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UNIPAR INVESTE EM PROJETO DE GERAÇÃO EÓLICA PARA SUPRIR 30% DE SUA DEMANDA POR ENERGIA NO BRASIL

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

Aníbal do ValeA Unipar, que atua com forte presença na indústria química, anunciou recentemente os seus planos para investir em geração de energia. O primeiro passo nessa direção foi o estabelecimento de uma joint venture com a AES Tietê, com o objetivo de desenvolver um projeto eólico com 155 MW de capacidade instalada no Nordeste do Brasil. “Nesta joint venture, serão investidos mais de R$ 620 milhões num projeto greenfield de geração de energia eólica capaz de suprir 30% da nossa necessidade energética no Brasil”, afirmou o atual diretor presidente da Unipar, Aníbal do Vale (foto). A eletricidade produzida pelo empreendimento será usada como insumo para produção de soda/cloro da companhia química. O executivo ainda afirma que a Unipar está sempre avaliando oportunidades para ganhar maior competitividade em seus negócios. Nesta linha, o CEO diz que as fontes de energia limpa (eólica, solar, etc.) são alternativas que “serão e continuarão a ser avaliadas”. Conforme noticiamos ontem, Vale deverá ser substituído em breve por Maurício Parolin Russomanno, que foi indicado como novo diretor-presidente da companhia. A nomeação será submetida ao Conselho de Administração da empresa.

Como surgiu o interesse da Unipar em participar do mercado de geração eólica junto com a AES?

A Unipar é uma das indústrias químicas líderes na América do Sul e entre seus valores, está a atuação ativa em sustentabilidade. Continuamente analisamos alternativas que possam nos apoiar na direção da sustentabilidade, sendo energia elétrica insumo de importância ímpar para a empresa já que somos eletrointensivo.

Parte de nossa energia elétrica adquirida no mercado livre é de fonte eólica, portanto, temos footprint há algum tempo em sustentabilidade. 

O cuidado com o meio ambiente é pilar mestre da Unipar há mais de 40 anos, sendo pioneira na implantação de práticas e políticas internas muito antes do surgimento de legislações sobre o tema. Nossas fábricas são certificadas pela ISO 14001 e alguns outros exemplos podem ser destacados. Na fábrica de Cubatão, há uma área verde de 650 mil m², que inclui uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) e um Criadouro Conservacionista, ambos outorgados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), projetos referências em nível nacional. Já na planta de Santo André, a área de mata nativa preservada é dez vezes maior do que a área de operação industrial, ou seja, mais de 10 milhões de metros quadrados.

O senhor poderia detalhar um pouco sobre como será usada a energia gerada pelo empreendimento?

A energia produzida será utilizada pela Unipar como insumo na produção de soda/cloro. 

A Unipar pretende, no futuro, desenvolver mais projetos de geração eólica?

Estamos sempre avaliando oportunidades de modo a garantir maior competitividade ao negócio. As fontes de energia limpa (eólica, solar, etc.) são alternativas que se enquadram nesta linha, ou seja, serão e continuarão a ser avaliadas.

Quais tipos de resultados a Unipar espera a partir deste investimento em geração eólica?

Nesta joint venture, serão investidos mais de R$ 620 milhões num projeto greenfield de geração de energia eólica capaz de suprir 30% da nossa necessidade energética no Brasil. A geração eólica é “limpa”, fortalece nosso posicionamento valorizando o meio ambiente e atuando fortemente para a sustentabilidade do negócio. Este é um contrato de 20 anos e nossa expectativa é aumentar a previsibilidade dos custos e a garantia de fornecimento de energia para a nossa operação.

O investimento em energias renováveis deve contribuir de que forma no crescimento da Unipar?

Um dos principais pilares da Unipar é a sustentabilidade. O investimento, alinhado com a estratégia da empresa, traz a possibilidade de suprir a intensa demanda, buscando maior competitividade e trazendo benefícios para as nossas relações com os stakeholders. Além disso, reforça o compromisso da empresa com o meio ambiente.

A companhia também já investiu em energia solar? Caso não, esta possibilidade está nos planos?

A empresa está fazendo seu primeiro investimento em energia através desta joint venture. Seguimos avaliando as oportunidades que possam conferir competitividade, sem perder o foco no core business.

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