NAO DELETAR
HMFLOW

INTERESSES ECONÔMICOS BASEADOS NO QUE HOUVE NA VENEZUELA ESTÃO APRESSANDO DECISÃO DA PETROBRÁS ANTECIPAR INVESTIMENTOS NA MARGEM EQUATORIAL

Há muitos interesses para que a Petrobrás acelere o processo de investimentos para a exploração da Margem Equatorial, com argumentos de que a captura do ditador sanguinário e usurpador Nicolás Maduro criará uma concorrência para o Brasil. Mas muita calma nesta hora. Quem faz a coisa correndo e pressionado tem grandes chances de errar. A posição da empresa expressada ontem (5) ao Petronotícias, parece mais acertada: “permanece acompanhando o mercado.” A hora do movimento deve partir dos responsáveis pelos leilões da Margem Equatorial. Com calma, estudo e precisão depois das explorações que estão sendo feitas. O petróleo da Venezuela não concorrerá com o petróleo da Margem Equatorial, mas com o petróleo da  Guiana e do Suriname, que está a caminho pela TotalEnergies, sim. Juntos serão quase 2 milhões de barris no mercado., com a participação de 1,3 milhão que será produzido pela ExxonMobil na Guiana. Os olhos brasileiros precisam estar abertos para esta concorrência. E bem abertos. O Canadá, sim, é quem deve estar preocupado com a produção venezuelana. As refinarias do Golfo, nos Estados Unidos, refinam a produção saída das areias betuminosas, com API entre 8 e 10. Extra-pesado, tanto quanto a Bacia do Orinoco.

A produção de petróleo na Venezuela enfrenta dificuldades técnicas profundas e estruturais, que vão muito além de sanções ou decisões políticas recentes. Elas decorrem principalmente das características geológicas do óleo, da infraestrutura degradada e da perda de capacidade operacional. Eis os principais pontos, de forma técnica e objetiva:

– Petróleo extremamente pesado (extra-pesado). Não é um petróleo “bombeável” como o do Oriente Médio ou do shale americano;

– A maior parte das reservas venezuelanas, especialmente na Faixa do Orinoco, é de óleo com API entre 8 e 10 (às vezes menos). Altíssima viscosidade. O óleo não flui naturalmente e  precisa ser aquecido, diluído ou tratado para escoar. A Produção  depende de injeção térmica, diluentes ou métodos complexos de elevação artificial;

– Tem elevado teor de asfaltenos, enxofre e metais (níquel, vanádio);

– Há uma dependência crítica de diluentes p ara transportar o óleo pesado. Para isso, a Venezuela precisa misturá-lo com Nafta leve, condensado, óleo mais leve importado;

– Soma-se a isso o problema deque a Venezuela não produz diluente suficiente. Ela depende de importações, principalmente dos Estados Unidos ou de parceiros específicos. Sem diluentes o óleo não sai do campo.  Esse é um dos maiores gargalos técnicos da produção venezuelana. O seu valor comercial despensa. Chega a custar US$ 10 a menos cada barril.

– A Venezuela também sofre com o seu gargalo industrial, que opera muito abaixo da capacidade e sofre com falta de manutenção, peças, catalisadores e tem falhas crônicas de confiabilidade. A estrutura está em colapso e precisará muitos bilhões de dólares para voltar a produzir em maiores quantidades.

– Sem todos estes requisitos técnicos, o  óleo não atende as especificações da grande maioria das refinarias. As que estão no Golfo, refinam o petróleo extra-pesado das areais betuminosas canadenses.   

– Seus oleodutos estão corroídos, com vazamentos frequentes e riscos de acidente. As estações de bombeio inoperantes e os terminais portuários obsoletos;

– Falta de energia elétrica confiável com  Interrupções constantes afetam produção contínua. Os Equipamentos parados por meses viram sucata;

–  Perda de capital humano, com êxodo massivo de engenheiros, geólogos, operadores e técnicos. A empresa estatal PDVSA, que produz 90% do petróleo no país,  perdeu know-how acumulado por décadas. As operações complexas exigem experiência contínua,  que não se recompõem rapidamente. O petróleo pesado não tolera improviso.

– As unidades de coqueamento no país estão paradas. Falta de hidrogênio. Baixa confiabilidade operacional;

– O Resultado de tudo isso se traduz em Importação de combustíveis, sensibilidade econômica extrema e custos elevados. CAPEX alto, OPEX alto, margens estreitas. Rentabilidade só existe com preços altos, Operação contínua e cadeia logística perfeitamente coordenada. Qualquer interrupção significa prejuízo imediato.

