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CLIMATOLOGISTA RICARDO FELÍCIO DIZ QUE COP30 NÃO TRARÁ BENEFÍCIOS E QUESTIONA EFEITO DA AÇÃO HUMANA NO CLIMA

O Petronotícias inicia esta quinta-feira (13) com uma entrevista especial com o climatologista Ricardo Felicio. Ele é uma figura conhecida no meio acadêmico por questionar e confrontar a ideia de que a ação humana é responsável por alterar o clima do planeta. Nesta semana em que a cidade de Belém (PA) virou capital mundial das discussões sobre o meio ambiente com o início da COP30, Felicio afirma que o evento não terá efeito prático nenhum sob o clima. Em sua opinião, a conferência só servirá para criar “mais dificuldades legais vinculantes para a existência humana” e “inviabilizar qualquer atividade”. Para o especialista, a redução de CO2 implica em redução de produção e na diminuição mundial de benfeitorias para a humanidade, desde a produção agrícola e industrial até a produção de água e seu tratamento. “Reduzir emissões de CO2 de origem humana não representa nada para aspectos climáticos ou meteorológicos, como costumam confundir as pessoas. Isto se dá simplesmente porque ele não é nenhum controlador climático, como prega a catequese da turma do IPCC”, alegou. Sobre a transição energética, Felicio considera que as energias renováveis são “alternativas, complementares e jamais poderão se estabelecer como efetivas ou firmes”.

A COP30 começou nesta semana em Belém. Poderia compartilhar conosco sua visão sobre a escolha do Brasil para sediar o evento neste ano?

Bom, estamos começando a entrevista do fim para o início de toda a trama e poderá parecer bastante “diferente” para a maioria das pessoas, mas vamos lá. A escolha do local tem um simbolismo especial dentro do movimento ambiental-climático, esse novo binômio indissociável, onde a natureza passou a ser cultuada. É a mãe-terra, deusa Gaia etc. que precisa ser preservada, que está doente, que está “febril” por causa do “aquecimento global”. A “doença” é causada pelos seres humanos que necessitam consumir recursos e operacionalizar suas forças produtivas para existirem, cada vez com mais dignidade e facilidades. A “cura” do paciente Terra “exige sacrifícios” de toda a humanidade, seja por pagamento, por renúncia de suas vontades, por abdicar sonhos, ou por reduzir sua família. O roteiro é bem direto e planejado, mas necessita um entendimento de maior escala de toda a situação.

Vejamos que a trama começa na área científica (praticamente uma nova religião para muitos), depois permeia para a geopolítica e finalmente chega à metafísica. Esse trajeto não foi fácil de ser trilhado para quem passou pela avalanche dos acontecimentos nos últimos 25 anos, mas hoje, com todas as peças apresentadas, ela é mais facilmente observável, porém apenas para quem está disposto a entender.

Em resumo, a COP-27 do Egito simbolizou o retorno da humanidade à escravidão, onde a ONU pretende estabelecer um controle centralizado de tudo o que é produzido, comercializado e consumido no planeta. Não se enganem, pois essa é a meta número um deles e para isto, disfarçam a coisa de Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS, peças de um dominó que são facilmente derrubadas com raciocínio lógico, tamanha a fragilidade de seu arcabouço teórico.

Assim, transformar todos os “cidadãos do mundo” em pessoas homogeneizadas (perdendo a sua individualidade e poder de escolha) facilitará o controle global que está prestes a ser implementado, afinal a antiga opressão dos egípcios já é o próprio sistema de hoje quando os Estados Nacionais já praticam um terrorismo sobre seus cidadãos (Êxodo 3:9). Pelo lado da metafísica, que envolve a parte espiritual, até rituais foram realizados em reunião ecumênica próxima ao monte Sinai, quando lançaram os dez mandamentos da Terra. Esta foi a figura do anti-Moisés.

O próximo passo deveria ser mais ousado e amplo, portanto, tornou-se necessário que nasça um “salvador climático”. Ao mesmo tempo, a floresta precisa ser cultuada, como era feito em todas as religiões pagãs de dois mil anos atrás. Estes fatos estão bem registrados inclusive na própria Bíblia (Juízes 6: 25-26; 1 Reis 16: 33 etc.). Assim, se o novo paganismo ambiental precisa substituir o Jesus Salvador que nasceu em Belém (hoje na Cisjordânia), ao mesmo tempo, eles necessitam ter uma floresta como “altar” que escale na proporção necessária para que se possa representar toda a humanidade servil. Desta forma, a escolha geográfica só poderia recair em Belém, PA, Brasil, cidade homônima, de fronte à floresta amazônica. É simplesmente o mesmo cenário registrado em todas as manifestações análogas da História, onde paganismo e natureza estão presentes, porém, em escala gigantesca porque precisa simbolizar o mundo inteiro. Quem será esse “salvador climático”? Pessoa, Lei, Regras? Veremos se conseguirão concretizar ou não.

