NORTECH TRAZ AO BRASIL NOVAS TECNOLOGIAS DE MONITORAMENTO DE DUTOS E FIXAÇÃO DE ESTRUTURAS EM PLATAFORMAS

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

Sem Título-1Apostando no reaquecimento dos negócios no setor de óleo e gás, a empresa Nortech está trazendo para o mercado brasileiro três novas tecnologias para atender importantes demandas da indústria petrolífera. No segmento onshore, a novidade é uma solução para monitoramento de faixa de dutos, com o objetivo de combater um problema muito sério do país: o roubo de combustíveis. O sistema já é muito usado no México, pela Pemex, que também enfrenta desafios por conta das derivações clandestinas. Já na área offshore, a Nortech está oferecendo uma solução de fixação de estruturas a frio, com o uso de pinos adesivados e sem a necessidade de trabalho a quente, o que permite fazer esse tipo de atividade mesmo com a plataforma ainda em operação. Para instalar esses pinos especiais, a empresa também trouxe ao mercado uma esmerilhadeira que não produz faíscas ou calor, seguindo a tendência de trabalho a frio. Em entrevista ao Petronotícias, o sócio-diretor da Nortech, Adriano Camino, explica o funcionamento das tecnologias e fala das perspectivas em relação a novos negócios.

Poderia começar explicando o funcionamento da tecnologia de monitoramento de dutos?

Com essa tecnologia, podemos monitorar em tempo integral qualquer duto. A cada 20 km, instalamos um kit nos dutos. Com isso, qualquer furto de combustível é detectado e um alarme é enviado em, no máximo, cinco minutos, por email ou Whatsapp para as pessoas responsáveis por combater o furto. Esse sistema é utilizado pela Pemex, que no ano passado sofreu 11 mil furtos. No México, eles monitoram 2.500 km de dutos.

Qual a principal vantagem que essa solução oferece?

A grande vantagem é a experiência da LeakLab [que desenvolveu a tecnologia], uma empresa mexicana que tem sete anos de trabalhos para a Pemex, a petroleira com o maior índice de furtos de combustíveis no mundo. Por consequência, a LeakLab é a única empresa que está trabalhando para a Pemex nesse sentido. Eles têm muita experiência e o sistema deles é extremamente eficaz. Nós somos os parceiros da LeakLab aqui no Brasil. Fazemos a compra dos equipamentos e a instalação dos mesmos.

Gostaria agora que falasse um pouco da solução de fixação de estruturas a frio que a empresa está trazendo ao Brasil.

Imagine que, em plataformas antigas, existem os guarda-corpos. A fixação desses guarda-corpos é toda feita por solda. Só que uma plataforma de produção, durante 99% do tempo está produzindo. Evita-se ao máximo o uso de trabalho a quente em cima de uma plataforma de produção. Não é o caso das unidades de exploração, porque só existe essa restrição nessas unidades quando estão sendo realizadas as atividades de perfuração, por conta da presença de gases.

As plataformas de produção precisam de manutenção o tempo todo. E o período de uma parada de manutenção não é suficiente para fazer todas as atividades. A ideia, com essa tecnologia, é fazer atividades de manutenção com a plataforma operando. Ao invés de fixar o guarda-corpos com pinos soldados, você usa parafusos adesivados. Ou seja, todo o trabalho é feito a frio. O parafuso adesivado tem a mesma resistência do parafuso soldado. Essa é uma solução pela empresa americana ClickBond.

Como está o fornecimento desse produto para o mercado brasileiro?

Nós estamos em fase final de homologação pelo CENPES [Centro de Pesquisas Leopoldo Américo Miguez de Mello]. Acredito que em dezembro estaremos com todo esse processo de homologação. A Unidade Operacional do Espírito Santo (OU-ES) já cadastrou os produtos. E nós fornecemos para a Modec aqui no Brasil.

Para fazer a aplicação desses pinos adesivados, trouxemos também mais uma tecnologia para o Brasil.

Qual?

Nós trouxemos uma esmerilhadeira que trata a superfície sem provocar faísca ou calor. Esse equipamento é aprovada pela DNV para uso em zona 2, que é uma zona onde existem gases. Ela pode ser utilizada em um deck de plataforma, por exemplo. Para fazermos o uso desses pinos adesivos, é preciso preparar a superfície, que precisa estar livre de pintura e oxidação. Ou seja, podemos fazer todo o processo de fixação a frio. Além disso, essa pode ser usada para outras atividades, em qualquer serviço dentro de uma plataforma. Se for preciso preparar a superfície para uma pintura, por exemplo, você faz o tratamento com essa esmerilhadeira.

A tecnologia já foi aprovada pelo CENPES. A UO-ES e UO-Santos vão começar o processo de cadastro de material.

Quais são as perspectivas com o mercado de óleo e gás?

O que estamos vendo são novas contratações e bastante investimento na área de manutenção das plataformas. Isso nos interessa bastante. Existem novas entrantes que estão pegando ativos considerados pela Petrobrás como decadentes, por causa da queda de produção de petróleo. Esses ativos foram vendidos para outras empresas, que estão reativando a produção e estendendo a vida útil desses campos.

Para nós, é muito bom quando ocorrem investimentos na área de manutenção. Como nosso foco é o trabalho a frio, tudo isso vai ao encontro com o pensamento de empresas que investem em plataformas já maduras e que requerem bastante manutenção. Para nós é um bom momento.

E em relação ao dutos, estamos vendo uma maior oportunidade, já que estamos com uma tecnologia de ponta para poder auxiliar o país no combate ao furto de combustível.

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