– Produzir petróleo na Venezuela não será rápido, barato e  nem flexível. Reativar campos leva anos, não meses. O petróleo venezuelano é tecnicamente difícil, caro e frágil operacionalmente. O maior obstáculo não é apenas político, mas físico, industrial e humano.

– As petroleiras norte-americanas sabem disso e precisarão examinar todos estes detalhes técnicos antes voltarem a por os pés em terras venezuelanas. Serão investimentos pesados para se ter tecnologias modernas e adequadas, diluentes garantidos, capital humano experiente e  Infraestrutura confiável. A produção não se sustenta, mesmo que as sanções desapareçam amanhã.

“A  Venezuela detém uma das maiores reservas de petróleo do mundo.” No entanto, essa afirmação, repetida quase como um mantra, esconde uma realidade técnica e industrial muito mais complexa. Voltar a fazer a Venezuela produzir, não será assim, fácil, como se imagina, sentado no ar condicionado. Não é um trabalho para qualquer arco e flecha.  E,  além deste fator técnico-econômico, existe o fator político. Talvez até mais importante. Maduro está preso e será condenado pela justiça americana, mas o espectro de seu fantasma ainda apavora os venezuelanos. O governo americano diz estar no controle, mas deixou que a vice do ditador sanguinário, Delcy Rodrigues,  tão usurpadora do poder quanto ele. É uma vice legalmente de araque, porque não foi eleita, mas assumiu oficialmente o governo ao lado e apoiada pelas mesmas forças armadas corruptas e colegas de quadrilha do Cartel Del Soles e pelo grupo Narcoterrorista Tren de Aragua.  Ao lado deles, oficiais cubanos de inteligência que ainda permanecem no país, mesmo com a perda de 32 oficiais que comandavam a escolta de defesa do ditador capturado, mortos na troca de tiros com o grupo de elite Delta Force, do exército dos Estados Unidos.

A população Venezuelana vibrou com a queda do ditador, mas o sol já nasceu duas vezes depois da prisão do ditador sanguinário. E o medo continua. Assim que assumiu, Delcy determinou uma espécie de caça às bruxas no país para encontrar quem proporcionou as informações aos norte-americanos que levaram a prisão de Maduro. Além disso, é bom saber quem é de verdade. Nossos avós diriam que ela, segue a mesmíssima linha de Maduro e, como ele, também “não é flor que se cheire.” Delcy Rodrigues, além de ser uma mulher dura e grosseira, como é conhecida, tem 56 anos, é advogada e ex-Ministra das Relações Exteriores da Venezuela. Ela é  irmã de Jorge Rodriguez,   ministro de Informação e Comunicação e são filhos de Jorge Antonio Rodríguez, um dos maiores  guerrilheiros venezuelanos,   ex-dirigente da esquerda do país envolvido no sequestro do empresário norte-americano William Frank Niehous, em 1976, que ficou no cativeiro por três anos.   Ela desempenhou vários papéis importantes no governo, incluindo ministra de Informação.  Além disso, preside o partido Somos Venezuela, criado por Maduro, e tem sido uma figura chave nas negociações com a oposição, destacando-se por sua defesa da revolução bolivariana. Em seu discurso de posse, ela mordeu:  disse que Maduro continuava presidente da Venezuela e que todos os conceitos venezuelanos permaneciam os mesmos. E assoprou: prometeu colaborar com os Estados Unidos. Quem compraria um carro usado vendido por ela ou investiria bilhões de dólares no país neste momento?

Será exatamente esta senhora quem estará comandado o país sob a inteligência dos cubanos que dominam até todos cartórios do país. A capilaridade é tanta que ninguém compra ou vende um imóvel ou faz qualquer negociação de vulto, sem que eles saibam de tudo. Pode-se ter uma ideia do quanto será difícil  para os Estados Unidos terem  mesmo o controle do país. Esta é a razão principal da não transferência do poder para os eleitos democraticamente nas últimas eleições fraudadas no país: Edmundo Urrutia e Maria Corina Machado. Eles não aguentariam tanta sabotagem. Apesar disso, embora a Chevron já esteja operando na Venezuela,  o presidente Trump prometeu atrair outras empresas petroleiras americanas, principalmente a ExxonMobil e Connoco Philips, que tiveram prejuízos bilionários com a nacionalização das duas empresas feitas pelo antecessor de MaduroHugo Chavez. Mas, diante de tantos elementos contrários aos investimentos, mesmo como apoio dos Estados Unidos, nenhuma dessas empresas se pronunciou até agora. É esperar para ver o futuro com uma pergunta gritante: Delcy seguirá seus instintos esquerdistas e será fiel ao que acredita e aos preceitos de sua família ou se dobrará diante do poder dos Estados Unidos e morrer abraçada aos cubanos e aos militares corruptos do Cartel Del Soles? quem viver, verá.

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