Desta forma, o círculo está completo, onde a pretensão de reduzir emissões globais em 90% até 2040 engana o mundo dizendo que teremos um novo Éden terrestre, onde a ciência, a filosofia e a religião, os três pilares da humanidade foram cooptados por uma falsa ciência, uma filosofia torpe e os aspectos metafísicos, hoje foram facilmente identificados como uma guerra espiritual. Como alertei anteriormente, passar por essas três etapas não é uma tarefa fácil. Um cientista faz um trabalho análogo ao de um policial e coleta evidências em todas as áreas, de todos os aspectos, para realizar as suas conclusões quando o tema é muito mais amplo. Foi assim que procedi para fazer tais afirmações com consistência. Cabe a cada um ir verificar por si, pois aqui eu só mostro o caminho. Assim, quem estiver mais interessado em começar a entender esse quebra-cabeça poderá consultar os livros “O Império Ecológico” e “Maquiavel Pedagogo”, ambos de Pascal Bernardin, e o livro “Ambientalismo pelo Avesso”, de Jean-Marie Lambert e Aramis C. DeBarros. Eles apresentam farto material comprobatório do que citei e que estamos a viver neste momento contemporâneo.

Qual sua opinião sobre a efetividade das ações que serão discutidas durante a conferência? Elas serão capazes de trazer benefícios para o clima e para o meio ambiente?

Não, nenhum benefício! Primeiramente porque reduzir emissões de CO2 de origem humana não representa nada para aspectos climáticos ou meteorológicos, como costumam confundir as pessoas. Isto se dá simplesmente porque ele não é nenhum controlador climático, como prega a catequese da turma do IPCC (o painel do clima da ONU) que há 37 anos não apresentou evidências que sustentem a sua hipótese. Tudo que falam são compilações de trabalhos científicos, muito bem selecionados para a “causa climática” por edital, que simulam a hipótese em mais de 100 modelos de computador sem sua validação, paridade ou conformidade com o mundo real, tanto é que mesmo entre eles, as divergências são marcantes. É a terra da fantasia!

Em um aspecto mais amplo, a redução de CO2 implica em redução de produção, não somente de uso de combustíveis, como eles gostam de elencar, mas a redução geral mundial de benfeitorias para a humanidade, desde a produção agrícola e industrial até a produção de água e seu tratamento, entre uma infinidade de outras coisas de altíssima importância como fertilizantes. É conduzir a humanidade a um estado de degradação, justamente no momento da História onde temos as melhores condições de realizarmos os maiores feitos para a vida de todos.

Por uma questão de comprovação da Ciência real, e não a imaginária do IPCC e sua turma, a redução de CO2 da atmosfera é extremamente prejudicial, pois ainda estamos em uma condição de escassez da circulação desta importante molécula na atmosfera, o seu meio de difusão mais acelerado. Os oceanos são muito lentos e nas rochas, quase paradas. Ademais, as pesquisas já com mais de 40 anos têm mostrado que a vegetação global (e a produção de alimentos) aumentou significativamente porque as plantas têm se beneficiado deste ainda exíguo CO2 extra dos últimos 70 anos. De fato, quem combate o CO2, combate a natureza, combate a comida no prato! É simples assim porque as provas mostram isto! Observemos que a FAO, órgão da mesma ONU, mas para a alimentação global, já manifestou seu apoio a esta agenda nefasta, contradizendo suas cláusulas pétreas. Salvemos o planeta, mas não a humanidade.

Portanto, a seu ver, qual é o grande objetivo por trás do evento?

