RZK ENERGIA VAI EXPANDIR CAPACIDADE DE GERAÇÃO SOLAR E CONSOLIDAR PRESENÇA EM BIOGÁS

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

João Pedro Correia NevesA expansão do uso das energias renováveis é um caminho natural que o Brasil e o mundo estão trilhando. Para pegar carona nesse momento favorável do setor, a empresa RZK Energia, parte do grupo Rezek, já tem bem definidos alguns de seus planos de crescimento para 2021. Hoje (13), conversaremos com o presidente da companhia, João Pedro Correia Neves, que revelou as projeções de expansão para o futuro. “Atualmente, temos cinco usinas já em operação, sendo uma de biogás, uma hidrelétrica e outras três solares. Até o final de 2021, devemos entregar mais de 15 usinas solares e outras duas de biogás”, afirmou. A RZK Energia constrói e opera plantas no mercado de geração distribuída, autoprodução e mercado livre por meio de fontes de energia limpa. Neves diz que já neste ano, a empresa deve consolidar sua presença em biogás, atingindo 43 MW de potência. “Já em energia solar, daqui dois ou três anos, devemos alcançar 240 MW a partir de usinas construídas e operadas pela RZK”, completou.

Gostaria de começar nossa entrevista falando um pouco sobre a RZK. O senhor pode nos detalhar qual tem sido o principal foco de negócios no momento?

Canadian-Solar-panelsA RZK Energia foi criada em 2016 e, desde então, tem ampliado sua presença no mercado de geração de energia a partir de uma matriz sustentável. Hoje estamos focados em geração distribuída, ao construir e operar usinas para clientes de diversos segmentos. Também temos movimentos estratégicos no setor de autoprodução e de mercado livre, sempre com o mesmo viés de desenvolvimento sustentável e alinhado com as evoluções regulatórias e tecnológicas do mercado.

Outro segmento de destaque é o de consultoria em eficiência energética e comercialização de energia, na qual preparamos as empresas para o futuro do setor elétrico, ao ajudá-las a obter um melhor desempenho em produção com um menor gasto de energia e de recursos financeiros.

Poderia comentar sobre alguns dos projetos em andamento ou recém concluídos em geração?

A RZK Energia está presente em diversos Estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Goiás e Brasília. Nossos principais clientes atuam no ramo de telecomunicações, varejo e no mercado financeiro. Muitos deles são grandes players que têm buscado diversificação em sua matriz energética e mais eficiência em suas produções.

Atualmente, temos cinco usinas já em operação, sendo uma de biogás, uma hidrelétrica e outras três solares. Até o final de 2021, devemos entregar mais de 15 usinas solares e outras duas de biogás.

Muito tem se falado no mercado que, apesar da pandemia, os investimentos em energias limpas continuam acontecendo. Vocês também percebem isso? Como está a prospecção de novos negócios?

1Aproximadamente 43% da produção de energia no Brasil é proveniente de energia renovável. Dado esse contexto, as oportunidades de investimentos no país são bem atrativas e continuaram acontecendo mesmo com a pandemia, pois estão inseridas em planejamentos de longo prazo.

No início da crise do Covid-19, o mercado de energia sustentável desacelerou, assim como todas as demais atividades. Porém, esse cenário vem se recuperando desde julho, quando começamos a notar um aumento da demanda no setor.

Com a fronteira de alguns países fechados e a produção interrompida, houve escassez de algumas matérias primas importantes, como o aço, por exemplo. O câmbio desvalorizado também foi um fator que influenciou negativamente a importação desses insumos.

Aos poucos, devemos retomar o nível pré-crise, mas o fundamental é que em nenhum momento houve uma paralisação total do setor, que segue sendo um grande gerador de emprego e renda.

A Câmara analisa uma proposta de um novo marco legal para o setor elétrico (PL 5829/2019 – Novo Código Brasileiro de Energia Elétrica). Tendo em vista o que está sendo discutido, como esse novo marco impacta nos negócios da RZK?

O novo marco do setor elétrico é fundamental para dinamizar e desburocratizar o setor de renováveis no Brasil. Hoje, há muita insegurança jurídica porque há muitas leis que são conflitantes entre si. São fatores de risco que inibem o investidor e nos coloca em posição de desigualdade frente a outros países.

O texto base do marco já apresentado na Câmara dos Deputados é bem positivo, embora haja pontos de melhorias. A RZK tem participado ativamente das discussões, juntamente com entidades do setor e esperamos avançar com esta pauta após as eleições municipais.

O novo marco regulatório vai guiar o mercado para as próximas décadas e acreditamos que muitas oportunidades de negócios irão se abrir com a modernização das regras e medidas que diminuam encargos e diversifiquem as fontes de financiamentos. O principal ponto é que precisamos de um mercado livre de energia. Essa é a agenda principal que se dará via modernização e digitalização do mercado.

Como esse novo marco legal poderia incentivar a microgeração e Geração Distribuída, por exemplo?

Congresso NacionalUma das principais mudanças está na possibilidade de buscar fontes alternativas de financiamento. Isso irá criar um ambiente favorável para modelos como a microgeração e geração distribuída.

O Brasil tem uma base energética barata em sua essência e muito diversificada, mas uma conta de energia cara para o consumidor final. Uma das vantagens do modelo de microgeração e de geração distribuída é que há mais eficiência na produção e diminuição de desperdícios. O novo marco deverá estabelecer regras mais claras, o que irá estimular a migração de modelos.

Quais são os planos de expansão e crescimento da RZK para os próximos anos?

Nosso plano de expansão tem como foco a modernização do setor elétrico no país. Devemos consolidar nossa presença no mercado de biogás, atingindo 43 megawatts (MW) em 2021. Já em energia solar, daqui dois ou três anos, devemos alcançar 240 megawatts (MW) a partir de usinas construídas e operadas pela RZK.

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