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PETROBRÁS E FUP TRAVAM BATALHA NA JUSTIÇA E PARECEM LONGE DE UM CONSENSO PARA DAR FIM À GREVE

Manifestação de petroleiros realizada nesta semana em frente à sede da Petrobrás

Manifestação de petroleiros realizada nesta semana em frente à sede da Petrobrás

Não chamem para a mesma os representantes da Petrobrás e da Federação Única dos Petroleiros (FUP). O diálogo anda difícil entre as partes e nesta quinta-feira (6), já estamos no sexto dia de greve de operários da empresa. Enquanto um consenso entre a companhia e seus trabalhadores ainda parece distante, os dois lados estão dando ombros um para o outro e recorrendo à Justiça para fazer valer os seus respectivos interesses.

Na Petrobrás, o que se repete muito é a decisão do ministro do Tribunal Superior do Trabalho Ives Gandra, que determinou a volta de 90% dos petroleiros ao trabalho. A empresa emitiu um novo comunicado hoje, ressaltando o juiz também declarou inconstitucional a incorporação dos trabalhadores da fábrica da Araucária Nitrogenados (Ansa) aos quadros da Petrobrás.

Para lembrar, esse movimento grevista foi motivado pela decisão da Petrobrás de hibernar a Ansa, uma fábrica de fertilizantes localizada na cidade de Araucária (PR). Desde então, os trabalhadores estão alegando que a medida poderia resultar na demissão de 1000 empregados (a Petrobrás diz que são 396). Uma das reivindicações da FUP é que os trabalhadores da fábrica da Ansa sejam incorporados aos quadros da estatal.

Essa é principal pauta que motiva o atual movimento grevista liderado pela FUP. A Ansa foi comprada pela Petrobrás em 2013 e, desde então, apresenta recorrentes prejuízos. Na época da aquisição, os atuais empregados já faziam parte dos quadros da empresa”, disse a petroleira. A empresa ainda lembrou que esses trabalhadores não são concursados e que, de acordo a decisão do ministro Gandra, a absorção deles seria “inconstitucional”.

Do outro lado da história, a FUP anunciou hoje que a desembargadora Maria Helena Motta, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 1ª Região, negou mandado de segurança interposto pela empresa pedindo a desocupação de uma sala do RH no edifício-sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro. Como noticiamos, representantes da federação estão no local desde a última sexta-feira (3). A FUP reclama que a Petrobrás vem apenas recorrendo à Justiça, sem abrir qualquer canal de negociação com o grupo até o momento.

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