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PRESIDENTE DA GILBARCO VEEDER-ROOT ACREDITA QUE COMBATE AO CRIME NO SETOR DE COMBUSTÍVEIS TRARÁ BONS FRUTOS ESTE ANO

O convidado de hoje do Projeto Perspectivas 2026 é o Presidente da Gilbarco Veeder-Root América Latina, Bruno Rosas.  Engenheiro mecânico com mestrado em Óleo & Gás. Bruno também conta com formação executiva pela Harvard Business School nas áreas de Economia e Contabilidade. Com mais de 25 anos de atuação nos setores de distribuição de combustíveis, mineração e energia, construiu uma trajetória em empresas como a  Ipiranga, a Danaher e a Fortive, com passagens pelo Brasil, Chile e Estados Unidos. Atualmente, lidera a operação em toda a América Latina, à frente de uma estratégia voltada à inovação, transição energética e desenvolvimento de soluções tecnológicas para a mobilidade. Ele traz também uma experiência institucional densa. Foi vice-presidente da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), conselheiro da ABIEPS (Associação Brasileira das Empresas de Equipamentos e Serviços para o Mercado de Combustíveis e Conveniência), além de coordenador das normas técnicas da ABNT voltadas ao mercado de distribuição de combustíveis.

Bruno lembra do inesperado tarifaço americano, mas também vê que a questão do judiciário,  no momento em que o país atravessa, requer uma atenção especial: “Entendo que o ponto de partida para uma melhora passa pelo maior equilíbrio jurídico no Brasil.” Apesar deste sentimento, para o ano que vem, acredita que as coisas retornem ao seu lugar: “Para 2026, vejo um cenário jurídico mais favorável, impulsionado pela aprovação de leis voltadas ao combate ao crime organizado no setor de combustíveis, o que pode contribuir para uma concorrência mais leal e para a construção de expectativas positivas no médio prazo.” Vamos então às suas opiniões e relatos sobre o ano que está se iniciando:

– Como foi o ano de 2025 para a sua empresa? As perspectivas se confirmaram?

– O ano de 2025 foi particularmente desafiador do ponto de vista da margem operacional. A instabilidade política e jurídica no Brasil gerou incertezas que levaram à postergação de investimentos, exigiram maior capilaridade para a geração de negócios e, como consequência, resultaram em um custo de venda mais elevado. Durante o planejamento estratégico, esse cenário de instabilidade já era considerado; no entanto, não estavam previstos o impacto do tarifaço vindo dos EUA nem a Operação Carbono Zero.

–    Dentro da realidade brasileira e da economia atual, quais seriam as medidas mais acertadas para que as coisas pudessem melhorar?

– Entendo que o ponto de partida para uma melhora passa pelo maior equilíbrio jurídico no Brasil. A Operação Carbono Zero evidenciou que a evasão fiscal e a concorrência desleal no país alcançam cifras de bilhões de reais. Em um setor em que cada centavo faz diferença, a aplicação mais rigorosa das leis, aliada a uma fiscalização mais inteligente e coordenada entre União e estados, além de campanhas voltadas à utilização de equipamentos que aumentem a segurança e a confiabilidade, pode abrir espaço para avanços relevantes. Outro fator de grande importância é a taxa Selic, que precisa recuar com urgência para que os investimentos ganhem maior tração no setor. 

– Quais os problemas atuais que podem ser vistos como um risco à nossa estabilidade política e econômica?

– Somam-se a esse cenário as tensões geopolíticas atuais na América Latina, especialmente entre EUA e Venezuela, a instabilidade econômica na Argentina e a indefinição política decorrente da corrida pelas eleições presidenciais no Brasil, fatores que, em conjunto, ampliam o nível de incerteza. 

– Quais são as Perspectivas para 2026? Mais otimista ou mais pessimista? O que fazer para termos um ano melhor?

– Para 2026, vejo um cenário jurídico mais favorável, impulsionado pela aprovação de leis voltadas ao combate ao crime organizado no setor de combustíveis, o que pode contribuir para uma concorrência mais leal e para a construção de expectativas positivas no médio prazo. Trata-se, a meu ver, de um ano de arrumação e acomodação, uma vez que o ambiente político deve seguir volátil e as tensões geopolíticas globais permanecem elevadas. Nesse contexto, será fundamental tomar decisões rápidas e estruturar um modelo de negócio flexível, capaz de se adaptar com agilidade. É um ano para apostar em marcas sólidas, com lastro e histórico de mercado.

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