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MERCADO DE TUBOS DE POLIETILENO COMEÇA O ANO ANIMADO COM A RETOMADA DE OBRAS DE SANEAMENTO E CONSTRUÇÃO CIVIL

aqaqaaqA indústria dos tubos de polietileno iniciou o ano com uma boa expectativa de crescimento. Após um período de estagnação da construção civil, em especial do setor de saneamento, onde boa parte da produção de PEAD (polietileno de alta densidade) é utilizada, o mercado deve aquecer ao longo do ano. Para o presidente da Associação Brasileira de Tubos Poliolefínicos e Sistemas (ABPE), Mauricio Mendonça de Oliveira, o momento é bastante otimista: “Estamos convictos da continuidade do crescimento do PEAD em aplicações de Água e Esgoto, pois diversos agentes públicos e privados, além dos bancos de investimento, já avaliaram que a viabilidade econômica da solução é inconteste. Além disso, os agentes do saneamento buscam aumento da produtividade e eficiência, e a solução PEAD já é percebida por todos como àquela que mais contribui para a melhoria de vários indicadores de performance ao longo do tempo”.

Devido ao grande uso nas obras, os tubos de PEAD têm mostrado uma das boas soluções existentes para o segmento, que podem substituir materiais tradicionais como, PVC, ferro fundido, aço e concreto.  O polietileno tem grande durabilidade, estanqueidade, baixa rugosidade e resistência à corrosão, além de ser menos suscetível a danos causados por oscilações extremas, como vibração e choques.

No exterior, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, esse tipo de  tubulação é utilizada quase que em sua totalidade nas redes de abastecimento de água e saneamento básico. Todos os sistemas que envolvem programas de redução de perdas de água se beneficiam das características do material. “O uso do PEAD em outros países é quase que obrigatório e imprescindível nas obras da maioria das grandes indústrias do setor de saneamento. São duas décadas de ótimas experiências. A robustez e a facilidade na instalação, maior flexibilidade e poucas emendas, garantem o sucesso do produto”.

No Brasil, o PEAD tem conquistado seu espaço. Um exemplo, é o Programa de Redução de Perdas da Sabesp, que tem renovado a infraestrutura existente com a substituição por tubos de PEAD, em alguns bairros da capital paulista. A aceitação do produto também tem sido boa por parte de engenheiros, projetistas e demais profissionais da área. Porém, ainda é preciso estar atento à mão de obra qualificada, isso porque os métodos de ligação do material por soldadura (termofusão e eletrofusão) exigem técnicos qualificados, equipamentos devidamente calibrados e com a devida manutenção. Além disso, as técnicas de assentamento diferem dos materiais tradicionais.

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