Tentar sempre criar mais dificuldades legais vinculantes (com força de Lei Internacional) para a existência humana e a operacionalização de suas forças de produção. É um embuste supranacional, aplicado com a participação da força dos Estados Nacionais. Como comentei anteriormente, é a legalização da prática de Terrorismo de Estado atingindo os indivíduos e as empresas. Para viver, tem que pagar (ou “dizimar”) e se submeter (ou se “converter”). Para empreender, a mesma coisa. No final, o objetivo é inviabilizar qualquer atividade, pois não elegemos mais políticos e administradores. Nós elegemos feitores! Isto vai se agravando com a onda crescente de impostos, leis absurdas e ignorantes restritivas e finalmente, chegaremos à inexequibilidade das ações. Basta ver o quanto já cedemos. A pergunta é: onde isto vai chegar?

Um claro exemplo disto são as propostas de Contribuições Nacionais Determinadas (NDC) que já estão prontas! São os compromissos e planos fantasiosos de “ação climática” que cada país signatário do Acordo de Paris (2015) apresentou para reduzir suas emissões. Como as pessoas e as empresas irão fugir disto se os governos dos países se oferecem voluntariamente para escravizarem suas respectivas populações e negócios? Vejamos que não há uma verdadeira contrapartida de muitos dos países que consomem quantidades colossais de recursos, mas para os países subdesenvolvidos como o Brasil, isto é uma obrigação, mesmo com o seu falacioso 1% de emissões globais. O que isto adiantaria, assumindo que a hipótese fosse verdadeira?

Um exemplo disto é a própria Europa. Em 2023 eles consumiram 78EJ (Exajoules ou 1018J) de energia oriunda de petróleo, enquanto a América do Sul inteira consumiu apenas 31EJ, ou seja, menos da metade. Agora compare as respectivas populações e áreas e me diga quem consome o que? Na melhor das estimativas, eles ainda usam mais. Contudo, seus governantes precisam apertar a América, querendo manter seu mesmo papel de colonizador (agora na terceira fase do processo, o econeocolonizador), pois precisam de matéria-prima barata, inclusive Urânio, e descarregar sua já baixa produção industrial. Parece raso, mas é essa a verdade. A sustentabilidade faz o papel do espelhinho que trouxeram para cativar a América 500 anos atrás.

A indústria de energia está, de uma maneira geral, investindo em energias renováveis (eólica e solar) para enfrentar o aquecimento global. No entanto, várias petroleiras têm recuado nos seus investimentos em renováveis e retomado seus planos para o petróleo. Como o senhor avalia essa tendência e de que forma isso pode ou não afetar o clima?

“Renováveis” é um termo bonito para descrever o que essas energias não são. Elas são alternativas, complementares e jamais poderão se estabelecer como efetivas ou firmes. Isto é uma fantasia, uma ilusão bastante cara que certos países ricos acharam que conseguiriam bancar. Viram que não deu. Assim, se foi caro para eles, imaginemos para nós, que pertencemos aos países subdesenvolvidos, muitos deles ricos em recursos, mas que insistem em continuar pobres, abandonando seus potenciais porque seus governos aceitam imposições externas.

De fato, se observarmos os dados de 2023, cerca de 620EJ foram produzidos em energia, dos quais 504EJ (cerca de 81%) vieram de petróleo, carvão e gás. No mesmo ano, as alternativas citadas representaram menos de 8%. No ano seguinte, 2024, houve redução global de geração de energia, alcançando uns 593EJ totais. Destes, 513EJ (aproximadamente 86,7%) vieram novamente de petróleo, gás e carvão, contra menos de 6% em alternativas. Ao analisarmos parcialmente, as energias efetivas dos “petros” geraram 9EJ a mais. Quando somados com a nuclear, que também subiu, chegamos aos 15,5EJ aproximadamente. No mesmo período, as alternativas citadas diminuíram 17,5EJ, ou seja, o mundo preferiu energias efetivas ao invés de alternativas. Isto já nos sinaliza que a fantasia climática, após 15 anos, apresentou sua conta, e ninguém gostou especialmente o mundo desenvolvido que achou que iria conseguir bancar a bobagem. Agora, insistem em desovar esse enorme problema, ou embuste, nos países subdesenvolvidos. Isto só prejudica e atrasa ainda mais o tão sonhado processo de desenvolvimento e avanço industrial.

Quanto ao clima, como explanado anteriormente, o CO2 não interfere em nada. Os registros paleoclimáticos dos últimos milhões de anos comprovam isto categoricamente. As temperaturas sobem primeiro, e o CO2 vai atrás, cerca de 800 a mil anos depois. As temperaturas descem, o CO2 desce também, mais ou menos no mesmo intervalo da subida. A hipótese de causa e consequência foi devidamente desmantelada com as publicações de 2007 e deveria ser descartada, se estivéssemos falando em Ciência real.

