A TOTALENERGIES FAZ ACORDO COM A GALP PARA EXPLORAÇÃO NA NAMÍBIA, MAS PERDE FINANCIAMENTO PARA PROJETO EM MOÇAMBIQUE
A TotalEnergies está vivendo uma gangorra em seus investimentos na África. Enquanto a empresa anuncia que se unirá à empresa portuguesa Galp para operar o campo petrolífero de Mopane, na Namíbia, que, segundo estimativas, poderá conter pelo menos 10 bilhões de barris, a companhia teve seus financiamentos suspensos por empresas do Reino Unido e Holanda em relação aos projetos de Moçambique, em uma medida sem precedentes que representa o mais recente revés para o controverso projeto, associado à destruição ambiental e a violações dos direitos humanos. A UK Export Finance (UKEF), uma agência governamental, e a Atradius, sediada na Holanda, ambas fornecedoras de empréstimos, garantias e seguros para projetos no exterior, já haviam comprometido um total US$ 2,2 bilhões para o projeto de gás natural liquefeito (GNL) no norte de Moçambique. O projeto foi alvo recentemente de um processo judicial na França por supostas ligações com um massacre ocorrido próximo ao local do projeto de GNL.
NAMÍBIA
Na Namíbia, o acordo com a Galp prevê a entrada da TotalEnergies como operadora, à medida que mais poços de exploração forem perfurados com o objetivo de
desenvolver o campo para produção. “A transação posiciona a TotalEnergies como operadora das duas maiores descobertas de petróleo na Namíbia e abre caminho para o desenvolvimento de um importante polo de produção, gerando valor a longo prazo para o país e seus parceiros”, afirmou a empresa francesa em um comunicado. O acordo prevê que a TotalEnergies adquira uma participação de 40% na licença de exploração de petróleo que inclui Mopane. A Galp manterá uma participação de 40%, juntamente com a empresa petrolífera nacional da Namíbia, Namcor , e a empresa privada Custos , que detêm participações de 10% cada.
MOÇAMBIQUE
Antoine Bouhey, coordenador de campanhas da Reclaim Finance, uma organização sediada na França que defende o alinhamento financeiro com a justiça social e climática, disse que “Trata-se de uma decisão histórica do governo do Reino Unido que deve ser elogiada, pois nunca se viu uma agência de crédito à exportação desistir de um projeto que havia concordado em apoiar. O projeto está repleto de problemas relacionados ao meio ambiente, bem como alegações extremamente graves de violações dos direitos humanos. O que estamos dizendo a todos os 29 financiadores ainda envolvidos no acordo, terão ainda a possibilidade de se retirarem. Eles devem fazer a única coisa responsável, que é encerrar seu compromisso com este projeto.”
A TotalEnergies afirmou em comunicado que o projeto de GNL permanece dentro do cronograma, apesar da saída dos financiadores do
Reino Unido e da Holanda. A empresa havia inicialmente garantido US$ 15,4 bilhões em 2020 de cerca de 30 financiadores, incluindo agências de crédito à exportação e bancos como Standard Chartered, JPMorgan e Société Générale. A TotalEnergies afirmou que os valores perdidos com as retiradas do Reino Unido e da Holanda foram compensados por aportes de capital adicionais de parceiros existentes. Peter Kyle, secretário de Estado para Negócios e Comércio do Reino Unido, afirmou que os interesses dos contribuintes britânicos “serão melhor atendidos se encerrarmos nossa participação no projeto neste momento”, citando riscos de segurança crescentes. Pouco depois de a UKEF tornar pública a sua decisão, a Atradius seguiu o exemplo. A Atradius tinha encomendado uma avaliação dos riscos do projeto em matéria de direitos humanos, ambiente e segurança antes de tomar a sua decisão.

publicada em 10 de dezembro de 2025 às 16:00 





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