FORA DE CONTROLE E COM QUASE 500 MORTOS IRÃ TENTA CONTROLAR REVOLTA POPULAR E AMEAÇA ESTADOS UNIDOS E ISRAEL
É muto comum algumas pessoas se perguntarem “por que o mundo não reagiu diante dos horrores do Holocausto na época da Alemanha de Hitler?” É mais ou menos o que acontece nos dias de hoje no Irã, quando quase 500 pessoas já foram assassinadas por tropas do regime comandado pelo aiatolá Ali Khamenei. O país está fervilhando, reagindo a uma ditadura massiva, principalmente contra as mulheres iranianas, sempre perseguidas. O presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, prometeu reagir atacando o Irã, se a matança oficial do regime imposto pelos aiatolás permanecesse para evitar sair do poder. Até agora, não houve outra reação
internacional, a não ser dos Estados Unidos. O Brasil, que apoia o Irã e os grupos terroristas apoiados pelo Hiram, como o Hamas e o Hezbolah, permanece calado diante da barbaridade que está se vendo nas ruas de várias cidades iranianas.
Reagindo a pressão de Trump, o Irã ainda afirmou que atacará Israel e as bases militares norte-americanas caso sofra um bombardeio dos Estados Unidos. A ameaça foi feita neste domingo (11) pelo presidente do parlamento iraniano e ex-comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf: “Sejamos claros: em caso de ataque ao Irã, os territórios ocupados (Israel), assim como todas as bases e navios dos EUA, serão nossos alvos legítimos. “A
ONG Iran Human Rights (IHRNGO) relata dezenas de mortos sob pressão do regime do Irã. O anúncio ocorre em um momento de intensos protestos. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian também acusou os Estados Unidos e Israel de fomentar “caos e desordem” no país, incentivando confrontos nas ruas. Ele pediu que a população se distancie de “badernistas e terroristas (sic)”. Ao mesmo tempo, buscou se
aproximar do povo ao afirmar que o governo está pronto para “ouvir seu povo” e resolver as questões econômicas que afetam o país.
O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia ameaçado intervir na crise caso o governo iraniano reprimisse manifestantes pacíficos. Trump disse, em publicação na rede social Truth Social, que o Irã busca liberdade e destacou que os os Esados Unidos “estão prontos para ajudar.” De acordo com a ONG Iran Human Rights (IHRNGO) o número de mortos pela repressão às
manifestações subiu para 192 até a manhã desta segunda-feira (12). A organização afirma ter confirmado os casos por meio de “fontes diretas” e de outros dois meios de comunicação independentes.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu convocou uma reunião com altos funcionários da defesa, após uma avaliação da situação dos protestos contra o regime em curso no Irã. O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa do Knesset, Boaz Bismuth, também convocou uma reunião para quarta-feira (14) com a Subcomissão de Inteligência, Serviços Secretos e Defesa, para discutir as implicações dos recentes acontecimentos no Irã: “Israel está acompanhando de perto os acontecimentos no Irã”, disse Netanyahu durante uma reunião de gabinete realizada neste domingo. “Protestos pró-liberdade se espalharam por todo o país. O povo de Israel, e o mundo inteiro, observam com admiração a extraordinária coragem dos cidadãos do
Irã. Israel apoia a luta deles pela liberdade e condena veementemente o massacre de civis inocentes. Que a nação persa em breve se liberte do jugo da tirania. Espero que um dia haja paz com o Irã e que possamos retomar o estabelecimento da paz regional.”
Autoridades do governo dos Estados Unidos tiveram discussões preliminares sobre como realizar um ataque ao Irã, caso seja necessário para cumprir a defesa dos cidadãos iranianos. Uma das opções em discussão é um ataque aéreo em larga escala contra múltiplos alvos militares iranianos, mas ainda não há consenso unificado sobre se o governo atacaria ou qual seria o curso de ação a ser tomado, e que as forças armadas americanas não haviam feito nenhum movimento preparatório para um ataque. A oposição iraniana estava tentando manter a pressão até que figuras-chave do governo fugissem ou mudassem de lado, enquanto as autoridades do regime dos aiatolás tentavam semear medo suficiente para esvaziar as ruas sem dar aos Estados Unidos justificativa para intervir.

publicada em 12 de janeiro de 2026 às 13:00 




