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DECISÃO FINAL SOBRE O OLEODUTO DA LINHA 5 EM MICHIGAN ESTÁ PRESTES A SER ANUNCIADA PELA JUSTIÇA DEPOIS DA LICENÇA AMBIENTAL

ORLANDO – Por Fabiana Rocha – Estão sendo esperadas algumas decisões em relação ao Oleoduto da Linha 5, que corta submerso o Lago de Michigan, nos Estados Unidos. Desde a determinação do Presidente Donald Trump em resolver o problema, o oleoduto ficou entre as instalações que recebem assistência do governo na busca de uma solução rápida, depois de tantos anos de briga jurídica, desde que a âncora de um navio quase rompeu o oleoduto por onde trafega 540 mil barris de petróleo e seus derivados diariamente. O presidente assinou uma ordem executiva em janeiro deste ano declarando estado de emergência energética, ordenando à todas as agências que “acelerem a conclusão de toda a infraestrutura energética autorizada e com verbas destinadas”. A ordem instruiu o Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA a agilizar a análise dos pedidos de licença para o desenvolvimento dos projetos de energia.

O Corpo de Engenheiros ainda está analisando as licenças para as operações do oleoduto em Wisconsin, mas já deu sinal verde para a construção de um túnel de sete quilômetros sob o lago, no trecho do estreito de Mackinac, Michigan. O Oleoduto 5 tem sido fonte de intenso conflito jurídico e político sobre quem tem a autoridade primária – os estados ou o governo federal – para manter o oleoduto em operação ou fechá-lo. Em tribunais estaduais e federais distintos, o juiz Robert J. Jonker, do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Oeste de Michigan, e o juiz James Jamo, do Tribunal do Circuito de Michigan, estão agora prestes a se pronunciar sobre essa questão.

Para lembrar, durante 72 anos, com o objetivo de servir como um atalho para o transporte de petróleo bruto dos campos de produção no oeste do Canadá para as refinarias no leste de Ontário, o oleoduto da Enbridge transporta petróleo,  líquidos e gás natural diariamente, passando por baixo das florestas e pântanos do norte de Wisconsin e Michigan. Inaugurado em 1953, o oleoduto de 1.037 quilômetros começa em Superior, Wisconsin, cruza rios e córregos por baixo e atravessa a reserva da tribo Bad River Band of Lake Superior Chippewa. Depois, ele se divide em dois dutos paralelos e percorre um trecho subaquático de 6,4 quilômetros no leito marinho ao longo da Ponte no Estreito de Mackinac, entre as penínsulas Superior e Inferior de Michigan.

Para o Brasil, a Linha 5 tornou-se importante pela possibilidade do uso da tecnologia patenteada da empresa Liderroll, que tem a sua sede no Rio de Janeiro. As dificuldades da construção e o diâmetro do túnel de apenas 5 metros, cria uma barreira para a engenharia e desafios gigantescos, dizem os profissionais especialistas no assunto. E a situação ainda é agravada porque o túnel ficará a cerca de 30 metros abaixo do fundo do leito do lago, com um declive na entrada de 3,5 quilômetros e outro, do mesmo tamanho, em aclive. A tecnologia da empresa brasileira resolverá este problema. Nesta fase do projeto, a Liderroll conversa com empresas americanas para uma parceria. A empresa americana assume a engenharia de lançamento, sob a orientação dos engenheiros da Liderroll, que contam com grande experiência em obras semelhantes. Em breve, a canadense Enbridge divulgará mais detalhes do andamento das negociações com a justiça e com os governos de Michigan e o governo federal americano.

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