Assim, a única coisa em que o CO2 interfere é no bolso! Se tudo pode ser reduzido ao CO2 (inclusive com a definição grotesca de CO2 equivalente, ou CO2-eq), então estamos falando de um mercado global fabuloso que além de ser altamente rentável e especulativo, exercerá controle pelo regime de escassez, o qual será provocado pela “obrigatoriedade de remoção de CO2”.

Por fim, se possível, poderia apresentar aos nossos leitores a sua visão sobre os eventos climáticos que o mundo tem passado atualmente (ondas de calor, alagamentos, aumento médio da temperatura global, etc.)?

É importante definir que muitas das notícias misturam as ocorrências dos fenômenos meteorológicos com efeitos sazonais do clima. Pior é atribuir a qualquer uma destas ocorrências à existência das atividades humanas e sua suposta emissão de CO2. Matematicamente podemos somar todas as emissões dos últimos 70 anos e veremos que não alcançamos a segunda casa decimal da variação de CO2 na atmosfera computada nestes respectivos anos. Isto está documentado inclusive nos próprios relatórios do IPCC quando estimam os fluxos de carbono. Os oceanos, os solos e vulcões são os principais responsáveis pela enorme emissão que temos pelo mundo. Assim, supondo que a hipótese fosse verdadeira, seriam eles os responsáveis por tais atributos de “mudanças climáticas” por esse viés torpe. A humanidade nunca conseguiria alcançá-los!

Deixemos bem claro que a atmosfera da Terra não trabalha como uma estufa, pois não é uma casa de vidro com limites que bloqueiam a dinâmica atmosférica e sequer o gás CO2, ou outro gás qualquer, os quais lhes atribuam esse “poder estufa” tem efeito sobre os diversos climas do planeta, comumente descritos como se todos fossem um só. Os climas nunca foram estáticos ou “equilibrados” e não podem ser tratados como uma ciência exata, mesmo que seus arcabouços epistemológicos assim tentem o estabelecer. Ele é variável e a própria noção desta variabilidade é intrinsecamente ligada à definição do que é clima, como bem ressaltou Edward Lorenz, pai da Meteorologia Moderna, tornando o termo “mudança climática” um dos maiores pleonasmos da História que colou bem como propaganda.

Quanto ao suposto maior número de fenômenos, o que temos na realidade é um aumento de monitoramento global. Também temos mais pessoas em locais antes inóspitos. Estes dois fatores, em certa medida, ajudaram a estabelecer testemunhos, novos parâmetros e médias sobre muitos dos fenômenos. Estas inovações começaram há menos de 50 anos e as melhorias, menos de 25, portanto, tudo é muito prematuro, especialmente o que cabe ao monitoramento remoto e suas controvérsias. Dizer que algo está a acontecer não é embasado pelo que observamos da realidade.

Quanto aos fenômenos sazonais que envolvam ondas de calor, de frio (sempre esquecidas), estiagens, ocorrências de tornados severos, furacões de alta intensidade etc. muitos deles que só podem ser tratados pela Climatologia como estatísticas, pois não fazem parte de seus atributos diretos, o próprio IPCC no seu último relatório (AR6, 2023) teve que torcer o nariz e mostrar que as séries que correspondem a cada um destes fenômenos não são conclusivas, admitindo o que já estamos a pronunciar há mais de 15 anos. Muitas destas informações foram adiantadas por Steven Koonin, em seu livro “Unsettled”, mas o pessoal continua a querer fazer Climatologia através de planilhas eletrônicas.

Quanto às temperaturas, tivemos duas flutuações positivas e negativas no século XX, sendo que a positiva dos anos de 1930, pelos dados da época, superaram as do final do século (e também de agora). No último período quase vicenal, a “subida” (tendo em vista a sua insignificância) se encerrou no El Niño de 1998. De lá até 2013 tivemos estabilidade de temperaturas e até rebaixamento em algumas regiões, o que não corroborou com a hipótese defendida pelo IPCC e ONU, deixando muitos “cientistas” irritados, querendo que fizessem uma reanálise de dados ou que eles fossem eliminados das séries!

