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CICLONE KURUMÍ SE FORMA EM ALTO-MAR E PÕE PLATAFORMAS DE PETRÓLEO EM ALERTA

Imagem de satélite de quinta-feira mostra a extensão do fenômeno, que ainda era classificado como depressão tropical

Imagem de satélite de quinta-feira mostra a extensão do fenômeno, que ainda era classificado como depressão tropical

As previsões meteorológicas se concretizaram. A Marinha do Brasil confirmou a formação do ciclone subtropical Kurumí, às 22h da quinta-feira (23). O fenômeno, que até então era classificado como depressão subtropical, já provocou ventos com velocidades superiores a 63 km/h, passando a ser classificado como ciclone (também podendo ser chamado de tempestade subtropical).

O centro do ciclone está a 700 km (377 milhas náuticas) a sudeste de Arraial do Cabo (RJ), com deslocamento para o sul. Segundo a Marinha, em nota enviada ao Petronotícias, são esperadas condições difíceis de mar e vento na faixa litorânea entre as cidades de Arraial do Cabo (RJ) e Ilhéus (BA); e também entre as cidades de Tramandaí (SC) e Santos (SP).

Como essas regiões possuem muitas plataformas de petróleo instaladas, as operadoras estão em alerta, monitorando a situação para assegurar a integridade de seus trabalhadores e instalações, conforme o Petronotícias informou nos últimos dias.

A anglo-holandesa Shell enviou o seguinte comunicado ao Petronotícias: “As unidades operacionais offshore da Shell Brasil (FPSO Espírito Santo e FPSO Fluminense) estão cientes deste prognóstico e preparadas para estas condições climáticas adversas. Nestas condições, as atividades a bordo são constantemente avaliadas, sempre priorizando a segurança da tripulação e do meio ambiente”.

Também procuramos a norueguesa Equinor, que declarou: “A Equinor monitora permanentemente as condições climáticas e do mar nas regiões onde atua e tomará todas as medidas necessárias cabíveis caso se confirme esta ocorrência”.

A Ocyan, proprietária do FPSO Pioneiro de Libra junto com a Teekay, também nos enviou uma nota na noite ontem (23): “A Ocyan mantém seus ativos preparados para quaisquer eventualidades em razão de mudanças nas condições climáticas. As respectivas equipes técnica, de segurança e toda a liderança reforçam, diariamente, entre outros temas, ações de prevenção em alto-mar. A segurança é o principal valor da empresa.”

ENTENDA COMO SE FORMAM OS CICLONES SUBTROPICAIS

Para um ciclone subtropical se formar, são necessários alguns fatores, como a água do mar mais quente e a pressão atmosférica muito reduzida, formando um sistema de baixa pressão. Os meteorologistas já estavam prevendo que entre ontem e hoje (24) ocorreria uma queda da pressão atmosférica sobre o oceano, entre o litoral sul do Espírito Santo e o norte do Rio de Janeiro.

Esse sistema de baixa pressão se transformou em uma depressão tropical às 3h da quinta-feira, com centro a 250 km a Sudeste de Macaé (RJ) e deslocamento para sul. Naquela ocasião, de acordo com a Marinha, a intensidade máxima dos ventos observados foi de 55 km/h (30 nós).

Um sistema de baixa pressão só ganha um nome quando chega à categoria de ciclone, o que acontece quando os ventos passam de 63 km/h. Isso ocorreu com o ciclone que está neste momento em alto mar, batizado de Kurumí, expressão em Tupi-Guarani que significa “menino”.

Os ciclones ou tempestades subtropicais não costumam trazer estragos em solo, porque se deslocam para alto-mar, na direção sul. Contudo, eles podem causar chuvas volumosas no continente. Órgãos do Governo Federal fizeram um alerta conjunto, no início da semana, para a possibilidade de chuvas intensas na faixa que compreende o Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal. Nas últimas horas, a capital mineira Belo Horizonte sofreu transtornos devido às fortes chuvas.

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