PETROBRÁS JÁ ENFRENTA REJEIÇÃO DE PETROLEIROS E PARLAMENTARES DEPOIS DO ANÚNCIO DE VENDA DO COMPLEXO DA EMPRESA NO AMAZONAS

AQAAQAO anúncio feito pela Petrobrás da saída do estado do Amazonas e o fim de todos os seus investimentos e a venda de seus ativos, não foi bem aceito nem pelas autoridades locais, por parlamentares e muito menos pelo seu corpo técnico e petroleiros que trabalham para a empresa. A maior parte considerou a decisão fria, sem respeito, tomada por executivos que estão a milhares de quilômetros da região, que não conhecem os desafios que foram vencidos por centenas de profissionais pioneiros que trabalharam duro para fazer daquela região um ponto de desbravamento do Brasil.

Anunciado como “desinvestimento” da companhia, isso vai requerer mexer com a vida de todos os funcionários e seus familiares. Muitos que foram para a região, sem conhecer, para atuar em nome da empresa e na bandeira que lhes foi colocada na mão. Os petroleiros estão considerando a venda de todos os ativos da Petrobrás, uma traição. Não só do atual Presidente da Companhia, Roberto Castello Branco, visto como um executivo frio, e também do Conselho de Administração da empresa que “Não sabem nem onde ficam as nossas instalações e nem como se chega lá. Não sabem a dificuldade que foi e ainda é lutar  para explorar petróleo e gás dentro da selva.”

Construção de Gasoduto na Selva Amazônica

Desde quando a estatal lançou a venda programada de ativos em diversos estados brasileiros. A companhia passou a concentrar esforços na exploração de águas profundas.  A postura do  secretário de Fazenda do Amazonas Alex Del Giglio  tem causado irritação nos petroleiros locais. O Secretário diz que  “Os desinvestimentos realizados não implicam em descontinuidade da atividade.” No Amazonas, a empresa saldou parte de sua dívida de ICMS com o estado, pagando cerca de R$ 250 milhões, como  um programa de saneamento de suas dívidas em várias unidades da federação.

A grande maioria dos parlamentares do Estado vê com muita preocupação e temem que  haja descontinuidade nas atividades econômicas na região com a venda dos campos de petróleo e gás. Há 10 anos a Petrobrás não investe mais no Amazonas, os últimos foram entre 2002 e 2010.  O senador Plínio Valério diz receber o anúncio com preocupação  “a bancada federal deve acompanhar de perto todo o processo de saída da Petrobras  para que acima de tudo ela cumpra a venda para uma empresa confiável, competente e no mesmo nível. Eu não quero acreditar que venha uma sem capacidade técnica e potencial econômico para isso. Também para que

As grandes dificuldades na construção na selva amazônica

não perca a continuidade da produção, é o que podemos tentar até o final”. O senador acrescenta que a Petrobrás também prometeu não exonerar e nem demitir ninguém no processo. Além disso, ele acredita que a nova empresa deve ofertar empregos bem como os impostos estaduais serão recolhidos. O deputado federal Marcelo Ramos é outro parlamentar amazonense que alerta sobre a continuidade da exploração nos tramites de venda para evitar desemprego e queda na arrecadação do Amazonas. “Então é importante garantir a venda seja feita com os campos em operação para que a riqueza continue sendo gerada e os empregos mantidos aqui no nosso Estado.”

 

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Se quiserem podem continuar trabalhando lá, mas em nome de outra empresa, oras