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HCI-CARMAR AMPLIA FOCO EM SERVIÇOS AO SETOR OFFSHORE E NEGOCIA PARCERIAS INTERNACIONAIS

Marcos Lima, HCI CarmarCriada há 25 anos, a HCI já tem um longo histórico na área de óleo e gás e ganhou corpo no segmento há 12 anos, quando adquiriu a Carmar. Inicialmente, a empresa comprada atuava como fabricante de conexões, mas, com o avanço da indústria e o crescimento das importações chinesas, a Carmar passou a focar mais suas atividades em serviços, incluindo usinagem de precisão, caldeiraria leve e cladeamento. Hoje, com a crise afetando fortemente o país e o setor de petróleo, a empresa tem conseguido conquistar contratos importantes devido a essa estratégia, já que o mercado de serviços para a área subsea – um de seus principais focos – continua demandante. O diretor executivo da HCI-Carmar, Marcos Lima, que esteve na última semana em Aberdeen para acompanhar a SPE Offshore Europe 2015, conta que também foram impactados, mas estão apostando no setor offshore e diversificando pelo país, inclusive com a busca de mais contratos no Espírito Santo, que não foi tão afetado quanto o Rio de Janeiro e São Paulo. Ele ressalta que a empresa tem pontos fortes para garantir o crescimento com esta estratégia e já vem conversando com potenciais parceiros internacionais para ampliar as atividades. Está havendo uma demanda na área de serviço para a reforma das árvores de natal. Isso é uma tendência. Já fomos procurados por duas empresas para ajudar nessa solução, que requer muita agilidade”, diz.

Como está o momento pra HCI?

Estamos enfrentando essa crise de uma forma dura e  tivemos que adequar a empresa para enfrentar os desafios atuais. O faturamento caiu pela metade e reduzimos o quadro de funcionários e as despesas proporcionalmente, mas, com as mudanças que colocamos em prática, estaremos vivos para a retomada.

Viu alguma coisa interessante na feira de Aberdeen?

Vi sim. Inclusive agora estamos nos dedicando mais à área offshore. Estou à frente da Carmar, que está mais na linha de serviços para as empresas que fazem a exploração de petróleo.

Que tipo de serviços?

Estamos fazendo a parte de serviço de clading, usinagem de precisão e de caldeiraria leve para alguns componentes das árvores de natal e dos poços. Esse é um setor que ainda tem algum serviço. E estou mais à frente disso agora.

Como vê a preocupação das empresas brasileiras em relação ao conteúdo nacional?

Isso é uma situação difícil hoje. A própria Petrobrás precisa reduzir as despesas e baixar custos, esperamos que eles prestigiem os fornecedores que investiram muito no Brasil e acreditaram neste slogan prometido pelas entidades governamentais.

Nessa questão da exploração e produção, o Espírito Santo foi um pouco menos afetado. Vocês pensam em se voltar um pouco mais para lá?

Temos já alguns clientes no Espírito Santo com a Carmar. Temos atuado lá e já estamos em contato com várias outras empresas com potencial de negócios. Estamos prestando serviço e atuando forte, com boas encomendas, sempre na parte do subsea.

Como está a Carmar no mercado?

Ela é do grupo HCI, que já tem 25 anos, foi adquirida há 12 anos, e era uma fabricante de conexões. Até que em algum momento vimos que isso não era mais o nosso negócio, haja vista o mercado chinês. Então resolvemos investir num trabalho que ainda pudesse garantir conteúdo nacional e não fosse ameaçado pelos chineses. Enxergamos na área de óleo e gás um setor importante, que está escasso de prestadores de serviço. Porque nesse segmento não basta ter uma máquina, precisa também ter gente competente, engenharia de processos, engenharia de qualidade muito boa, para poder atender à demanda desse pessoal, que é muito exigente.

Qual o foco principal?

Isso é para o fornecimento de componentes para empresas fabricantes de equipamentos offshore. Produzimos componentes para eles, fazendo a parte de usinagem, cladeamento, e somos a única empresa desse setor no Brasil que tem a solução quase total. Temos a solução de clading, de usinagem e de caldeiraria leve, porque antes as empresas faziam um pedaço em cada lugar. Hoje, pela logística, é muito mais fácil deixar tudo com a gente. Ainda cuidamos do tratamento térmico, da parte de pintura e de revestimento, então entregamos o produto praticamente pronto. É só instalar depois da entrega.

Esse setor teve menos impacto com a crise?

A curto prazo sim, mas o pessoal já nos sinalizou que em 2018 as encomendas não serão tão grandes. A gente sabe que houve um corte grande de encomendas por parte da Petrobrás. Então o mercado não vai ser tão grande quanto agora, porque agora estamos pegando as encomendas que foram feitas há dois, três anos atrás. Está havendo uma forte demanda na área de serviço para a reforma das árvores de natal. Isso é uma tendência. Já fomos procurados por duas empresas, para ajudar nessa solução, que demanda muita agilidade. Houve uma movimentação grande nessa área de serviços subsea, recebemos uma visita recente do pessoal de uma grande empresa de Aberdeen, para tentar montar algum tipo de parceria para a questão de manutenção das peças deles para as árvores de natal. Fora isso, a Carmar também produz outros tipos de produtos, principalmente para a área de mangotes, também para grandes empresas. Fabricamos todos os terminais para as mangueiras deles. Neste segmento, a Carmar é uma empresa quase exclusiva no Brasil. E a um custo internacional, o que é mais importante.

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