NOVA EDIÇÃO DE UM ESTUDO DA FIRJAN REVELA QUE O POTENCIAL DE INVESTIMENTO EM PETROQUÍMICA E FERTILIZANTES PASSA DE R$ 25 BILHÕES
O Rio de Janeiro consolida sua posição como hub estratégico para a reindustrialização e a segurança energética e alimentar do país. Esta afirmação foi extraída da 4ª edição do estudo “Petroquímica e Fertilizantes no Rio de Janeiro 2025”, lançado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) nesta quinta-feira (4). Com colaborações da Petrobrás, Braskem, BNDES, Porto do Açu, ICONIC, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e Embrapa, a publicação da Firjan SENAI SESI destaca que os investimentos previstos para as indústrias de petroquímica e fertilizantes no Rio de Janeiro podem facilmente ultrapassar os R$ 25 bilhões no
horizonte até 2030, com base nos projetos mapeados no estado. O gás natural, com a expansão da capacidade de escoamento do pré-sal, é o principal diferencial competitivo fluminense, impulsionando a expansão da capacidade petroquímica existente e a implementação de novos projetos de fertilizantes. Para Luiz Césio Caetano, presidente da Firjan, “O caminho para a soberania do Brasil nessas indústrias passa, inevitavelmente, pela consolidação do Rio de Janeiro como seu epicentro de inovação. O estado tem as condições únicas – gás disponível, capacidade já instalada, logística robusta e um ecossistema de P&D – para transformar sua vocação natural em um diferencial competitivo de longo prazo para o país.”
A chegada do gás natural do pré-sal, viabilizada pelo gasoduto Rota 3 e processada na maior Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do país, localizada no Complexo de Energias Boaventura (CEB), em Itaboraí, é o marco central. Os investimentos previstos no CEB vão ao encontro de um conceito de petroquímica integrada ao refino. Nesse contexto, destaca-se o projeto Transforma Rio, da Braskem, que prevê um aporte de R$ 4,3 bilhões. Esse investimento, um dos
maiores anunciados do setor químico e petroquímico nas últimas décadas no país, visa à construção de um novo cracker para processamento de etano e à ampliação da fábrica de polietilenos (PE), em Duque de Caxias. A expansão eleva a capacidade produtiva em 230 mil toneladas/ano, com potencial para gerar cerca de 7.500 postos de trabalho diretos e indiretos na fase de construção. Quando em operação plena, o projeto pode reduzir em 24% a importação nacional de polietileno.
A Petrobrás também reforça sua atuação, com um investimento total de US$ 15,8 bilhões no segmento de Refino, Transporte
e Comercialização no quinquênio 2026-2030, e desenvolvendo tecnologias de descarbonização, como o projeto FCC Petroquímico (Craqueamento Catalítico Fluido) para a Reduc, no Rio de Janeiro. No plano de negócios anterior da companhia, 2025-2029, os investimentos para o estado nesse segmento alcançavam cerca de 30% do total. A partir do plano atual, vislumbramos uma manutenção desse patamar. A gerente geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval, Karine Fragoso, diz que “O estudo da Firjan sublinha a vulnerabilidade crítica do Brasil na área de fertilizantes, onde mais de 85% da demanda é suprida por importações, e a ureia é 100% importada. Essa dependência expõe o agronegócio a choques geopolíticos e volatilidade cambial.”
O Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) visa reduzir essa dependência para 45%-50% até 2050. Assim, o Rio de Janeiro emerge como peça-chave nessa estratégia, com projetos estruturantes: O Porto do Açu, no Norte Fluminense, avança com projetos de logística integrada e uma unidade de fertilizantes nitrogenados, que visa produzir 1,38 milhão de toneladas de ureia e 781,5 mil toneladas de amônia por ano.
O Porto investiu aproximadamente R$ 200 milhões em uma unidade misturadora de fertilizantes, com previsão de operação para março próximo, reforçando sua vocação logística. O Açu também aposta na produção de fertilizantes de baixo carbono, como amônia verde, a partir de hidrogênio obtido via eletrólise da água.
Já em Macaé, também no Norte Fluminense, há um projeto para instalação de uma fábrica com capacidade de produção de 1,8 milhão de toneladas/ano de ureia. Para apoiar essa virada industrial, o estado sediará o Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), no Parque Tecnológico da UFRJ. O CEFENP atuará como um articulador estratégico, conectando ciência, indústria, startups e agronegócio para promover a inovação, o desenvolvimento de soluções nacionais e a produção de bioinsumos e fertilizantes especiais. Pela primeira vez, a publicação inclui uma análise sobre a
indústria de lubrificantes, um segmento que cresceu 6,1% em 2025, e que é fundamental para a transição energética. Lubrificantes de alta performance podem gerar ganhos de eficiência energética da ordem de 2% a 5% em motores e máquinas, contribuindo para a redução de emissões.
Já o BNDES, que apoiou historicamente a estruturação dos polos petroquímicos nacionais, reafirma seu papel com linhas de financiamento específicas, como o Finem, o BNDES Máquinas e Serviços, e o Novo Fundo Clima. Este último é destinado à descarbonização da economia e relevante para projetos de indústria verde e transição energética no setor. Para acessar o estudo “Petroquímica e Fertilizantes no Rio de Janeiro 2025” clique no link
Já os Dados Dinâmicos podem ser acessados no link

publicada em 4 de dezembro de 2025 às 12:00 




