UNIDADE DE PROCESSAMENTO DE GÁS DA PETROBRÁS EM CARAGUATATUBA REGISTRA RECORDE DE PROCESSAMENTO DE GÁS DO PRÉ-SAL

williamfranca_drgn_1Em julho, a a Unidade de Processamento de Gás de Caraguatatuba da Petrobrás (UTGCA) registrou um novo recorde. A planta atingiu a maior proporção histórica diária de processamento na camada do pré-sal, alcançando 73%. A empresa disse ainda que, durante aquele mês, a planta recebeu 13,3 milhões de m³/d de gás não processado, ofertando ao mercado 12,7 milhões m³/d de gás natural especificado.

O aumento da proporção de gás do pré-sal no processamento da unidade, desde a concessão da autorização especial da ANP, trouxe importantes benefícios para a produção”, comemorou o Diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, Willian França. “De novembro de 2020 a julho de 2023, as iniciativas implementadas na Unidade de Caraguatatuba permitiram um ganho de aproximadamente 2,4 bilhões de m³ de gás natural e 617 mil m³ de GLP”, completa.

O projeto inicial da UTGCA previa apenas o processamento de gás proveniente de poços do pós-sal, usualmente denomidado de “gás pobre” por ter uma alta concentração de metano, principal componente do gás natural comercializado no Brasil. Com o início da exportação de gás das plataformas do pré-sal, a unidade foi adequada para permitir uma mistura dos gases na ordem de 50% para gás rico (pré-sal) e 50% para gás pobre (pós-sal). Contudo, após uma autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que flexibilizou o limite mínimo no teor de metano de 85% para 80% na especificação do gás natural, e a realização de melhorias operacionais, a unidade conseguiu elevar essa proporção, permitindo um maior processamento de gás rico e o alcance da marca recorde.

As unidades de processamento recebem um gás que não é comercializável, oriundo das plataformas marítimas. Depois de passar pelo tratamento nessas plantas de processamento, o insumo é transformado em três produtos distintos: Gás Natural, que constitui a fração mais leve da mistura; GLP (gás de botijão); e o C5+, que é a parte mais pesada. O C5+ é considerado um produto intermediário, cujo processamento é concluído na Refinaria REVAP, uma instalação pertencente ao sistema Petrobrás, localizada em São José dos Campos (SP).

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