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O GOVERNO BRASILEIRO AINDA ESPERA MAIS INFORMAÇÕES DA CAPTURA DO DITADOR MADURO ANTES DE SE PRONUNCIAR

O governo Lula convocou uma reunião para a manhã deste sábado, ainda perdido, sem informações oficiais, para saber qual será o posicionamento do Brasil.  O  Itamaraty diz que  a prioridade neste momento é reunir informações detalhadas sobre a operação antes de qualquer posicionamento público. A avaliação é de que ainda há lacunas relevantes sobre as circunstâncias do ataque sobre a captura do ditador sanguinário Nicolás Maduro.  A orientação é de cautela, evitando manifestações precipitadas enquanto os fatos seguem sendo apurados por canais diplomáticos. A reunião foi convocada pela embaixadora Maria Laura da Rocha(foto principal), a número dois do Itamaraty. A reunião contará com a área diplomática e de outros setores do governo envolvidos no acompanhamento da crise, como o Ministério da Defesa. Até o momento, não há definição sobre o teor nem sobre o horário de uma eventual nota oficial. Interlocutores afirmam que qualquer manifestação dependerá da consolidação das informações recebidas ao longo desta manhã.

O ataque americano, como dissemos ocorreu durante a madrugada de hoje (3), quando explosões foram registradas em Caracas e em outros estados venezuelanos. Pouco

A embaixadora colombiana e o Presidente da Colômbia Gustavo Petro

depois, Trump afirmou em sua rede social, que os Estados Unidos haviam realizado uma ofensiva militar de grande escala e que Maduro e a esposa foram capturados e retirados do país por via aérea. O governo brasileiro está recebendo informações fornecidas pela Embaixada do Brasil em Caracas e contatos informais com autoridades venezuelanas, existe a expectativa de o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversar com chanceleres de outros países da região, como a chanceler da Colômbia, Rosa Villavicencio.

Os presidentes da Colômbia e de Cuba,  Gustavo Petro e Miguel Díaz-Canel, condenaram a ação dos EUA, enquanto o mandatário argentino, Javier Milei, celebrou a operação. A Colômbia emitiu este comunicado: “O Governo da República da Colômbia observa com profunda preocupação os relatos sobre ataques e atividades aéreas incomuns registradas nas últimas horas na República Bolivariana da Venezuela, assim como o consequente aumento de tensão na região.”

Vídeos nas redes sociais mostram helicópteros militares sobrevoando a capital venezuelana, explosões e colunas de fumaça em diferentes pontos da cidade. Relatos de moradores e de veículos internacionais indicam interrupções no fornecimento de energia elétrica em algumas áreas e explosões próximas a instalações militares.  A escalada ocorre após semanas de aumento da presença militar americana no Caribe. Nos últimos dias, os Estados Unidos haviam anunciado o envio de uma frota naval para a região e intensificado ações sob o argumento de combate ao narcotráfico. O anúncio da captura de Maduro elevou a tensão diplomática na América do Sul e gerou reações imediatas de governos e lideranças políticas da região.

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