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MARCO RUBIO DISSE QUE MADURO SERÁ JULGADO E NÃO PREVÊ NOVAS OFENSIVAS NA VENEZUELA. O MUNDO REAGE A CAPTURA DO DITADOR

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou hoje (3) que o ditador venezuelano Nicolás Maduro está preso  e enfrentará um julgamento criminal realizado nas cortes -norte-americanas. Rubio também disse que não deverá haver novas ações militares dos EUA na Venezuela. “Nicolás Maduro foi preso por pessoal dos EUA para enfrentar um julgamento por acusações criminais nos Estados Unidos e que as ações militares que vimos na madrugada foram para proteger e defender aqueles que executavam o mandado de prisão.” Para lembrar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na madrugada deste sábado que as forças norte-americanas realizaram um ataque em larga escala contra a Venezuela e que o ditador Nicolás Maduro, junto com a esposa dele, Cilia Flores, foram capturados.

Diferentes autoridades mundiais reagiram ao ataque americano. O chefe de Estado cubano, Miguel Dias Canel(direita),  disse, também em postagem na plataforma X que “Cuba denuncia e demanda urgente reação da comunidade internacional contra o criminoso ataque dos EUA contra a Venezuela. Nossa zona de paz está sendo brutalmente assaltada. Terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra Nossa América”. A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez(esquerda), disse desconhecer o paradeiro de Maduro e Cilia e exigiu uma “prova de vida” de ambos por parte do governo americano. Além disso, afirmou que os ataques deixaram diversos mortos, entre eles autoridades, militares e civis em todo o país. O Irã, uma das nações aliadas da Venezuela, repreendeu os ataques. O Ministério das Relações Exteriores do país afirmou que a ação americana viola a soberania e a integridade territorial venezuelana, além da Carta das Nações Unidas: “A agressão militar dos Estados Unidos contra um Estado independente que é membro das Nações Unidas é uma grave violação da paz e da segurança regionais e internacionais, cujas consequências afetarão todo o sistema internacional.”

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia também condenou a “agressão militar”, disse que mantém contato com as autoridades venezuelanas e que “os pretextos citados para justificar tais ações são insustentáveis. A hostilidade ideologizada prevaleceu sobre considerações pragmáticas, bem como sobre a disposição de construir relações baseadas na confiança e na previsibilidade. É crucial, acima de tudo, evitar uma maior escalada e concentrar-se em encontrar uma saída para a situação por meio do diálogo. Deve ter garantido o direito de determinar de forma independente seu próprio destino, livre de qualquer interferência externa destrutiva,  muito menos militar”.

O ex-ditador boliviano Evo Morales, também publicou no X uma mensagem de condenação: “repudiamos com total contundência o bombardeio dos EUA

Maduro recebe o apoio do colega e ex-ditador da Bolívia, Evo Morales

contra a Venezuela. É uma brutal agressão imperial que viola sua soberania. Toda a nossa solidariedade ao povo venezuelano em resistência. A Venezuela não está sozinha!”. A chefe de Política Externa e de Segurança da União Europeia, Kaja Kallas(esquerda), disse, em publicação nas redes sociais, que conversou com o secretário de Estado americano Marco Rubio e com o embaixador do bloco em Caracas e que acompanha de perto a situação na Venezuela. Porém, reforçou que não reconhece o resultado das eleições de 2024, que concederam a vitória a Maduro. “A UE afirmou reiteradamente que Maduro carece de legitimidade e defendeu uma transição pacífica. Em todas as circunstâncias, os princípios do direito internacional e a Carta das Nações Unidas devem ser respeitados. Fazemos um apelo à contenção.

O presidente do Chile, Gabriel Boric disse estar com “preocupação e condenação pelas ações militares dos Estados Unidos. Faço um apelo para que se busque uma saída pacífica para a grave crise que afeta a Venezuela. A crise venezuelana deve ser resolvida por meio do diálogo e com o apoio do multilateralismo, e não por meio da violência nem da ingerência estrangeira”, publicou também em suas redes sociais. O presidente esquerdista espanhol, Pedro Sánchez(direita), disse que eu governo está fazendo um acompanhamento exaustivo dos acontecimentos na Venezuela e fez um apelo à desescalada do conflito e à responsabilidade. “É preciso respeitar o Direito Internacional e os princípios da Carta das Nações Unidas.” Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da Espanha disse que está disposto a “ajudar na busca de uma solução democrática, negociada e pacífica para o país“. Ele lembrou que o país não reconhece os resultados das eleições de 2024 e afirmou que sempre apoiou as iniciativas para alcançar uma solução democrática para a Venezuela.

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