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RICARDO PESSOA DEPÕE À JUSTIÇA COMO TESTEMUNHA DE ACUSAÇÃO CONTRA A ODEBRECHT

ricardo pessoaA situação da Odebrecht junto à Justiça deve ficar mais difícil com o depoimento desta quinta-feira (3) do dono da UTC, Ricardo Pessoa (foto). Esta foi a primeira vez que Pessoa falou após a assinatura de um acordo de delação premiada, já homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi ouvido na condição de testemunha de acusação na ação penal contra o presidente da Odebrecht e ex-executivos da companhia.

Pessoa admitiu pagamento de propinas nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e da Refinaria Getúlio Vargas (Repar). Os pagamentos seriam feitos a ex-diretores da Petrobrás e ao PT. A prática teria começado com o já falecido deputado José Janene (PP-SP),  através do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa. Pedro Barusco foi o primeiro contato na diretoria de Seviços e depois o ex-diretor Renato Duque teria começado a pedir contribuições pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. O executivo ainda afirmou que depositava diretamente na conta do PT, nunca tendo repassado valores ao ex-diretor Duque.

Além do pagamento de propina, a UTC também participou de reuniões para diminuir concorrência em licitações, segundo o presidente da UTC, apontado como líder no cartel de empresas formado dentro da Petrobrás. De acordo com ele, houve licitações de obras em que a companhia participou para não ganhar, como Abreu e Lima, onde a Odebrecht saiu líder de diversos consórcios, no valor total de R$ 4,67 bilhões.

A UTC e a Odebrecht tinham um “pacto de não agressão”, segundo Pessoa, que citou reuniões com o executivo Marcio Faria, da Odebrecht, para tratar destes assuntos. Pessoa disse ainda que as empresas faziam acordos prévios com ele relacionados aos maiores contratos. “No pacote do Comperj, por exemplo, dos 60 contratos que a Petrobrás lançou, só 8 ou 10 fizeram parte desses entendimentos. Só nos grandes pacotes onde os grandes consórcios foram lançados. No restante, não”, disse.

Em seu depoimento, Pessoa admitiu que a companhia pagou propina em todos os contratos que participou, mas não disse qual foi a participação da Odebrecht, parceira no Comperj e na Repar, nos acordos ilegais, alegando apenas que empresas dividiam as responsabilidades quanto ao pagamento de propina.

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Assis Pereira
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Assis Pereira

O QUE OS DELATORES NÃO PODEM ESCONDER SÃO OS TESTEMUNHOS DOS QUE PRESENCIARAM A ROUBALHEIRAS: 1. INFORMAÇÕES PRELIMINARES: Em 29 de abril de 2003 o Grupo de Trabalho criado pelo Diretor Duque que denominou de “GT-ABEMI-ENGENHARIA DA PETROBRAS”, emitiu o Comunicado de nº 1 denominado “Adequação das Condições Contratuais” onde foi abordada a regulamentação do Fluxo de Caixa e Eliminação do Risco Cambial (Anexo…). Nesse Comunicado foi dito aos associados que a ABEMI vêm mantendo um Grupo de Trabalho conjuntamente com a PETROBRAS através da Diretoria de Serviços (Diretor Renato Duque) e área de ENGENHARIA (Gerente Executivo Pedro Barusco), com… Read more »

Schiedam
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Schiedam

Assis Pereira, com muita propriedade e conhecimento, faz apontamentos de fatos ocorridos dentro da Petrobras. Resumidamente um vergonha. O que esperar de uma empresa com 51% de capital estatal. Ė sucateamento certo!
Numa empresa privada ou sem os tentáculos da roubalheira do sócio estado, nada disso estaria aconteçenco.
Há muita pirataria dentro da Petrobras ainda hoje!!
De assaltantes de bancos, hoje, são punguistas!
E os acionistas? Só se ferram!