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NOVOS ACORDOS DE DELAÇÃO PREMIADA INCLUEM ESPOSA DO MARQUETEIRO JOÃO SANTANA E EX-DEPUTADO PEDRO CORRÊA

monica mouraEm constante processo de expansão, a Operação Lava-Jato pode estar próxima de ganhar novos contornos. A publicitária Mônica Moura (foto), esposa do marqueteiro João Santana, vem negociando acordo de delação premiada com procuradores e trocou de advogado para dar início às tratativas com a força-tarefa da operação, o que deve resultar em novas denúncias para as investigações atualmente em curso. Além disso, cresce agora a frente política nas investigações: o ex-deputado Pedro Corrêa, que chegou a ocupar a presidência do PP, fechou acordo para delação o Ministério Público Federal em Curitiba e já deu início a seus depoimentos. A expectativa é de que a colaboração evidencie novas informações acerca da relação do parlamentar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que hoje vem sendo mirado pela operação.

O acordo fechado por Corrêa depende ainda de homologação na Justiça, mas já vem acrescendo ao foco político das investigações. Com a delação do ex-deputado, a Polícia Federal pode expandir suas frentes acerca dos esquemas ilícitos instaurados na Petrobrás e da influência política sobre a indicação de diretores para a estatal. O parlamentar, preso no Mensalão, relatou encontros com o ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa com o publicitário Marcos Valério e o ex-deputado do PP João Pizzolati para discutir negócios da diretoria de Abastecimento da companhia.

Os braços da investigação também crescem por outras frentes, e a publicitária Mônica Moura está próxima de fechar acordo para colaboração com a Justiça. Presa com o marido desde o último dia 23 por suspeitas de recebimento de propinas no exterior, ela passará agora a ser representada por Juliano Campelo Prestes, advogado especializado em delações que atuou na defesa do lobista Milton Pascowitch. A negociação vem sendo feita há mais de duas semanas, mas não abrange um possível acordo de Santana, que continuará sendo representado pelo criminalista Fabio Tufic. A defesa dos dois investigados nega que estejam sendo feitas negociações para uma possível delação, e afirmam que a mudança se deve às diferentes funções exercidas por cada um dentro da empresa. Enquanto Santana era responsável pela criação, Moura se encarregava da parte financeira.

Caso venha a se concretizar, o acordo pode trazer esclarecimentos quanto à organização das finanças nas campanhas presidenciais da chapa Dilma/Temer e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve seu marketing gerenciado por Santana nas eleições de 2006. Os investigadores suspeitam que as doações para os candidatos serviam de palco para esquemas de caixa 2 e propinas no exterior envolvendo empreiteiras.

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