Outras elevações rápidas (2015-2016 e 2024) ocorreram por causa de El Niños intensos, efetivamente por contrastes que criaram gradientes intensos, gerando alguns fenômenos notáveis. A verdade é que fenômenos oceânicos-atmosféricos como este fazem “pular” facilmente os instrumentos no mundo inteiro, assim como os vulcões ou violentas ondas de frio geradas por Altas Polares Móveis (APM) quando tomam um hemisfério em avanços quase coordenados, como observados no hemisfério Sul. Estes são os motores dinâmicos que interferem no clima!

Ainda temos outra questão importante. Quase ao mesmo tempo, em 2009, cada vez mais as instituições de pesquisa diminuíram o acesso aos dados brutos obtidos das Estações Meteorológicas de Superfície (EMS), como também foram cada vez mais incorporadas Estações Meteorológicas Automáticas (AWS) cujas informações, devido às más instalações, chegam a apresentar medições de temperatura acima de 1,0oC em relação ao valor real (quando não, até +5,0oC). Isto ocorre em quase 90% das estações dos EUA, um país altamente desenvolvido. Imaginemos então nos outros? Lembremos que a turma do aquecimento está a reclamar de que as temperaturas já subiram cerca de 0,8oC em 70 anos! Como podem fazer isto se os instrumentos apresentam um erro acima disto?

Claro que apelam para os satélites, mas as suas medições estão restritas às instituições que advogam à causa da hipótese de “mudança climática” ou “aquecimento global”. Perguntamos: é possível confiar? Se tais institutos recebem dinheiro governamental para existirem e os governos também apoiam a causa, que resultado nós poderíamos esperar? Corroboração ou Verdade? Ao mesmo tempo, acumulam-se as evidências descaradas de fraude e adulteração deliberada de dados desde 2010. Esta falta de transparência e inacessibilidade às informações primárias já vêm sendo discutidas pelos cientistas críticos e pesquisadores independentes há mais de dez anos, sem resposta até o presente momento. A forja da hipótese precisa ser feita, afinal, o planeta não coopera!

Ondas de frio intenso no hemisfério Sul e Norte em anos consecutivos, especialmente 2025 (já elencado como o “terceiro mais quente de todos os tempos” pela ONU, pois eles não perdem tempo); a Antártida com marcas recordes de frio desde 2021 consecutivas; La Niñas recorrentes (resfriamento do Pacífico Sudeste até o trópico), com um “mergulho profundo” (três anos consecutivos) ocorrendo recentemente (apenas três vezes isto aconteceu desde a origem dos registros, no século XIX); recorde de gelo marinho em 21 de setembro de 2014 na Antártida, superando a marca dos anos de 1980; cômputo da razão de cerca de oito óbitos por frio contra um por calor extremo nos últimos 40 anos; anomalias negativas recordes de ozônio na saída do inverno austral na Antártica desde 2021; Oscilação Decadal do Pacífico – ODP apresentando anomalias negativas recordes em 2024, desde que começaram os registros, em 1854. Todas estas são “evidências” de que o “clima está em ebulição”, como proferiu o Secretário-Geral da ONU, António Guterres?

Enfim, tudo é feito para que acreditemos que em um planeta de 510 milhões de quilômetros quadrados eles conseguiram medir, a 700km de altitude, um valor de temperatura que não tem significado físico com uma variação de 0,01oC por ano! De fato, acredite quem quiser! Contudo, com essa mesma pretensão, baseado neste valor, os que nos governam querem simplesmente alterar todas as atividades humanas. Não deveríamos pensar sobre isto?

Claro que em uma entrevista não é possível esgotar a complexidade do tema, mas entendo que esta pequena contribuição possa esclarecer um pouco mais sobre este vasto assunto. Encerro deixando uma questão importante: quem autorizou a Meteorologia ou a “Climatologia” a virar para todos os saberes universais do Homem e exigir regras de como devemos nos comportar? Se não fosse pela parte científica, exaurida pelo absurdo, pelo menos pela racionalização da Filosofia, tais questionamentos deveriam ser feitos, sem contar os desdobramentos sobre a humanidade, os quais envolvem tudo o que apresentamos no início desta entrevista. Obrigado pela oportunidade de expor, mesmo que de forma singela, 25 anos de trabalho. Que Deus abençoe a todos.

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Geraldo Luís Lino
Geraldo Luís Lino
5 meses atrás

Um dos raros cientistas brasileiros dispostos a enfrentar o lobby da “indústria do aquecimentismo”. Parabéns ao Petronotícias por oferecer esse espaço para os seus oportunos e precisos esclarecimentos.