA petroleira francesa  Total  divulgou  um comunicado sobre a compra da participação da Occidental no projeto de gás natural em Moçambique informando que  “O projeto de gás natural liquefeito (GNL) em Moçambique está amplamente livre de riscos, uma vez que quase 90% da produção já está vendida através de contratos de longo prazo com os principais compradores de GNL na Ásia e na Europa. A transação foi  celebrada em Moçambique com a confirmação do valor do negócio: US$ 3,9 bilhões. O Presidente da empresa, Patrick Pouyanné,   disse que “Como novo operador, estamos totalmente comprometidos com o projeto. O projeto de GNL em Moçambique é um ativo único que se encaixa perfeitamente na nossa estratégia e que permite expandir a nossa posição no mercado.

A transação foi acordada  depois de a Occidental ter adquirido a petrolífera Anadarko (também norte-americana), que arrancou com o projeto moçambicano e que o liderava com uma quota de 26,5% do consórcio. A Total e a Occidental assinaram um acordo de compra e venda, conseguindo desde então todas as autorizações necessárias por parte das autoridades e parceiros. Todo o portfólio africano da Anadarko passou para a Total,  sendo que Moçambique foi o primeiro país onde se concretizou a transição. O comunicado diz que  “as operações ainda estão em andamento em relação aos ativos da Anadarko nos outros países, como Argélia, Gana, África do Sul.

O plano de desenvolvimento da Área 1 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, Norte de Moçambique, está avaliado em US$ 23 bilhões,  o dobro do Produto Interno ffddBruto (PIB) do país. O investimento está sendo utilizado para furar o fundo do mar e extrair o gás natural das jazidas Golfinho e Atum através de 40 quilômetros de tubos para uma nova fábrica onde vai ser transformado em líquido, na península de Afungi, distrito de Palma. Haverá duas linhas de liquefação de gás com capacidade total de produção de 12,88 milhões de toneladas por ano,  sendo que o empreendimento pode crescer até oito linhas. Está sendo previsto que as duas linhas explorem pouco menos de um terço das reservas totais das jazidas.

Ao lado desta fábrica vai ser construído um cais para navios cargueiros especiais poderem ser atestados com GNL, que vai ser vendido  para mercados asiáticos (China, Japão, Índia, Tailândia e Indonésia), e também europeus, através da Eletricidade de França, Shell ou a britânica Cêntrica. Haverá ainda uma parcela menor que vai ficar no país e que será canalizada para produção de eletricidade, transformação em combustíveis líquidos e adubos, em Moçambique.

A Total passa a liderar o consórcio da Área 1 com 26,5%, ao lado da japonesa Mitsui (20%) e da petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores à indiana ONGC Videsh (10%) e à sua participada Beas (10%), à Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%). Os projetos de gás natural devem entrar em produção dentro de aproximadamente cinco anos e colocar a economia do país crescendo mais de 10% anualmente, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI) e outras entidades.

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