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UCRÂNIA ATACA PETROLEIRO RUSSO NA COSTA DA TURQUIA E EXPLODE NOVAMENTE GASODUTO QUE ATENDE HUNGRIA E ESLOVÁQUIA

A Ucrânia parece descontrolada e insatisfeita com a proposta de paz norte-americana e realiza uma série de ataques contra alvos russos, mas envolvendo três países, aumentando as tensões que podem sair do controle e envolver outros atores nesta guerra. As notícias não são nada boas. Um petroleiro russo foi  alvo de um ataque com drone no Mar Negro enquanto se dirigia a um porto no norte da Turquia. O navio-tanque Midvolga-2, que transportava óleo de girassol da Rússia para a Geórgia, relatou ter sido atacado a 80 milhas da  costa. Até o momento, não há vítimas entre os 13 tripulantes e a embarcação não solicitou assistência, disseram autoridades da Marinha turca. O navio está seguindo em direção a Sinop por seus próprios meios. Segundo a Marine Traffic, uma plataforma online de rastreamento de navios, o Midvolga-2 é um navio-tanque para transporte de petróleo e produtos químicos com pouco menos de 140 metros de comprimento e que navega sob a bandeira russa. O navio foi atingido por drones marítimos. As 80 milhas estão fora das águas territoriais da Turquia, mas bem dentro de sua Zona Econômica Exclusiva. E isso causou apreensão e perplexidade no governo turco.

Heorhii Tykhyi, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores ucraniano, negou o envolvimento da Ucrânia em uma postagem no X, sugerindo “que a Rússia pode ter orquestrado tudo”, o que parece improvável. “ A Ucrânia não tem nada a ver com este incidente e refutamos oficialmente quaisquer alegações desse tipo feitas pela propaganda russa.” O ataque ocorre na sequência de uma série de recentes ataques ucranianos contra a “frota paralela” da Rússia, embarcações que buscam fugir das sanções para vender combustíveis fósseis russos no exterior. Esses ataques geralmente utilizam drones navais “Sea Baby”.

“Esses incidentes, que ocorreram dentro de nossa Zona Econômica Exclusiva no Mar Negro, representam sérios riscos à navegação, à vida, à propriedade e à segurança ambiental na região“, disse Oncu Keceli, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Turquia, no portal X. Hoje, porém, os drones navais   ucranianos tornaram o Mar Negro tão perigoso que a Rússia, na prática, não utiliza sua marinha na invasão. Além disso, a Ucrânia incendiou refinarias de petróleo e usinas de processamento de gás natural na Rússia, numa tentativa de minar a economia de seu inimigo. Os ataques a navios que transportam petróleo russo representam uma extensão dessa tática para águas internacionais, uma ação que inevitavelmente causaria controvérsia por invadir o âmbito civil.

UCRÂNIA VOLTA ATACAR GASODUTO

A Ucrânia também voltou a atacar o oleoduto Druzhba, apesar de a Hungria e a Eslováquia terem apelado à  Kiev à evitar novos ataques. O oleoduto Druzhba, é um dos maiores do mundo,  com capacidade para 2 milhões de barris por dia (bpd). Ele é um canal crucial para o transporte de petróleo   dos campos russos para as refinarias europeias e continua sendo vital para a Hungria e a Eslováquia, os únicos países da UE que ainda importam petróleo bruto russo por meio desse sistema. O ataque ao oleoduto foi realizado na região de Tambov, no trecho Taganrog-Lipetsk do oleoduto, informou uma fonte da agência de inteligência militar da Ucrânia (HUR) ao jornal ucraniano Kyiv Independent.

Segundo a fonte, explosivos controlados remotamente, combinados com misturas combustíveis adicionais, foram usados ​​para destruir o trecho do oleoduto. Anteriormente, a Ucrânia realizou diversos ataques ao oleoduto Druzhba  em agosto, resultando em uma interrupção temporária das operações. A Hungria e a Eslováquia, cujos líderes mantêm laços estreitos com Moscou, têm resistido repetidamente a medida duras da União Europeia  contra a Rússia e argumentam que o fornecimento de energia russa não deve ser restringido até que alternativas viáveis ​​estejam em vigor. Os ataques ucranianos à infraestrutura petrolífera russa atraíram fortes críticas de ambos os países, que instaram Kiev a não atacar mais o oleoduto Druzhba. O ramal sul do gasoduto permanece ativo graças a isenções concedidas a certos países da Europa Central.

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