ANÚNCIO OFICIAL DA SAÍDA DOS ESTADOS UNIDOS DO ACORDO DE PARIS PROVOCA REAÇÕES NA EUROPA E NA CHINA

deewwQuando o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo (foto principal), anunciou que o país iniciou o processo de retirada do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, enviando uma notificação formal às Nações Unidas, criou um ambiente ruim para a situação, mesmo com a retirada formal entrando em vigor um ano após a entrega da notificação. Já em 2017, o  presidente Donald Trump disse que se retiraria do acordo, feito em 2015, no qual quase todos os países do mundo se comprometeram com contribuições voluntárias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Mike Pompeo disse que: “o presidente Trump tomou a decisão de se retirar do Acordo de Paris por causa do fardo econômico injusto imposto a trabalhadores, empresas e contribuintes americanos pelas promessas americanas feitas sob o Acordo. Os Estados Unidos reduziram todos os tipos de emissões, mesmo quando aumentamos nossa economia e garantimos o acesso de nossos cidadãos a energia acessível. Nossos resultados falam por si: as emissões americanas de critérios poluentes do ar que afetam a saúde humana e o meio ambiente diminuíram 74% entre 1970 e 2018. As emissões líquidas de gases de efeito estufa dos EUA caíram 13% entre 2005 e 2017, mesmo quando nossa economia cresceu mais de 19%”.

 A abordagem dos Estados Unidos, disse Pompeo, incorpora a “realidade do mix global de energia” e usa todas as fontes e tecnologias de energia de maneira limpa e eficiente, incluindo combustíveis fósseis, energia nuclear e energia renovável:  “Nas discussões internacionais sobre o clima, continuaremos a oferecer um modelo realista e pragmático – apoiado em um recorde de resultados do mundo real – mostrando que inovação e mercados abertos levam a maior prosperidade, menos emissões e fontes de energia mais seguras”, afirmou ele. Os americanos começaram sua retirada no terceiro aniversário da entrada em fewedvigor do acordo, que visa manter os aumentos da temperatura global neste século bem abaixo de 2 graus Celsius e impulsionar esforços para limitar os aumentos de temperatura abaixo de 1,5 graus Celsius. Adotado na 21ª conferência das partes (COP21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), o acordo até o momento foi ratificado por 187 de suas 197 partes.

Miguel Arias Cañete (foto à direita), comissário da União Europeia para ações de energia e clima, respondeu à retirada dos EUA do acordo no Twitter, dizendo: “O Acordo de Paris tem bases sólidas e veio para ficar. A UE, com nossos parceiros, está pronta para fortalecer a cooperação com todas as partes para implementá-la. Continuaremos trabalhando com as partes interessadas e entidades nos EUA que permanecem comprometidas com ações climáticas ambiciosas”. O presidente da França, Emmanuel Macron, e o presidente da China, Xi Jinping, farão uma reunião em Pequim amanhã (6), onde se espera que assinem um acordo que inclua um parágrafo sobre a “irreversibilidade” do Acordo de Paris.

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