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PRESTES A DEIXAR A PETROBRÁS, BENDINE VENDE ATIVOS NO CHILE E NA ARGENTINA POR US$ 1,3 BILHÃO

BendineAparentemente com o prazo de validade vencido, o presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine, insiste na ideia de vender os ativos da empresa sob a bandeira de fazer caixa para companhia, mesmo sabendo que não vai ficar no cargo após a quase inevitável queda da presidente Dilma Rousseff. O mercado e grande parte dos funcionários da empresa acreditam que decisões estratégicas dessa importância, por ética, deveriam ficar nas mãos do próximo presidente, que assumirá o cargo quando o vice Michel Temer tomar posse do Planalto. Temer, conforme o Petronotícias antecipou, disse que o nome do novo presidente da Petrobrás sairá do mercado de petróleo. O que demonstra um acerto em sua decisão.

Com planos de arrecadar até US$ 14,1 bilhões este ano em desinvestimentos, a estatal concluiu de forma muito rápida a venda de ativos no Chile e na Argentina. A empresa embolsou US$ 1,38 bilhão com os negócios, mas possivelmente essas vendas podem ser investigadas depois da mudança do comando da estatal. O futuro novo governo não quer na goela uma nova Pasadena para deglutir.

Na Argentina, a negociação envolveu 67,19% da participação da Petrobrás Argentina (Pesa) para a Pampa Energia. A venda ficou acertada em US$ 892 milhões. A estatal brasileira manteve, contudo, a participação de 33,6% na concessão do Rio Neuquen, também na Argentina, visando o potencial da região na produção de gás natural. Em 2015, a Petrobrás já havia embolsado mais de US$ 100 milhões com a venda de ativos no país sul-americano.

No Chile, a empresa negociou 100% da Petrobrás Chile Distribuición (PCD) para o fundo de participações Southern Cross Group, por US$ 490 milhões. A PCD possui uma rede de 279 postos de combustíveis no país, além de terminais próprios de distribuição, operações em 11 aeroportos e participação em empresas de logística.

A conclusão de ambos os negócios ainda está sujeita à aprovação da diretoria executiva e do conselho de administração da Petrobrás, e também ao aval de órgãos reguladores.

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