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ECOPETROL BUSCA PARCEIROS PARA AQUISIÇÃO DE BLOCOS NA 13ª RODADA

Por Daniel Fraiha (daniel@petronoticias.com.br) – 

Joao-ClarkA Ecopetrol continua apostando no mercado brasileiro como uma das regiões estratégicas para seu crescimento nos próximos anos e, mesmo com o momento mais complicado na indústria global de petróleo, busca aumentar o seu portfólio de ativos no País. O presidente da Ecopetrol no Brasil, João Clark, confirma a participação da companhia na 13ª rodada de licitações de blocos exploratórios da ANP, marcada para outubro deste ano, e conta que estão conversando com operadoras offshore para a formação de consórcios voltados ao leilão. Desta vez, no entanto, a empresa colombiana não pretende entrar como operadora das áreas, já que ainda está em processo de amadurecimento de sua atividade operatória no Brasil, nos blocos da Margem Equatorial (FZA-M-320, na bacia da Foz do Amazonas, e POT-M-567, na Bacia Potiguar). O processo de venda de participações nas duas áreas continua em andamento, com interessados analisando as oportunidades, e a fase de levantamento de dados sísmicos deverá ser iniciada em breve. Além disso, Clark diz que não descarta a possibilidade de aquisição de ativos postos à venda pela Petrobrás, mas não dá detalhes de possíveis negociações neste sentido. “O Brasil é um dos focos da companhia para crescimento, o que significa que o interesse estratégico é aumentar o portfólio no Brasil. Vamos procurar analisar todas as oportunidades que apareçam na mesa. Qualquer tipo de oportunidade. Seja da Petrobrás ou de outras companhias”, afirma.

Qual a estratégia da Ecopetrol para a 13ª rodada?

A Ecopetrol vai participar da rodada, e agora estamos procurando sócios para formar consórcios, querendo focar em poucas áreas de interesse. Nosso objetivo é puramente voltado a blocos offshore. Pelo momento do mercado, da indústria e pela questão do preço do óleo, além das restrições orçamentárias de todas as companhias, não vemos essa rodada como uma em que vamos fazer grandes investimentos em muitas áreas. Vamos focar nas bacias de interesse e jogar forte em poucas áreas.

Quais as áreas de maior interesse?

Estamos estudando, mas não tomamos a decisão ainda. A nossa área técnica está focada nisso e vai selecionar uma, duas ou três áreas para atacar. Paralelamente, estamos buscando parcerias com outras companhias para fazermos um consórcio forte.

Como devem ser as parcerias?

Estamos conversando com as companhias. Já temos uma carteira de sócios bastante ampla no Brasil, já tivemos sociedade com várias companhias, então estamos conversando com as que têm experiência offshore no Brasil. E temos preferência em participar nessa rodada como não-operador.

Por quê?

Já pegamos operação na rodada passada, na Margem Equatorial, e ainda estamos num processo de preparação para nos tornarmos uma operadora offshore. Isso está se movendo rapidamente, com um grupo em Houston dedicado à preparação da empresa para isso, mas estamos no processo ainda. O que já temos como operação no offshore da Colômbia e na Margem Equatorial está de bom tamanho por enquanto.

Pode citar as empresas com quem estão buscando parcerias?

Não posso citar. As companhias todas conversam entre si e as decisões finais são de cada uma delas. Então é um processo longo, que leva algum tempo para ser definido.

Sergipe deve ser o grande destaque dessa rodada?

Não tenha duvida. Devido aos últimos descobrimentos que foram anunciados pela Petrobrás em Sergipe, criou-se uma nova província exploratória de grande potencial. Então sem dúvida vai ser a área de maior competição nessa rodada.

Como estão as operações da Ecopetrol no Brasil neste momento?

Estamos seguindo com o processo exploratório. No bloco do Ceará, já temos a parceria com a Chevron (50%). Quanto aos outros, temos companhias interessadas nos dois blocos (FZA-M-320, na bacia da Foz do Amazonas, e POT-M-567, na Bacia Potiguar), ainda em negociação, e em breve espero poder anunciar alguma coisa. Há empresas interessadas, analisando.

Em que etapa da fase exploratória se encontram os blocos?

O programa exploratório nos dois blocos operados por nós é voltado à aquisição de dados sísmicos. Já fizemos a licitação para contratar as empresas e agora estamos negociando os contratos com elas. No terceiro bloco, operado pela Chevron, já contratamos a sísmica com a PGS e estamos tentando adiantar o licenciamento ambiental. Esperamos que o Ibama envie a licença o mais rápido possível. Enquanto isso, estamos trabalhando nos dados que já temos. Temos a obrigação de perfurar um poço até 2018. Assim que adquirirmos os novos dados, interpretá-los e definirmos a locação do poço, será perfurado o mais rápido possível. Mas é um processo muito grande para a perfuração. A Chevron está trabalhando com outras companhias para formar um rig-club (a contratação de uma sonda por um grupo de empresas que atuam em uma mesma região exploratória, onde a unidade atua para todas as companhias do grupo em sequência).

A Ecopetrol tem interesse em adquirir participações em ativos da Petrobrás, tendo em vista o programa de desinvestimentos da estatal brasileira?

O presidente da Ecopetrol disse claramente que o Brasil é um dos focos da companhia para crescimento, o que significa que o interesse estratégico é aumentar o portfólio no Brasil. Vamos procurar analisar todas as oportunidades que apareçam na mesa. Tudo aquilo que estiver dentro da capacidade de investimento da Ecopetrol, que casar com os interesses estratégicos da companhia e que tiver rentabilidade no tamanho que considerarmos interessante, vamos procurar negociar. Qualquer tipo de oportunidade. Seja da Petrobrás ou de outras companhias. Temos um grupo de novos negócios para isso, baseado em Houston, e estamos contratando gente para reforçar nossa atividade no Brasil neste sentido, com objetivo de aumentar o portfólio no País.

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