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A FUP VOLTA A AMEAÇAR GREVE NA PETROBRÁS DEFENDENDO QUE A EMPRESA CUBRA O ROMBO BILIONÁRIO NA PETROS NA LAVA JATO

Se a presidente da Petrobrás, Magda Chambriard, ainda tiver dúvidas sobe quem a está apoiando e quem está tentando minar a sua gestão, hoje (3) ela tem mais um motivo para fazer esta análise. Isso porque a coordenação da Federação dos Petroleiros volta a liderar um movimento grevista para iniciar no dia 15 de dezembro, poucos dias depois da FUP emitir uma nota fazendo críticas duras contra a administração da Petrobrás sobre o seu novo Plano de Negócios. Uma das razões alegadas para a greve, que já está sendo discutida desde ontem (2) em algumas assembleias e que seguem nesta quarta-feira, é a questão do Petros, o fundo de pensão dos petroleiros que foi assaltado durante a época da Lava Jato. Na época, todos sabiam, tudo foi denunciado, mas a FUP se manteve em silencio, sem reclamar. Sabia quem eram os responsáveis, mas a opção foi calar, apesar da ciência do desastre que seria para toda classe de petroleiros. O rombo levou à necessidade de novos descontos até 2030 para buscar tentar tapar o buraco de bilhões. Agora, a FUP protesta e quer que a empresa pague por isso.

A FUP está comunicando que os sindicatos que integram a Federação iniciaram assembleias que vão deliberar sobre a deflagração de uma greve nacional por tempo indeterminado, a partir do dia 15 de dezembro. As votações ocorrem após o fim do prazo dado à Petrobrás e suas subsidiárias para apresentar uma nova contraproposta ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e soluções para pontos centrais da pauta da categoria. A FUP diz ter reenviado à empresa uma solicitação de proposta objetiva para a solução dos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, questão considerada urgente pelos dirigentes da federação, devido ao impacto financeiro – sobretudo para aposentados e pensionistas – acumulado ao longo dos anos. A federação também cobrou avanços na negociação de um ACT sem aplicação de ajustes fiscais sobre salários e carreiras. “O terceiro eixo de reivindicações diz respeito à Pauta pelo Brasil Soberano, com a defesa da Petrobrás pública, sem privatizações e sem adoção de novo modelo de negócios que fragilize a empresa,” diz a FUP.

Paralelamente às assembleias, aposentados e pensionistas de várias regiões do país retomam, a partir de 11 de dezembro, a vigília em frente ao edifício-sede da Petrobrás (Edisen), no Rio de Janeiro. O objetivo é reforçar a cobrança por uma solução definitiva para os PEDs, tema que a FUP considera imprescindível para o fechamento do ACT. “As representações regionais permanecerão mobilizadas no local durante o período de negociações, buscando sensibilizar a companhia para o impacto dos equacionamentos na renda de milhares de famílias”, diz o comunicado.

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