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BRADESCO VAI FINANCIAR OBRAS NO COMPERJ E NA RNEST COM R$ 4 BILHÕES

RnestCom um empréstimo de R$ 4 bilhões, o Bradesco vai financiar a continuidade das obras no Complexo Petroquímico do Rio e Janeiro (Comperj) e na Refinaria de Abreu e Lima (Rnest). Os dois empreendimentos estão com a conclusão atrasada, causando prejuízo para a Petrobrás.

Por meio de uma parceria anunciada em 2005, a construção da Rnest seria financiada pela Petrobrás em conjunto com a PDVSA. A petroleira venezuelana, no entanto, não cumpriu com o acordo e sua parte de 40% no investimento nunca foi concretizada, o que fez com que a estatal brasileira tivesse que assumir 100% da refinaria, cuja construção recebeu denúncias de superfaturamento por parte do Tribunal de Contas da União (TCU).

O Comperj também se tornou uma fonte de problemas para a Petrobrás. Atrasos no transporte de equipamentos pesados já causaram um prejuízo de R$ 1,7 bilhão para a estatal. Anunciado em 2006 com previsão de estar operando em 2010, o complexo petroquímico só deve entrar em operação em 2016. Além dos equipamentos encalhados, o atraso foi causado pelas greves recorrentes e a mudança estratégica de matéria-prima a ser utilizada pela planta, que passou do óleo pesado de Campos para o gás natural do pré-sal.

Segundo informações do Valor Econômico, o crédito tem prazo de 17 anos e os juros anuais serão equivalentes à soma da Taxa de Referência (TR) e o valor fixo de 9,5%. Para financiar as obras, o Bradesco utilizou recursos da caderneta de poupança, cujo rendimento anual é 6% mais a TR.

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