EQUINOR ANUNCIA INVESTIMENTOS DE US$ 9 BILHÕES EM BLOCO DA BACIA DE CAMPOS

Jean Paul Prates (Petrobrás), Veronica Coelho (Equinor), Alejandro Ponce (Repsol Sinopec) e Thiago Penna (Equinor)

Jean Paul Prates (Petrobrás), Veronica Coelho (Equinor), Alejandro Ponce (Repsol Sinopec) e Thiago Penna (Equinor)

O noticiário do setor de óleo e gás começa a semana com uma importante novidade para a Bacia de Campos. A norueguesa Equinor chegou à decisão final de investimento para o desenvolvimento do bloco BM-C-33, localizado a aproximadamente 200 km da costa e em profundidade de até 2.900 metros. A área compreende a descobertas diferentes no pré-sal (Pão de Açúcar, Gávea e Seat). Ao todo, serão investidos US$ 9 bilhões no bloco – que é operado pela Equinor, em parceria com Repsol Sinopec e Petrobrás. O início da produção no BM-C-33 é previsto para 2028.

A decisão final de investimento do BM-C-33 é um importante marco para os parceiros e para a Equinor. Junto com os parceiros e fornecedores, nós desenvolvemos um projeto relevante, que vai fornecer energia para a crescente demanda energética do Brasil, além de gerar valor para os investidores e a sociedade, contribuindo para o desenvolvimento industrial local. O Brasil é uma das áreas prioritárias para a Equinor e o investimento no BM-C-33 enfatiza a importância estratégica do nosso portfólio no país”, disse o vice-presidente Executivo de Projetos, Perfuração & Procurement da Equinor, Geir Tungesvik.

O bloco BM-C-33 contém reservas recuperáveis de gás natural e óleo/condensado de mais de um bilhão de barris de óleo equivalente, segundo a petroleira norueguesa. O desenho do conceito para o desenvolvimento da área é baseado em um navio-plataforma (FPSO), capaz de processar gás e óleo/condensado e especificá-los para comercialização sem a necessidade de processamento onshore. A capacidade de produção da embarcação é de 16 milhões de metros cúbicos de gás por dia, com uma vazão média de escoamento esperada de 14 milhões de metros cúbicos por dia.

O BM-C-33 é um dos principais projetos do país a fornecer novos volumes de gás, contribuindo de forma relevante para o desenvolvimento do mercado doméstico de gás. O gás escoado poderá representar 15% do total da demanda brasileira de gás no início da produção. Este desenvolvimento vai contribuir para a segurança energética e desenvolvimento econômico do país, criando novas oportunidades de trabalho locais”, declarou a presidente da Equinor no Brasil, Veronica Coelho.

A Equinor destaca ainda que o projeto do BM-C-33 será o primeiro no Brasil a processar gás offshore e entregá-lo diretamente à rede nacional, sem a necessidade de processamento em terra. O gás especificado para comercialização será escoado por meio de um gasoduto offshore de 200 km, saindo do FPSO em direção a Cabiúnas, na cidade de Macaé, no estado do Rio de Janeiro. Os líquidos serão escoados por meio de navios aliviadores.

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