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EXIGÊNCIAS DE REAJUSTE DIFICULTAM NOVO ACORDO ENTRE PETROBRÁS E TRABALHADORES

greveA insatisfação dos trabalhadores de diversas áreas, simbolizada em uma ameaça constante de greve, vem levando a Petrobrás a iniciar as negociações para o acerto dos reajustes salariais com seus funcionários. A proposta elaborada pela companhia, abrangendo questões como remuneração e benefícios, deverá ser apresentada nesta quinta-feira (17) e a expectativa é de que a política de cortes de gastos continue a ser aplicada. Sob essa perspectiva, o cenário não traz otimismos quanto à resolução de um acordo, porquanto os petroleiros seguem fazendo forte oposição às reduções de custo propostas pela estatal. Os sindicatos fortalecem o movimento de greve nas unidades da empresa, mas exigem medidas que pouco condizem com o contexto de dificuldades financeiras por que passa a petroleira.

A questão impõe grandes barreiras à negociação, que não parece ter conclusão próxima. Sindicalistas ligados à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) pedem um reajuste de 10% do salário acima da inflação e a extensão de benefícios da categoria, exigências que dificilmente serão levadas adiante pela atual gestão da companhia, que busca aliviar seu caixa para superar a crise financeira e política que não para de trazer novos desdobramentos.

Além de não haver consenso nas cláusulas do acordo, tem sido debatida também a forma como serão feitas as negociações. Enquanto a estatal busca dividir o acordo coletivo em partes separadas, os representantes sindicais tentam conseguir com que as pautas sejam tratadas em um grupo único, abrangendo os funcionários tanto da empresa quanto de suas subsidiárias.

As discussões internas do movimento trabalhista também dificultam um possível consenso com a diretoria da Petrobrás. Ao passo que a Federação Única dos Petroleiros (FUP) coloca como pauta central a oposição direta aos planos de desinvestimento da empresa, a FNP tem dado maior foco a questões de cunho corporativo da categoria. A data para eclosão da greve, que continua à constante véspera de acontecer, também ainda não foi acertada pelas duas representações dos trabalhadores.

Enquanto as exigências da categoria não batem com a realidade financeira da estatal, o movimento grevista cresce e já tem a adesão de ao menos 31 plataformas, segundo o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). A última movimentação feita pela companhia, que propôs uma redução de 25% nos salários em troca de menores jornadas, não foi bem recebida e indica que a tendência de cortes veio pra ficar.

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O QUE FALTA A PETROBRAS PARA DAR TRATAMENTO E SOLUÇÃO AOS PROBLEMAS AFETOS A SUA GESTÃO NA ATUALIDADE NO PÓS LAVA-JATO? FALTAM: COERÊNCIA, CLAREZA E CONCISÃO NAS SUAS ATITUDES. Na atualidade, em pleno desfecho da operação investigativa da “Lava-Jato”, os responsáveis pela administração da Estatal Petroleira, quando estiverem preparando suas ações e oratórias para iniciar quaisquer tratamentos com vista a resolução de problemas de sua gestão devem pautar seus fundamentos com coerência, clareza e concisão, evitando a passagem de mensagens ao público alvo, de ideias ou proposições sem nexo ou desprovido de senso critico. Chega de enganação e sejam coerentes,… Read more »