COGECOM CRESCEU 50% NO PRIMEIRO SEMESTRE E PROJETA CHEGAR A 95 MIL UNIDADES CONSUMIDORAS ATÉ O FINAL DE 2024 | Petronotícias




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COGECOM CRESCEU 50% NO PRIMEIRO SEMESTRE E PROJETA CHEGAR A 95 MIL UNIDADES CONSUMIDORAS ATÉ O FINAL DE 2024

Imagem do WhatsApp de 2024-07-19 à(s) 17.20.51_0bb8ea19Em um piscar de olhos, a primeira metade do ano já se foi e muitos players do setor de energia começam a analisar o desempenho alcançado nos primeiros seis meses de 2024, bem como avaliam novas metas para o segundo semestre. É o caso da Cooperativa de Geração Compartilhada (Cogecom), cujo primeiro semestre trouxe bons resultados. Durante o período, a cooperativa registrou um crescimento de 52% e chegou a cerca de 60 mil unidades consumidoras ativas. Olhando para os próximos meses, a Cogecom tem a meta de chegar ao final do ano com um crescimento de 100% em relação a 2023. A cooperativa almeja alcançar o patamar de 95 mil unidades consumidoras, 1.850 unidades geradoras e 480 megawatts de potência instalada, conforme revela o Gerente de Aquisição de Energia da Cogecom, Jean Rafael Fontes, nosso entrevistado desta segunda-feira (22). “Para alcançar esse crescimento, estamos fazendo um investimento significativo em tecnologia e mão de obra qualificada. Nosso ativo humano é valorizado e faz toda a diferença. Também entendemos a importância de diversificar nossas ações comerciais, focando em vários segmentos e plataformas”, contou.

A Cogecom atingiu um crescimento de 52% no primeiro semestre. Ao que se deve esse resultado?

SOLARTEsses números são o resultado de quase sete anos de muito trabalho. A Cogecom é a primeira cooperativa de geração compartilhada do país. Portanto, enfrentamos quase todas as dificuldades possíveis e conseguimos superá-las. O crescimento se deve realmente às estratégias de mercado aplicadas e praticadas pelos sócios-proprietários da empresa, Carlos Eduardo Forquim e Roberto Correa Neto, que buscaram capilaridade e consistência nos processos, entendendo as dificuldades da geração distribuída no Brasil. 

Eles se dedicaram a construir processos operacionais sólidos, em conformidade com a legislação vigente, e investiram no capital humano e nos processos tecnológicos. Com isso, conseguimos expandir nossa operação, saindo dos três estados do Sul e indo para São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, além de aumentar consideravelmente nossa base de consumidores.

Esse crescimento é, sem dúvida, resultado do trabalho bem direcionado e desenvolvido pelo nosso time interno, que é cada vez mais valorizado e capacitado. Portanto, o excelente resultado que alcançamos é uma consequência do esforço dessas pessoas que estão conosco na Cogecom.

Qual é a estrutura atual da empresa?

A Cogecom conta com mais de 100 colaboradores no escritório e mais de 30 externos. Também estamos investindo no desenvolvimento tecnológico para automatizar ao máximo nossos processos, que atualmente são bem complexos. Cada concessionária tem sua própria maneira de processar a geração distribuída, e a Cogecom, em termos de volume, é sem dúvida uma das maiores cooperativas de energia do país. Esse tamanho implica em uma grande quantidade de energia fornecida às concessionárias. Esse é um dos principais desafios do segmento, além de questões envolvendo precificação, políticas e outros fatores.

A Cogecom é uma cooperativa sem fins lucrativos que visa fomentar os negócios dos nossos parceiros geradores e fornecer energia mais barata e sustentável para nossos cooperados.

Quais são os principais desafios no mercado de geração distribuída compartilhada atualmente?

rede eletricaAlém da operação, um dos principais desafios é o crescimento da carga, que tem se mantido de certa forma estagnada e estável. Isso contrasta com o grande crescimento dos investimentos em geração descentralizada e distribuída. No entanto, ao tornar a operação mais consistente e automatizada, em conjunto com os investimentos nos processos e com as distribuidoras que injetam cada vez mais equipamentos no país, a geração distribuída tende a se estabilizar em alguns anos.

Eu vejo a geração distribuída como um segmento fantástico, que está ganhando cada vez mais corpo. É uma opção de economia e sustentabilidade para pessoas que não têm a possibilidade de instalar um sistema para se autoalimentar. Empresas como a Cogecom, que operam dentro das normas legais e regulatórias, ajudam a fomentar os negócios dos parceiros investidores que realmente investem em usinas, e ajudam os cooperados a obterem energia mais barata, econômica e sustentável.

Hoje, outro grande desafio é a questão das conexões. Precisamos de melhorias nas redes de transmissão e há uma quantidade limitada de subestações para receber esses projetos. Esses são desafios estruturais da geração distribuída. Além das questões políticas e processuais, a parte estrutural também se torna um grande desafio para que a geração distribuída possa escalar como deveria.

E quais são as perspectivas da empresa com esse setor?

As perspectivas são muito boas, do nosso ponto de vista. Percebemos uma maturação no mercado. Empresas que têm processos consistentes e que seguem a lei estão se mantendo e crescendo, enquanto aquelas que não seguem essas práticas estão ficando para trás. As entidades governamentais estão intensificando a fiscalização, correção e melhoria dos processos. Quanto mais regulado, normatizado e efetivo for o setor, melhor para nós.

Poderia compartilhar conosco quais são as projeções de crescimento da cooperativa?

SOLARTEstamos vivendo uma crescente maravilhosa, dentro do esperado. Começamos o ano com a meta de dobrar nosso resultado do ano passado e, até o momento, estamos com quase 50% dessa meta alcançada. Pretendemos, até o final do ano, realmente atingir 100% de crescimento, dobrando a quantidade de usinas e de cooperados atendidos.

Atualmente, temos cerca de 60 mil unidades consumidoras ativas e cerca de 80 mil unidades consumidoras no total, mas essa diferença ainda está em processamento, sendo homologada e autenticada. Nossa projeção é chegar até o final do ano com até 95 mil unidades consumidoras. Também prevemos encerrar 2024 com um total de 1.850 unidades geradoras com  micro e mini geração. Nosso objetivo é atingir uma potência total de 480 megawatts instalados, o que nos daria capacidade para atender uma pequena cidade com até 140 mil habitantes aproximadamente.

Como pretendem alcançar esse crescimento? Quais são os investimentos em curso?

Para alcançar esse crescimento, estamos fazendo um investimento significativo em tecnologia e mão de obra qualificada. Nosso ativo humano é valorizado e faz toda a diferença. Também entendemos a importância de diversificar nossas ações comerciais, focando em vários segmentos e plataformas, e investir continuamente em nossos funcionários.

Temos reforçado nossas áreas de TI, trazendo profissionais capacitados para trabalhar com back-end, front-end, mobile e outros segmentos. Desenvolvemos internamente um sistema próprio de gestão da carteira, cuja manutenção também é feita internamente, o que nos diferencia. Com exceção do nosso CRM, não utilizamos plataformas externas. Todos os nossos processos foram desenvolvidos internamente, tanto em termos documentais quanto sistêmicos. Isso nos proporciona mais robustez e agilidade nas correções, pois não dependemos de terceiros para qualquer ajuste ou melhoria.

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