MARGEM EQUATORIAL É REGIÃO ESTRATÉGICA QUE VAI LIDERAR INVESTIMENTOS EM EXPLORAÇÃO NOS PRÓXIMOS ANOS, DIZ A ANP
As bacias da Margem Equatorial vão angariar a maior parte dos investimentos em exploração no Brasil ao longo dos próximos anos. A região, que se estende entre os litorais do Amapá e do Rio Grande do Norte, abriga as bacias Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará, Potiguar e Foz do Amazonas. Ao todo, a Margem Equatorial receberá R$ 11,1 bilhões em recursos entre 2024 e 2026. É quase o dobro em comparação com o montante estimado para as bacias da Margem Leste (R$ 6,3 bilhões). Os dados foram detalhados no Relatório de Exploração Anual (disponível aqui) da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que ressaltou o caráter estratégico da região para a reposição das reservas brasileiras.
Ao final de 2023, a Margem Equatorial possuía pouco mais da metade dos blocos da Margem Leste, deixando evidente o interesse das operadoras na região, apesar das dificuldades associadas ao licenciamento ambiental. “No entanto, para que esse investimento seja efetivamente realizado no curto prazo, é necessário que os entraves à exploração da Margem Equatorial sejam ultrapassados antes do término da fase de exploração desses contratos”, ressalta a ANP em seu relatório.
A bacia da Foz do Amazonas lidera a lista das cinco bacias marítimas com maior volume de investimentos previstos para o período 2024 a 2026. A ANP afirma que tendo em vista que a previsão de perfuração de um poço nessa bacia não se concretizou no ano de 2023, é desejado que em 2024 finalmente sejam retomadas as atividades exploratórias na área. As bacias de Campos, Santos, Espírito Santo e Potiguar completam a lista de bacias com previsão de maiores investimentos.
“Ampliar o conhecimento geológico da bacia da Foz do Amazonas, bem como das demais bacias da Margem Equatorial, deveria ser uma meta a ser perseguida considerando que se trata de uma região estratégica para a recomposição das reservas de óleo e gás no Brasil”, frisou a agência.
O relatório da ANP aponta ainda que a Foz do Amazonas lidera com o maior número de poços previstos (8) para o período 2024 a 2026. Em seguida, aparecem Santos (7), Campos (5), Potiguar (2) e Espírito Santo (2). No total, deverão ser perfurados 24 poços em bacias marítimas, dos quais dez estão localizados em bacias da margem equatorial. Para as demais bacias marítimas, não há previsão de perfuração de poços exploratórios no período. No ano de 2024, são previstos 14 poços em bacias marítimas, sendo quatro na bacia de Santos. Campos e Foz do Amazonas deverão contribuir para esse quantitativo com três poços cada uma.
Conforme noticiamos mais cedo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, aprovou um novo parecer jurídico que favorece a Petrobrás, que está tentando conseguir o licenciamento para perfurar um poço na Bacia da Foz do Amazonas. Segundo a AGU, o Ibama não possui atribuição legal para reavaliar o licenciamento ambiental do Aeroporto Municipal de Oiapoque (AP). Isso porque o eventual impacto do sobrevoo de aeronaves entre o aeródromo e a área de exploração foi um dos pontos invocados pelo órgão ambiental para indeferir licença solicitada pela Petrobrás para a perfuração do poço.
Para quem é contra tudo interfere.
Até os royalts vai gerar coisas negativas,mas se entregar para os interesses estrangeiros tudo bem.
É um absurdo uma riqueza desse porte não esteja já sendo explorada pela Petrobras.O. Brasil não pode dar-se ao luxo de não explorar.
Si existe riqueza ela tem que ser sim explorada, mas respeitando a legislação ambiental e isso a Petrobras quer fazer.
Um outro Brasil , sem extração predatória. Mais diesel, mais gás, mais fertilizantes, formado em reais no justo valor aí cidadão. A Petrobrás desperdiça 80% do gás natural As outras extrativistas, mais. Importar E5 o que importa. E a Petrobrás deve uma fortuna aí seu fundo de pensão, o Petros, e engorda misteriosos acionistas