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REDE PETRO RIO FECHA PARCERIA COM INT PARA ESTIMULAR INOVAÇÃO EM EMPRESAS EMERGENTES DE ÓLEO E GÁS

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

WhatsApp Image 2020-03-14 at 10.58.16A Rede Petro Rio, que congrega empresas do setor de óleo, gás e energia, fechou recentemente uma parceria com o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) visando a prospecção e apoio de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I) entre as companhias emergentes. Em entrevista ao Petronotícias, o diretor de inovação e novos negócios da rede, Luís Fernando Pessôa, revela alguns dos principais objetivos da iniciativa: aproximar os centros de pesquisas e empresas e ajudar a transformar pesquisas em negócios. “A parceria da Rede Petro Rio com o INT é exatamente para alinhar tanto o ambiente de pesquisa quanto o empresarial. Ou seja, achar uma ponte para alinhar esses dois segmentos”, declarou. “Ao ficar do lado do INT, que nos ajudará a construir a inovação dentro de uma excelência, ficaremos em uma posição mais alta. Dessa forma, vamos conseguir ser inseridos na cadeia de investimento que o Brasil precisa, com empresas nacionais”, acrescentou.

Quais são as principais metas desta parceria?

A parceria tem algumas verticais importantes. A primeira delas é aproximar, cada vez mais, os centros de pesquisas das empresas. O INT tem uma excelência absurda de qualidade. E os empresários precisam dessa excelência acadêmica de pesquisa para poder desenvolver seus produtos.

O segundo tema que vale a pena abordar é a questão da transformação das pesquisas em negócios e patentes. Este é um grande objetivo que temos nessa aproximação com o INT. E a terceira vertente desta parceria é que a busca pela inovação.

Como essa inovação será buscada?

Para fazer a inovação dentro de uma exigência do P,D&I da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e dos players, são necessários critérios e metodologia. É uma responsabilidade muito grande usar os recursos de P,D&I, com todas as regras existentes. A parceria da Rede Petro Rio com o INT é exatamente para alinhar tanto o ambiente de pesquisa quanto o empresarial. Ou seja, achar uma ponte para alinhar esses dois segmentos.

Quando você olha para os investimentos em óleo, gás e energia, percebe que eles possuem as suas verticais. O que nós, como Rede Petro, queremos entender é quais são essas verticais de investimento, de modo a fazer esse alinhamento. O INT vai ajudar muito nisso. O instituto têm uma excelência de quase 100 anos de mercado. São pesquisadores fantásticos. A Rede Petro Rio se sente muito honrada em ter um parceiro com uma qualificação tão grande.

Como o INT poderá ajudar as empresas associadas da Rede Petro Rio?

O INT tem uma excelência absurda de pesquisa, que é muito reconhecida. Hoje, o setor todo vai precisar de inovação. Essa inovação é uma via de mão dupla, com o empresário em uma ponta e o pesquisador na outra. O INT poderá formatar as inovações que surgem nas empresas para usar uma empregabilidade com os players do mercado. Da mesma forma, nós vamos usar as pesquisas que são desenvolvidas dentro do INT e distribuir nos empresários. A grande virtude é a construção dessa ponte. Como eu disse, é uma via de mão dupla. A inovação acontece dos dois lados.

Para a pesquisa se transformar em um negócio produtivo – e gerar emprego e renda – é preciso que esteja dentro de um setor de economia real. Da mesma forma, quando um empresário tem uma ideia de inovação, ele deve formatá-la para um setor produtivo para ter acesso aos recursos de P,D&I. Nisso o INT vai nos ajudar: transformar a inovação que o empresário tem como ideia em uma linguagem que a ANP e os players pedem.

E questão da inovação tem sido crucial nos últimos anos dentro do setor de óleo e gás…

Muita gente fala em inovação. Nós poderíamos, enquanto Rede Petro Rio, estar inovando. Mas a nossa inovação precisa de excelência e aceitação nas agências reguladoras e nas grandes empresas. Ao ficar do lado do INT, que nos ajudará a construir a inovação dentro de uma excelência, ficaremos em uma posição um mais alta. Dessa forma, vamos conseguir ser inseridos na cadeia de investimento que o Brasil precisa, com empresas nacionais.

O Brasil tem muitos bons pesquisadores. O INT é um instituto de excelência. Nossos empresários no Brasil estão precisando de oportunidades. Nenhum outro setor vai investir igual ao de óleo e gás no Brasil. A inovação vem da cadeia produtiva. E essa cadeia produtiva envolve muitos aspectos: gestão, segurança, capacitação, logística e uma série de outras coisas. Se nós não produzirmos no Brasil, será preciso importar. Então, é uma oportunidade única e uma responsabilidade muito grande.

Quais são os próximos passos?

Já foi feita uma reunião de estratégia. Como eu disse, temos uma responsabilidade muito grande em fazer o filtro dos projetos. Já fizemos um fluxo de trabalho e criamos um questionário padrão bem robusto dentro do nosso hub de inovação, por conta das exigências. E já estamos recebendo as empresas. Tem algumas empresas entrando e o projeto já está funcionando. Esse questionário foi negociado junto com a Rede Petro e o INT, de forma a criar um filtro. O P,D&I exige um questionário bem robusto.

Já temos um modelo de gestão de projetos. Tudo foi alinhado e já estamos recebendo as empresas dentro do hub.

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