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IHI DEIXA SOCIEDADE DO ESTALEIRO ATLÂNTICO SUL, EM PERNAMBUCO

atlantico sulEm meio a uma grave crise sem soluções a curto prazo, a história veio a se repetir no Estaleiro Atlântico Sul (EAS). A japonesa IHI Corporation deixou a sociedade com os grupos Camargo Correa e Queiroz Galvão no estaleiro, localizado em Pernambuco, o que pode complicar ainda mais o cenário financeiro do grupo. A empresa é a segunda a sair do projeto, que em 2012 foi abandonado pela Samsung. Diante das dificuldades para manter ativas as operações, a companhia não tem interesse em fazer novos aportes de capital para sustentar a unidade, que vem precisando de caixa para solucionar o imbróglio junto a suas duas clientes, Transpetro e Sete Brasil.

A saída vinha sendo negociada desde o final do ano passado, motivado por fatores de risco como o envolvimento das parceiras de sociedade nas investigações da Operação Lava-Jato. No centro do furacão que hoje atinge o setor, o estaleiro vem encolhendo suas atividades desde meados de 2014, quando houve a suspensão do contrato para construção de sondas com a Sete. Até o momento, já foram demitidos mais de 3 mil funcionários.

A queda nas demandas se agravou ainda mais com o corte no acordo firmado com a Transpetro, que reduziu de 22 para 11 as encomendas de navios gaseiros ao EAS. As embarcações, que podem ainda voltar ao foco das negociações junto à estatal, integravam o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) do governo. Até o último mês de outubro, o estaleiro já havia entregue seis navios.

Em maio do ano passado, a IHI divulgou balanço financeiro em que previa perdas de R$ 730 milhões com os problemas enfrentados no estaleiro. Do valor total, R$ 487 milhões seriam referentes às garantias dadas pela empresa a empréstimos contraídos, enquanto R$ 190 milhões seriam destinados a investimentos e R$ 53 milhões relativos a possíveis prejuízos com os projetos desenvolvidos na unidade. À época, a companhia avaliava soluções para a situação do estaleiro e considerou fazer uma aplicação de R$ 100 milhões de caráter emergencial para aliviar o caixa do grupo.

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Pouco tempo atrás o ministro de desenvolvimento japonês, havia pedido explicações ao governo brasileiro, pelo golpe sofrido, com o aporte de USD 700 milhões junto ao estaleiro Ecovix, feito pelo grupo comandado pela Mitsubishi… Logoa após o grupo da Kawasaki, também abandonou o barco em São Roque do Paraguaçu… Agora vem a IHI Corporation e também toma o mesmo rumo de suas co-irmãs. Por parte da IHI, já é o segundo caminhar em falso que dá, em 1991, saiu do Brasil, a IHI, detentora do Ishibrás, em nome de Collor e Tanure… O maior dos crimes no Japão, é a… Read more »