CUSTOS DE INVESTIMENTOS PARA PRODUÇÃO DE HIDROGÊNIO VERDE TERÃO QUEDA CONSIDERÁVEL, AVALIA STATKRAFT

Christian_Rynning-Tonnesen_CEO_at_Statkraft._Image_Statkraft.O hidrogênio verde será um instrumento necessário para o mundo conseguir limitar as mudanças climáticas aos níveis estabelecidos no Acordo de Paris. A constatação é de um novo relatório elaborado pela norueguesa Statkraft, uma das grandes geradoras de energia renovável na Europa. O estudo Low Emissions Scenario produzido pela companhia estima que o hidrogênio terá um “papel significativo” no sistema de energia de 2050. Em regiões com boa incidência de vento, eletrolisadores movidos a energia eólica poderiam produzir toneladas desse energético. Enquanto isso, a empresa prevê que quase 10% da demanda global de energia virá da produção de hidrogênio verde em 2050 e mais de 20% da Europa, no Cenário de Baixas Emissões. Além disso, a companhia avalia que haverá uma considerável queda nos custos de investimentos para a produção de hidrogênio verde, o que deve ajudar a expandir o uso dessa fonte pelo planeta.

O mundo foi chamado à luta, a trabalhar unido para diminuir o aquecimento de nosso planeta. É a missão de uma vida, e que irá definir a nossa geração. Com o mundo reabrindo lentamente, as emissões também estão retornando aos níveis pré-pandêmico, reforçando nossa crença de que o único caminho para a redução de 1,5 grau é por meio da transição energética”, disse o CEO Global da Statkraft, Christian Rynning-Tønnesen.

A companhia norueguesa calcula que os custos dos eletrolisadores caíram 60% nos últimos cinco anos, tornando projetos de produção de hidrogênio mais atraentes. Em paralelo, os custos de investimento para a produção de hidrogênio verde devem cair mais 60% até 2050. Os preços decrescentes da energia renovável e dos eletrolisadores serão casos de negócios cada vez mais atraentes para o hidrogênio verde. Segundo a pesquisa da Statkraft, a maior parte do hidrogênio verde irá para a indústria para substituir a matéria-prima de hidrogênio existente e remover emissões em indústrias nas quais a eletrificação direta é impossível ou cara – como a do aço, por exemplo.

O estudo afirma também que os investimentos em energia renovável foram 7% maiores em 2020 do que em 2019. A energia renovável já é, em grande parte das localidades, mais em conta do que os combustíveis fósseis na hora de investir em nova capacidade. As tecnologias solar e eólica superam as atuais usinas de carvão e gás em cada vez mais lugares. “A capacidade de energia solar crescerá por um fator de 21, e a energia eólica por um fator de 7 até 2050. As energias solar e eólica fornecerão cerca de dois terços do sistema de energia global. A demanda de energia mais do que dobrará até 2050 e todo este crescimento será coberto por energia renovável. A energia renovável fornecerá, aproximadamente, 80% do sistema de energia global em 2050”, indicou a pesquisa.

A Statkraft declarou ainda no trabalho que a eletrificação é a principal ferramenta para reduzir as emissões de CO². “A participação da eletricidade na demanda energética global final mais que dobrará, atingindo 47% em 2050. Usar formas mais eficientes de energia torna a energia mais ecológica. A eletricidade é mais eficaz do que as fontes de energia fóssil na maioria das aplicações. Por exemplo, para aquecer uma casa, uma bomba de calor precisa de apenas 1/3 da energia em comparação a uma caldeira a gás. O mesmo vale para veículos elétricos”, frisou a empresa.

A empresa conclui dizendo que as emissões serão eliminadas uma vez que a eletricidade for produzida a partir de fontes renováveis de energia. A companhia também informou que o último ano foi um bom período para os veículos elétricos. As vendas globais de carros movidos a bateria aumentaram 40%, mesmo que as vendas totais de carros tenham caído.

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