RAFAEL GROSSI VOLTA À UCRÂNIA PARA INSPECIONAR A MAIOR CENTRAL NUCLEAR DA EUROPA E FALA SOBRE EVOLUÇÃO NAS NEGOCIAÇÕES

GROSSI CAPAO diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi,  disse que o plano para uma zona de segurança em torno da usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, “está evoluindo” para se concentrar na própria central nuclear  e no princípio de que uma usina nuclear não deve ser atacada ou ser usada para atacar. Ele deu algumas declarações à imprensa após sua visita à Zaporizhzhia, a maior central nuclear da Europa, com seis unidades, que está na linha de frente das forças russas e ucranianas. Grossi disse que sua primeira visita desde setembro foi muito útil para avaliar a segurança e situação de segurança. Ele pôde ver que o bombardeio contra a usina, em novembro do ano passado, atingiu a central nuclear “intencionalmente ou não” o lado de fora de dois dos prédios do reator e mostrou que há urgência para se introduzir novas medidas de segurança.

“Acho que, em geral, a situação não está melhorando. É óbvio que a atividade militar está aumentando em toda esta região e fala-se abertamente sobre ofensivas, contra-ofensivas e assim por diante”. Grossi disse ainda que ao longo de seus meses de negociações com Kiev e Moscou para chegar a um acordo sobre medidas destinadas a proteger a usina, diferentes conceitos foram trabalhados. “Inicialmente nos concentramos na possibilidade deGROSSI estabelecimento de uma zona bem determinada em torno da planta. Agora, o conceito está evoluindo, está voltando a focar mais na proteção em si e nas coisas que devem ser evitadas, por exemplo, para proteger a planta, ao invés de aspectos territoriais, que colocam alguns problemas. Mas é trabalho em andamento, eu diria”, afirmou.

Para o diretor-geral da Agência, é muito importante o princípio fundamental de que uma usina nuclear não deve ser atacada em nenhuma circunstância e não deve ser usada para atacar outras:  “Uma usina nuclear nunca deve ser um alvo militar e não deve haver armas ou equipamentos militares pesados na usina nuclear. Acho que o importante é garantir que não haja ataques nesta usina e estou tentando colocar sobre a mesa propostas realistas e viáveis que podem ser aceitas por todos. As consequências radiológicas de um acidente nuclear não poupariam ninguém.  Rússia, Ucrânia ou o resto da Europa,  então precisamos evitar isso. Estou otimista de que é possível”.

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