MEGAWHAT CHEGA AO MERCADO OFERECENDO DADOS E ANÁLISES SOBRE ÓLEO E GÁS E ENERGIA

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

Larissa Araium

Larissa Araium

Com o objetivo de trazer dados e análises para os mercados de energia e também de óleo e gás, a Comerc lançou recentemente a plataforma de inteligência MegaWhat. Uma das inovações da empresa está na sua liderança, com duas executivas à frente do projeto: Ana Carla Petti é a presidente da MegaWhat Consultoria, enquanto Larissa Araium lidera a MegaWhat Plataforma. “A Comerc sempre teve esse DNA de levar o maior número de informações possíveis sobre o setor de energia. Com o projeto da MegaWhat, isso se expande para um horizonte maior, incluindo óleo e gás”, explicou Larissa. Inicialmente, a companhia está oferecendo seus dados e análises gratuitamente e, já para o próximo ano, a ideia é ofertar cursos à distância, além de desenvolver novos tipos de conteúdos para seu público. “A partir da análise de métricas e do feedback que os usuários nos dão, poderemos desenvolver novos conteúdos e produtos, além de aprimorar a usabilidade da plataforma”, disse Ana Carla.

Como surgiu a ideia de criar a MegaWhat?

Ana Carla – A MegaWhat nasceu como parte da Comerc Energia. As áreas regulatórias e de estudo de mercado produzem muito conteúdo. São muitas as análises de leis, resoluções e parâmetro de mercado. Fazíamos todos esses estudos e análises para atender os clientes da Comerc Energia. Mas tivemos a ideia de sistematizar esses conteúdos e pensamos em oferecer isso para o mercado, e não ficar restrito só ao uso da Comerc. O conceito inicial partiu daí e depois se expandiu para o que hoje é a plataforma, que é calcada em cinco pilares: notícias, dados, análise, conhecimento e comunidade.

Larissa – A Comerc sempre teve esse DNA de levar o maior número de informações possíveis sobre o setor de energia. Com o projeto da MegaWhat, isso se expande para um horizonte maior, incluindo o óleo e gás. Dentro desse conceito e de tudo que a Ana Carla comentou, a MegaWhat se tornou em uma plataforma colaborativa. Por estar sendo desenvolvida com esse olhar de comunidade, nós desejamos que todos possam contribuir para tornar a plataforma melhor.

Qual será o público alvo?

Ana Carla Petti

Ana Carla Petti

Larissa – A plataforma começou muito especificamente para os clientes da Comerc da área industrial, shoppings e hospitais, mas também qualquer um que consumisse energia e tivesse dúvidas sobre isso. Mas ampliamos esse escopo, pensando também em faculdades, estudantes, professores e advogados. Quando entramos em óleo e gás, temos um universo muito maior de pessoas interessadas. Então, nosso público alvo é formado por todas as pessoas que se relacionam com o tema de energia e óleo e gás. É um público abrangente.

Como a MegaWhat planeja atuar dentro desse mercado de óleo e gás?

Larissa – Na parte de notícias, temos analistas cobrindo e produzindo textos sobre o setor, além de uma parceria com o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Produzimos um relatório sobre gás na plataforma. Pretendemos, a cada dois meses, lançar novas versões da plataforma, como se fosse um aplicativo. A ideia é incluir mais dados de óleo e gás na plataforma.

Qual foi a janela oportunidade que motivou a criação da MegaWhat?

Larissa – A parte regulatória é muito forte na Comerc há muito tempo. No começo da minha carreira, trabalhando com previsão de preços sobre energia, eu via a dificuldade para organizar os dados do setor. Era preciso entrar em vários sites para entender o que eram os dados. Eu, particularmente, vivi essa dor no início da minha carreira, de querer aprender tudo isso e não ter um lugar específico para organizar essa informação. Agora, na relação de óleo e gás, estou bem animada para aprender também. Como minha expertise é maior em energia elétrica, acho que existe bastante coisa para aprender em óleo e gás.

Vale ressaltar que a MegaWhat não vem para dar opinião, no sentido de apontar para as pessoas o que fazer com determina informação. Nosso foco é explicar e contextualizar [os dados].

Ana Carla – O conceito inicial foi diminuir a dor de gerar conteúdo, que muita vezes fica perdido em muitos artigos. Também existe a questão de que se perde muito tempo buscando informações e dados para se chegar a um produto final, como uma análise. Às vezes, para fazer uma análise e juntar dados de diferentes entidades é um trabalho que dura de quatro a cinco horas, apenas para fazer o levantamento e organização de dados. Então, se existir um sistema que possa fazer esse levantamento automaticamente, consolidando tudo em um único lugar, além de permitir uma comparação rápida, isso gera uma economia grande de tempo. Então, o objetivo é resolver a dor ao fazer a coleta de dados, diminuindo o tempo para esta atividade. Isso permite usar esse tempo usado em coleta de dados, que é um trabalho mais operacional, em tarefas mais intelectuais e que agregam valor. 

Quais são as principais vantagens que a MegaWhat pretende trazer para seus clientes e que benefícios a empresa pode trazer para o mercado, de maneira geral?

Larissa – A MegaWhat, quando se propõe a levar mais informação para o mercado, também quer tornar as discussões mais maduras para o mercado crescer como um todo. O mercado já está se desenvolvendo e tem todo o seu ritmo. O que queremos é que ele seja mais facilitado nesse processo.

Em relação aos clientes, nesse primeiro momento a plataforma está em um período de teste gratuito. Essa relação com o cliente está sendo construída. O mais importante nesse momento é as pessoas se cadastrarem e que usem as informações disponíveis. Estamos abertos e olhando como construir essa relação com os futuros clientes.

E quais serão os próximos passos? O que pretendem oferecer ao mercado a partir do ano que vem?

Ana Carla Para o próximo ano, o que temos em mente é a abertura de cursos voltados para o sistema EAD – ensino à distância. A ideia é ter mais cursos utilizando a plataforma do que propriamente os presenciais. Agora, em termos de outros conteúdos, isso ainda depende desse período de análise. Estamos ainda com todo o conteúdo da plataforma aberto. Basta se cadastrar para ter acesso. A partir da análise de métricas e do feedback que os usuários nos dão, poderemos desenvolver novos conteúdos e produtos e aprimorar a usabilidade da plataforma.

Como vocês estão enxergando o momento atual do mercado de energia?

Ana Carla A visão da MegaWhat está expressa em um estudo apresentado no lançamento da empresa [que aponta que o setor elétrico pode suprir crescimento do PIB em até 2,5 pontos percentuais adicionais ao ano até 2023]. É um mercado que é base para o crescimento econômico e que está preparado para um crescimento econômico mais vigoroso. Existem alguns desafios a serem superados, como por exemplo o atendimento da carga instantâneo. É um mercado que tem algumas reformas em discussão no Congresso e que tem muito campo para crescer e ser um grande atrativo para novos investimentos. 

Larissa – A matriz energética brasileira sempre foi predominantemente hidrelétrica, mas temos uma diversidade de combustíveis e possibilidade de investimentos. E ainda há o novo mercado de gás natural. Acho que é um momento fértil, com muitas informações que podemos compartilhar sobre as novas tendências. Um exemplo é a entrada de baterias nessa nova combinação de geração de energia. Esse é um momento interessante para debatermos o futuro da nossa matriz.

Ana Carla – O desenvolvimento deste novo mercado de gás natural, sendo mais competitivo e atraindo novos ofertantes, o que esperamos é que haja um aumento de oferta de gás a um custo menor. Sendo um custo menor, o que temos de perspectivas no setor elétrico são termelétricas a gás mais baratas também.

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